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Guerras comerciais, a ascensão da China e um setor em transformação: a conferência que está moldando a estratégia de produtos florestais da América Latina em 2026

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A Fastmarkets, uma das principais agências de preços e inteligência de mercado multi-commodities, anunciou a 21ª edição da sua principal Forest Products Latin America Conference, que acontecerá de 10 a 12 de agosto de 2026, em São Paulo, Brasil. O evento reunirá mais de 400 profissionais seniores — incluindo fábricas, recicladores, convertedores, end users, traders, investidores e empresas de logística — para discutir as forças que estão remodelando os mercados de celulose, papel e embalagens na América Latina. A conferência é reconhecida em toda a indústria como o principal ponto anual de estratégia para o setor de produtos florestais da América Latina.

Por que a conferência deste ano é importante

O setor de produtos florestais da América Latina está entrando em um período de transformação estrutural. Tarifas e tensões comerciais com os Estados Unidos estão redesenhando os fluxos de comércio. A expansão da capacidade integrada da China está remodelando os mercados globais de celulose. E os produtores em toda a região estão lidando simultaneamente com volatilidade cambial e custos de frete.

Nesse contexto, a conferência de 2026 oferece exatamente o que o mercado mais precisa: inteligência confiável e acionável.

Principais temas da agenda

A agenda de 2026 foca nos temas mais importantes para a comunidade de produtos florestais da América Latina:

Navegando a nova ordem comercial: O impacto das tarifas dos EUA, o realinhamento geopolítico e o que a dinâmica EUA-China significa para os produtores latino-americanos e suas estratégias de exportação.

Oferta, demanda e o fator chinês: Como a expansão da capacidade integrada da China está remodelando os mercados globais de celulose e os preços.

Perspectivas macroeconômicas: Trajetória fiscal do Brasil, volatilidade cambial e as condições financeiras que influenciam decisões de investimento.

Liderando em meio à incerteza: Perspectivas de CEOs sobre estratégia, resiliência e posicionamento de longo prazo em um cenário de excesso de oferta e consolidação.

A equação logística: Custos de frete, infraestrutura portuária e como a complexidade da cadeia de suprimentos está comprimindo margens.

Mercados em movimento: embalagens, tissue e papéis gráficos: Análise cada segmento sobre onde a demanda está crescendo, onde a capacidade está apertada e o que os usuários finais realmente precisam.

Natureza, carbono e o caso de negócios da sustentabilidade: Mercados de carbono, créditos de biodiversidade, EUDR e como a indústria está transformando suas credenciais ambientais em valor comercial.

Palestrantes confirmados

O grupo de palestrantes de 2026 conta com mais de 50 líderes seniores de toda a cadeia de valor, com participação confirmada de:

Beto Abreu, CEO, Suzano
Cristiano Teixeira, CEO, Klabin
João Paulo Sanfins, Vice-presidente, ANAP
Eduardo Monge, Marketing Grouper Personal Care, Essity

A lista completa de palestrantes está disponível aqui.

Detalhes do evento

Datas: 10–12 de agosto de 2026
Local: São Paulo, Brasil
Participantes: Mais de 400 profissionais seniores de mais de 30 países
Inscrições: Inscreva-se agora e economize 15% em todos os tipos de ingressos com o desconto exclusivo da ABTCP15. Reserve até 12 de junho para aproveitar as tarifas de inscrição antecipada: Ingressos
Idiomas: Sessões em inglês, português e espanhol

Sobre a Fastmarkets

A Fastmarkets é uma agência líder de preços e inteligência de mercado multi-commodities nos setores de agricultura, produtos florestais, metais e mineração. A Fastmarkets fornece aos clientes insights para negociar hoje e planejar o amanhã por meio de dados independentes de preços, notícias, análises e previsões em mercados globais.

Trade wars, China’s rise and a sector in reset: the conference shaping LATAM’s forest products strategy in 2026


The region’s defining annual forum for the pulp, paper and packaging value chain convenes August 10–12, 2026, bringing together 400+ senior leaders to navigate a sector in structural reset.


Fastmarkets, a leading cross-commodity price reporting agency, has announced the 21st edition of its flagship Forest Products Latin America Conference, taking place August 10–12, 2026, in São Paulo, Brazil. The event will unite over 400 senior professionals – spanning mills, recyclers, converters, end users, traders, investors and logistics providers – to address the forces reshaping Latin America’s pulp, paper and packaging markets.


Now in its 21st year, the conference is recognized across the industry as the premier strategy checkpoint for Latin American forest products – a forum where trust-based relationships are built and pivotal commercial decisions are informed.


Why this year’s conference matters
Latin America’s forest products sector is entering a period of structural reset. Tariffs and tensions from the US are redrawing trade flows. China’s integrated capacity is reshaping global pulp markets. And producers across the region are navigating currency volatility, freight costs, and tightening credit conditions simultaneously.
Against this backdrop, the 2026 conference offers what the market needs most: credible, actionable intelligence from the people making the decisions – delivered at a moment when mid-cycle strategy changes are no longer optional.
Key topics on the agenda
The 2026 agenda focuses on the issues that matter most to the LATAM forest products community:
• Navigating the new trade order: The impact of US tariffs, geopolitical realignment, and what shifting US-China dynamics mean for Latin American producers and their export strategies.
• Supply, demand and the China factor: How China’s integrated capacity expansion is reshaping global pulp markets and pricing
• The macro outlook: Brazil’s fiscal trajectory, exchange rate volatility and the financial conditions shaping investment decisions
• Leading through uncertainty: CEO perspectives on strategy, resilience and long-term positioning amid oversupply and consolidation
• The logistics equation: Freight costs, port infrastructure and how supply chain complexity is compressing margins
• Markets in motion: packaging, tissue and graphic paper: Segment-by-segment analysis of where demand is growing, where capacity is tight and what end-users actually need
• Nature, carbon and the business case for sustainability: Carbon markets, biodiversity credits, EUDR and how the industry is translating its environmental credentials into commercial value
Confirmed speakers include
The 2026 speaker faculty features more than 50 senior leaders from across the value chain, with confirmed participation from:
• Beto Abreu, CEO, Suzano
• Cristiano Teixeira, CEO, Klabin,
• João Paulo Sanfins, Vice-presidente, ANAP
• Eduardo Monge, Marketing Grouper Personal Care, Essity
The full speaker list is available here.

Event details
Dates: August 10–12, 2026
Location: São Paulo, Brazil
Attendees: 400+ senior professionals from 30+ countries
Registration: Act now to secure your spot and use ABTCP15 for 15% off. Book by June 12 to benefit of the early bird rates: Tickets
Languages: Sessions offered in English, Portuguese and Spanish

About Fastmarkets
Fastmarkets is a leading cross-commodity price reporting agency in the agriculture, forest products and metals and mining markets. Fastmarkets gives customers the insights to trade today and plan for tomorrow through independent price data, news, analysis and forecasting across global markets.

Arauco instala equipamento de 300 toneladas na maior caldeira de recuperação do mundo

A construção da futura fábrica de celulose da Arauco, em Inocência (MS), viveu na terça-feira (26), um de seus marcos mais importantes. Em uma megaoperação de engenharia, o balão de vapor da caldeira de recuperação do Projeto Sucuriú foi içado a 100 metros de altura e instalado no topo da maior caldeira de recuperação do mundo em uma fábrica de celulose.

Com mais de 300 toneladas, peso equivalente a cerca de 200 carros ou duas Estátuas da Liberdade, suspensos de uma única vez, a instalação exigiu meses de planejamento, estudos técnicos, análises de segurança e uma operação de alta precisão. “O balão de vapor é considerado o ‘coração’ de uma fábrica de celulose porque está diretamente ligado ao ciclo que fornece calor e energia à fábrica. É nele que ocorre a separação entre a água e o vapor gerado na caldeira. Serão mais de 2.400 toneladas de vapor por hora”, explica Claudinei Santos, diretor de Engenharia e Implantação do Projeto Sucuriú. 

A partir dessa separação, após passar pelos superaquecedores, o vapor seco segue para as turbinas, onde calor e pressão são convertidos em energia elétrica de fonte renovável. Serão mais de 400 MW ao todo: metade destinada ao abastecimento da própria fábrica e a outra metade a ser enviada ao Sistema Nacional.

Para que a instalação fosse realizada com segurança, a operação mobilizou centenas de profissionais, equipes especializadas e dois guindastes com capacidade para içar estruturas de até 750 toneladas. “Esta é uma etapa que traduz a complexidade e a grandeza deste empreendimento. Não se trata apenas da instalação de um equipamento de grande porte, mas de um marco que conecta planejamento, engenharia, segurança e execução. O sucesso desta operação mostra uma equipe engajada, que segue avançando no cronograma, e preparada para as próximas fases da montagem da fábrica”, afirma Carlos Altimiras, presidente da Arauco Brasil.

A atividade exigiu meses de estudos. Cálculos precisos sobre peso, centro de gravidade, velocidade de içamento, estabilidade do equipamento, condições climáticas, preparação da condição de solo ideal e segurança das equipes envolvidas. Cada etapa foi planejada para garantir que o balão fosse elevado e posicionado com precisão no alto da caldeira.

Operação marca uma das etapas mais complexas do Projeto Sucuriú
Divulgação Arauco/Valmet

Celso Tacla, vice-presidente executivo da Valmet na América Latina, destaca que a operação representa um marco também para a empresa fornecedora. “Participar da entrega da maior caldeira de recuperação do mundo é motivo de muito orgulho e responsabilidade para a Valmet. Estamos falando de uma solução altamente tecnológica, desenvolvida para atender aos mais elevados padrões de eficiência, segurança e desempenho operacional. 

Todo o processo exigiu uma integração extremamente precisa entre engenharia, fabricação, logística e montagem, reforçando a capacidade da Valmet de executar projetos de grande complexidade e escala global”, afirma.

Já Fernando Scucuglia, diretor de Celulose, Energia e Circularidade da Valmet na América Latina, reforça a capacidade de execução das equipes de gerenciamento envolvidas no projeto “O içamento do balão de vapor é uma atividade de alta complexidade e precisão de engenharia, ainda mais para a maior caldeira de recuperação já fabricada no mundo. 

Porém, é também uma demonstração objetiva do resultado conquistado até agora pelas equipes de gestão de projeto e execução de obras, que têm trabalhado com muita dedicação, esforço e competência para atingirem todos os marcos críticos do projeto dentro dos prazos estabelecidos. É uma sensação de realização muito grande fazer parte deste momento e desta história que está sendo construída”, destaca.

A participação da Enesa Engenharia, nesta que é considerada uma das maiores operações de engenharia do Brasil em 2026, foi celebrada pelo diretor-executivo da Companhia, Hélio Nodari. Ele ressalta o trabalho em equipe em diversas frentes e o cumprimento de um cronograma arrojado de montagem das estruturas metálicas que sustentam o balão. E o resultado foi gratificante. “Todo este esforço, dedicação e trabalho em equipe entre as empresas resultaram em uma operação bem-sucedida e segura, garantindo o cumprimento de um dos principais marcos do projeto”, afirma.

Detalhes técnicos do balão 

O balão é um vaso único, com 32 metros de comprimento, 3,15 m de largura e 3,81 m de altura e mais de 300 toneladas. 

Fabricado na China, o equipamento chegou ao Projeto Sucuriú no dia 7 de março, após uma jornada logística robusta entre a China e o Brasil, de cerca de 45 dias. Depois, o deslocamento terrestre entre o Porto de Santos, em São Paulo, e Inocência, em Mato Grosso do Sul, levou 48 dias.

Fonte: Valmet

Suzano tem 62 vagas em Mato Grosso do Sul

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Estudantes de Mato Grosso do Sul têm até a próxima quarta-feira, 3 de junho, para se inscrever nos programas de estágio Superior e Técnico da Suzano. São 52 vagas distribuídas entre Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo, voltadas tanto para cursos técnicos quanto para graduações. Paralelamente, a empresa também está com 10 processos seletivos abertos para contratação efetiva em cinco municípios do estado.

Estágio Superior

O Programa de Estágio Superior da Suzano oferece 11 vagas para Mato Grosso do Sul, sendo quatro para Ribas do Rio Pardo e sete para Três Lagoas. Podem participar estudantes de qualquer graduação, com formatura prevista entre dezembro de 2027 e dezembro de 2028. As oportunidades são para áreas como Sustentabilidade, Comunicação, Logística, Industrial, Florestal e Pesquisa e Desenvolvimento. As inscrições seguem abertas pelo link: https://estagiosuzano.99jobs.com/ 

Estágio Técnico

Já para o Estágio Técnico, são 41 vagas ofertadas, sendo 16 para Ribas do Rio Pardo e 25 para Três Lagoas. As oportunidades são voltadas para estudantes maiores de 18 anos matriculados em cursos técnicos nas áreas de Celulose e Papel, Automação Industrial, Mecânica, Química e Eletrotécnica. O processo seletivo é realizado de forma online, e as inscrições podem ser feitas pelo link: https://estagiotecnicosuzano.99jobs.com/

10 processos seletivos abertos 

Além das oportunidades de estágio, a Suzano está com 10 processos seletivos abertos com atuação em Água Clara, Bataguassu, Brasilândia, Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas. As oportunidades abrangem as áreas florestal, operacional, técnica e de manutenção e estão abertas a todas as pessoas interessadas, sem distinção de gênero, idade, origem, deficiência ou orientação sexual, por meio da Plataforma de Oportunidades da Suzano: https://suzano.gupy.io/

Confira abaixo os processos seletivos em andamento:

Água Clara, Bataguassu e Brasilândia

Operador(a) de Colheita | Água Clara – Inscrições até 31 de maio: Página da Vaga | Operador(a) de Colheita

Operador(a) de Colheita | Bataguassu – Inscrições até 31 de maio:Página da Vaga | Operador(a) de Colheita

Operador(a) de Colheita | Brasilândia –  Inscrições até 7 de junho:  Página da Vaga | Operador(a) de Colheita

Ribas do Rio Pardo

Mecânico(a) de Caminhões e Carretas – Inscrições até 30 de maio: Página da Vaga | Mecânico(a) de Caminhões e Carretas

Motorista Lavador(a) – Inscrições até 31 de maio:
Página da Vaga | Motorista Lavador(a)

Analista de Manutenção Júnior – Inscrições até 31 de maio: Página da Vaga | Analista de Manutenção

Mecânico(a) de Manutenção Especializado(a) – Oficina Central – Inscrições até 20 de junho: Vaga | Mecânico(a) de Manutenção

Técnico(a) de Manutenção Florestal II – Oficina Central – Inscrições até 20 de junho: Página da Vaga | Técnico(a) manutenção florestal

Três Lagoas

Analista de Automação Jr. (Controle Avançado de Processos) – Inscrições até 1º de junho: Página da Vaga | Analista de Automação

Consultor(a) de Produção I (Recuperação) – Inscrições até 1º de junho: Página da Vaga | Consultor(a) de Produção

Mais detalhes sobre os processos seletivos, assim como os benefícios oferecidos pela empresa, estão disponíveis na Plataforma de Oportunidades da Suzano (https://suzano.gupy.io/). A Suzano reforça que todos os processos seletivos são gratuitos, sem a cobrança de qualquer taxa ou valor de inscrição, e que as vagas oficiais estão abertas a todas as pessoas interessadas. Na página, candidatos e candidatas também poderão acessar todas as vagas abertas no estado e em outras unidades da Suzano no país, além de se cadastrar no Banco de Talentos da empresa.

Empresa da indústria de papel e celulose atinge máxima proteção e eficiência da caldeira e turbina com redução de 876m3 de água por ano

A parceria entre a Ecolab e a IPEL, empresa do setor de papel e celulose especializada na produção de papéis tissue, gerou uma economia aproximada de 876m³ no consumo anual de água, volume equivalente ao abastecimento médio de aproximadamente 5 mil pessoas por um dia. Os resultados evidenciam como a combinação de tecnologia, expertise técnica e acompanhamento contínuo pode transformar desafios operacionais em ganhos concretos para a indústria.

“Na IPEL, entendemos que eficiência operacional e sustentabilidade caminham juntas. Projetos como esse mostram que é possível otimizar processos industriais ao mesmo tempo em que reduzimos o consumo de recursos naturais, como a água, de forma consistente e mensurável. Essa parceria reforça nosso compromisso com uma operação cada vez mais eficiente, responsável e alinhada às melhores práticas ambientais do setor”, comenta o CEO da IPEL, Luciano de Liz Barboza.

O trabalho em conjunto entre as empresas foi desenvolvido para solucionar desafios críticos na operação, especialmente na caldeira e turbogerador, onde a formação recorrente de incrustações compromete o desempenho dos equipamentos e a eficiência do sistema de geração de vapor da companhia. Para chegar a esse cenário positivo, a Ecolab implementou um programa completo de tratamento de água, abrangendo ETA (Estação de Tratamento de Água), desmineralização e caldeira, aliado à atuação de um engenheiro residente em tempo integral.

A estratégia incluiu monitoramento contínuo, otimização de processos e capacitação da equipe operacional. Como diferencial, foi aplicada a tecnologia 3D TRASAR™, que permite o controle automatizado e em tempo real de parâmetros críticos, como pH e fosfato, garantindo maior precisão e estabilidade ao sistema.

“Em uma indústria de papel e celulose, o sistema de geração de vapor envolve principalmente caldeiras, tratamento de água e sistemas de controle e distribuição. Para garantir eficiência, a água precisa ser tratada, aquecida e transformada em vapor de alta pressão, utilizado no processo produtivo. Antes da implementação, o sistema operava fora das condições ideais, com alto consumo de produtos químicos, sem a eficiência esperada e risco de paradas não programadas”, explica Mayra Quitzau, Líder da Divisão de Mercado de Papel da Ecolab no Brasil.

Os resultados foram significativos. A melhoria na qualidade do vapor e a prevenção de incrustações aumentaram a confiabilidade do turbogerador e vapor gerado para os cilindros Yankee, evitando paradas não programadas, contribuindo diretamente para a estabilidade e a eficiência operacional do processo. Além disso, a eliminação da necessidade de limpeza química da caldeira trouxe ganhos adicionais relevantes, ampliando a disponibilidade operacional e contribuindo para a preservação da vida útil dos equipamentos. A otimização do uso de produtos químicos também resultou em uma operação mais sustentável.

“A parceria entre a Ecolab e a IPEL reforça o papel estratégico da gestão inteligente da água como uma alavanca fundamental para a eficiência operacional, redução consistente de custos e avanço das agendas ESG no setor industrial. Ao integrar tecnologia, monitoramento contínuo e expertise técnica, a colaboração demonstra, na prática, como a otimização do uso da água e do sistema de vapor pode gerar ganhos mensuráveis de produtividade, confiabilidade e sustentabilidade, contribuindo diretamente para a resiliência e competitividade das operações”, conclui Mayra Quitzau.

Prêmio R3

Os resultados conquistados renderam à IPEL um Prêmio R3, uma iniciativa da Ecolab para reconhecer projetos realizados em parceria com os clientes, que geram impacto positivo em sustentabilidade e eficiência operacional. O conceito do R3 da Ecolab está estruturado em três pilares complementares: o primeiro “R”, de Resultados (Redução), com foco na diminuição do consumo de água, energia e na geração de resíduos nas operações; o segundo “R”, de ROI (Retorno sobre o Investimento), evidencia a economia nos custos totais e a geração de valor econômico aliada à preservação ambiental; e o terceiro “R”, de Reconhecimento, valoriza iniciativas que promovem impacto positivo e práticas sustentáveis inovadoras.

Na premiação, os projetos são identificados, executados e documentados com impacto mensurável na redução de consumo de recursos, diminuição de emissões de CO₂ e otimização de custos operacionais. Mais de 100 Prêmios R3 já foram entregues nos últimos anos em setores como: Cervejarias, Açúcar & Álcool, Automotivo, Manufatura, Embalagens e Alimentação.

Fonte: Ecolab

Economia circular acelera transformação das embalagens de papel no Brasil

A cadeia de embalagens de papel no Brasil vive um momento decisivo. Em meio ao avanço das exigências ambientais, da pressão por rastreabilidade e da consolidação da economia circular, o setor vem ampliando investimentos em logística reversa, conteúdo reciclado e mecanismos capazes de transformar resíduos em valor econômico. O tema esteve no centro da 6ª edição do webinar “Embalagem de Papel – A Escolha Natural”, promovido por Empapel, Ibá e Two Sides, reunindo especialistas, indústrias, cooperativas e grandes marcas para discutir os novos rumos da reciclagem no País.

Logo na abertura, o embaixador José Carlos da Fonseca Júnior, presidente executivo da Empapel, destacou que o setor de papel e embalagens ocupa uma posição estratégica dentro da agenda climática e da economia circular. “Nós estamos do lado certo da equação do clima, da equação do desenvolvimento econômico e da equação do desenvolvimento social do Brasil”, afirmou, ressaltando o papel da cadeia na integração com cooperativas, recicladores e demais elos da logística reversa.

Carlos Mariotti, gerente de Políticas Industriais da Ibá, reforçou que as embalagens de papel representam soluções baseadas em recursos renováveis, biodegradáveis e recicláveis. Segundo ele, além da origem certificada das fibras, o setor contribui para preservação ambiental e biodiversidade. “Hoje a gente consegue mensurar mais de 8 mil espécies preservadas nessas áreas”, afirmou ao falar sobre as florestas plantadas manejadas de forma sustentável.

Os números apresentados durante o webinar ajudam a explicar a relevância do setor dentro da economia circular brasileira. Thiago Santiago , gerente de comunicação da Empapel, destacou que a taxa de reciclagem de papel no Brasil já alcança 58,8%, colocando o País entre os maiores recicladores do mundo. “Entre os dez maiores produtores de papel do mundo, o Brasil se destaca como o sexto que mais recicla papel”, afirmou. Segundo ele, cerca de 4,6 milhões de toneladas de papel retornam anualmente ao ciclo produtivo nacional.

Apesar dos avanços, o diagnóstico apresentado pelo advogado e especialista em Direito Ambiental, Fabrício Soler, mostrou que o Brasil ainda enfrenta enormes desafios estruturais na gestão de resíduos. Segundo dados apresentados por ele, aproximadamente 1.844 municípios brasileiros ainda destinam resíduos para lixões, enquanto outros 1.044 utilizam aterros controlados, ambos considerados formas inadequadas de disposição final.

Outro dado preocupante envolve a coleta seletiva. De acordo com Soler, apenas 29,2% dos municípios brasileiros possuem iniciativas de coleta seletiva. “Cobertura não significa coleta seletiva em todo o território nem separação adequada dos resíduos”, alertou.

Dentro da composição dos resíduos sólidos urbanos no Brasil, o papel e papelão representam 10,5% do volume gerado nas residências, atrás apenas da fração orgânica e dos plásticos. O especialista explicou que o avanço da Política Nacional de Resíduos Sólidos e dos sistemas de logística reversa vem ampliando a cobrança sobre fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes. “Não basta mais declarar reciclagem; será necessário comprovar fluxos, origem e destinação”, afirmou ao abordar rastreabilidade e conformidade ambiental.

Entre os temas de maior destaque esteve o crescimento dos créditos de reciclagem e dos modelos estruturados de logística reversa. Soler explicou que o Ministério do Meio Ambiente já habilitou entidades gestoras para operar sistemas coletivos de logística reversa e destacou que os créditos recicláveis vêm se consolidando como ferramenta econômica importante para financiar coleta, triagem e reaproveitamento de resíduos.

A rastreabilidade apareceu como palavra-chave ao longo de praticamente todo o evento. Fabrício Soler alertou para a necessidade de controle rigoroso da cadeia após operações recentes envolvendo fraudes em créditos de reciclagem e emissão irregular de notas fiscais. “É pressuposto da logística reversa a conformidade e a rastreabilidade”, enfatizou.

O webinar também apresentou cases práticos que mostram como a circularidade vem sendo aplicada na indústria. Um dos destaques foi o projeto Estação Preço de Fábrica, desenvolvido pelo Grupo Boticário em parceria com a Green Mining. A iniciativa instala pontos de recebimento de resíduos e remunera diretamente catadores e consumidores pelos materiais recicláveis entregues.

Karina Castello, do Grupo Boticário, explicou que o projeto nasceu do desafio de ampliar a circularidade dos resíduos pós-consumo com rastreabilidade ponta a ponta. Segundo ela, a iniciativa já possui oito estações em quatro estados brasileiros e, entre 2021 e 2025, recolheu mais de 5 mil toneladas de resíduos, beneficiando mais de 3 mil pessoas e gerando mais de R$ 5 milhões em renda.

Rodrigo Oliveira, CEO da Green Mining, destacou que os participantes recebem até seis vezes mais pelo material reciclável do que receberiam no mercado tradicional de sucata. “Quando ele chega na estação, recebe 100% do valor do material”, explicou.

O executivo também chamou atenção para o potencial da Lei de Incentivo à Reciclagem, definida por ele como uma espécie de “Lei Rouanet da reciclagem”. O mecanismo permite que empresas tributadas pelo lucro real destinem até 1% do imposto devido para projetos estruturantes voltados à reciclagem.

Outro case de destaque veio da Natura, que apresentou sua trajetória em circularidade e sustentabilidade de embalagens. Luiz Campos, gerente de sustentabilidade de embalagens da companhia, revelou que a empresa trabalha com conceitos de circularidade desde 1983, quando lançou seus primeiros refis. Hoje, a Natura possui receita líquida de R$ 24 bilhões, atua em 14 países e utiliza mais de 17 mil toneladas de papel por ano em embalagens.


Segundo o executivo, 98% do papel utilizado pela empresa já atende às metas de reciclabilidade e compostabilidade previstas para 2030, enquanto 99% possuem certificação FSC ou PEFC. Ele destacou ainda o avanço da chamada “papelização” das embalagens, movimento global de substituição do plástico pelo papel em diferentes aplicações.

“Em 2026 já vimos soluções tecnicamente viáveis em escala industrial com papel, papel-cartão e papelão ondulado, com desempenho técnico e custos competitivos”, afirmou ao comentar as tendências observadas na Interpack 2026.

A Papirus também apresentou iniciativas voltadas ao uso de conteúdo reciclado e rastreabilidade. Ricardo Mendes Dugo, analista ESG na Papirus, explicou que cerca de 80% do portfólio da empresa já possui algum percentual de material reciclado na composição.

Segundo ele, pesquisas indicam que 90% dos consumidores consideram importante que embalagens sejam recicláveis e produzidas com material reciclado. O executivo mostrou ainda o programa Papirus Circular, que integra cooperativas, aparistas, recicladores e consumidores em um sistema rastreável monitorado por QR Codes e entidades gestoras.

O case apresentado em parceria com o Grupo Viveo já evitou mais de 600 toneladas de emissões de CO₂ ao substituir embalagens produzidas com fibra virgem por soluções com 40% de conteúdo reciclado pós-consumo.

Ao longo das apresentações, ficou evidente que o setor de papel e embalagens busca consolidar uma posição estratégica na nova economia de baixo carbono. Mais do que atender exigências regulatórias, a cadeia aposta na circularidade como diferencial competitivo, combinando inovação, rastreabilidade, redução de emissões e geração de impacto social.

Entre legislação, logística reversa, créditos de reciclagem e novos modelos de negócio, a mensagem deixada pelo webinar foi clara: a economia circular deixou de ser tendência e passou a ocupar o centro das estratégias da indústria de embalagens no Brasil.

Irani anuncia duas novas plantas de embalagens

A Irani apresentou nesta quinta-feira (28), durante o Irani Day, um novo ciclo de crescimento para ampliar sua presença no mercado brasileiro de embalagens sustentáveis. Após uma fase marcada pela Plataforma Gaia, voltada à modernização, eficiência operacional, ampliação de capacidade e captura de sinergias nos ativos existentes, a companhia anunciou a Plataforma Neos, que prevê a construção de duas novas plantas de embalagens de papelão ondulado, cada uma com capacidade de 120 mil toneladas por ano, além de uma nova máquina de papel reciclado, além da reforma da MP#7, na unidade de Minas Gerais, com capacidade prevista de 132 mil toneladas anuais.

A estratégia tem como objetivo dobrar o market share da Irani no mercado de papelão ondulado, dos atuais cerca de 4% para 8%, com foco em segmentos considerados estruturais para a demanda de embalagens no Brasil, como proteínas, e-commerce e marketplace. Segundo a companhia, o movimento representa uma mudança de patamar na estratégia de crescimento, com maior ênfase na ampliação da participação em embalagens, segmento em que a empresa vê potencial de expansão orgânica e ganho de relevância por meio de soluções desenvolvidas sob medida para os clientes.

Dentro da Plataforma Gaia, o Gaia XII foi apresentado como o último investimento do ciclo, com foco na otimização do site de Minas Gerais, que terá um aumento de 60% na sua capacidade.O projeto, que prevê CAPEX de R$ 514 milhões, contempla a reforma da máquina de papel MP#7, uma nova caldeira de força e a revitalização completa da unidade, com startup previsto para o quarto trimestre de 2028.

Já a Plataforma Neos inaugura uma etapa mais voltada à expansão de capacidade em embalagens, com a construção de uma nova planta de embalagens sustentáveis (papelão ondulado), a terceira planta de embalagens da Companhia, na região sudeste do Estado de São Paulo ou sul de Minas Gerais, e a partir de 2030, a construção da quarta planta de embalagens sustentáveis, seguida por uma nova máquina de papel reciclado, voltada à produção de papéis rígidos para conversão em embalagens sustentáveis, que será integrada à terceira planta de embalagens.

A decisão de priorizar embalagens decorre da leitura de que o mercado de papelão ondulado tem apresentado crescimento consistente, em torno de 2,5% ao ano, com incremento próximo a 100 mil toneladas anuais em embalagens sustentáveis. A Irani também destacou que o consumo per capita brasileiro ainda é baixo na comparação internacional, o que abre espaço adicional para expansão do setor. Enquanto o Brasil consome cerca de 20 quilos por habitante ao ano, mercados mais maduros, como a Alemanha, alcançam patamares próximos a 60 quilos por habitante.

Dois vetores de demanda foram apontados como estratégicos para a nova fase. O primeiro é o segmento de proteína animal, incluindo bovinos, suínos e aves, que representa cerca de 17% da produção brasileira de papelão ondulado e movimenta aproximadamente 740 mil toneladas de embalagens. A Irani já possui forte atuação em proteínas, especialmente suínos e aves, e vê no segmento bovino uma avenida relevante de crescimento. O segundo vetor é o e-commerce, cuja penetração no varejo brasileiro ainda está abaixo da média mundial. Na visão da companhia, embalagens de papel e papelão ondulado devem ganhar protagonismo nos sistemas logísticos desse mercado, impulsionadas por demandas de proteção, customização, eficiência e sustentabilidade.

A área de Papel e Florestal também foi posicionada como peça-chave para a nova etapa. Segundo a companhia, a produção de papéis para embalagem da Irani cresceu 84,3% historicamente, acima da média do mercado, que avançou 50% no mesmo período. Os investimentos recentes nas máquinas 2 e 5, somados ao investimento futuro da MP#7, compõem a base de expansão da produção de papel. A companhia também destacou a flexibilidade de parte de seus ativos, capazes de produzir tanto papéis para embalagens rígidas quanto papéis para embalagens flexíveis, além de ganhos recorrentes de produtividade de cerca de 1% ao ano nas máquinas de papel.

A reforma da MP#7 com adicional de capacidade da planta de Minas Gerais terá papel estratégico no equilíbrio de fibras da companhia. Durante o período de implantação das novas plantas de embalagens, a Irani admite que ficará mais dependente da compra de papel de terceiros, em uma posição mais “short” em papel. A decisão, contudo, foi apresentada como consciente e amparada pela leitura de que há sobreoferta de papel para embalagem no mercado brasileiro, resultado dos investimentos realizados por diversos players nos últimos anos. A companhia afirma não enxergar risco relevante de suprimento nesse intervalo e reforça que sua estratégia de longo prazo continua sendo a integração entre papel e embalagem.

O foco em fibra reciclada também reflete disciplina na alocação de capital. A empresa explicou que projetos associados à ampliação de fibra virgem foram hibernados diante do atual contexto de mercado, marcado por maior disponibilidade de papéis de fibra virgem e pelo elevado custo de capital necessário para investimentos florestais e industriais dessa natureza. Na avaliação da companhia, para grande parte das aplicações em papelão ondulado, o papel reciclado atende adequadamente aos requisitos de desempenho quando produzido com tecnologia adequada de reciclagem. A eventual retomada de projetos de fibra virgem dependeria de condições de mercado mais favoráveis e de aplicações de maior valor agregado.

Na frente financeira, a Irani buscou reforçar que o novo ciclo de crescimento será conduzido sem abrir mão da disciplina de capital. A companhia afirmou que pretende manter a alavancagem abaixo de 2,5 vezes dívida líquida/EBITDA, patamar definido em sua política de gestão financeira. Sempre que a alavancagem estiver abaixo desse nível, a política prevê distribuição de 50% do lucro líquido como dividendos; acima desse limite, o payout passa a 25%.

A leitura apresentada no Irani Day indica que a companhia pretende transformar a base construída pela Plataforma Gaia em uma nova fase de expansão mais direcionada ao mercado. Se o ciclo anterior foi marcado por eficiência, modernização e reforço de competitividade, a Plataforma Neos representa uma aposta em escala, presença comercial e maior participação em segmentos de demanda estrutural. O desafio será executar os novos investimentos mantendo disciplina financeira, capturar os retornos ainda pendentes dos projetos recentes e avançar em um mercado no qual a concorrência também tende a se movimentar.

Ainda assim, a Irani demonstrou confiança em sua capacidade de diferenciação. Para a companhia, o ganho de market share não virá de uma estratégia baseada apenas em volume ou preço, mas da combinação entre proximidade com o cliente, engenharia de embalagens, confiabilidade de fornecimento, inteligência comercial e capacidade de desenvolver soluções de maior valor agregado. Nesse contexto, o Irani Day marcou não apenas o anúncio de novos ativos industriais, mas a apresentação de uma tese de crescimento voltada a ampliar o papel da empresa em uma cadeia cada vez mais impulsionada por sustentabilidade, eficiência logística e substituição de materiais.

Copa do Mundo 2026: Valmet e fabricante de papel mexicano lançam produto exclusivo 

A edição especial de papel higiênico, lançado em comemoração à Copa do Mundo de 2026, desenvolvido em parceria com a Valmet, já está disponível nas gôndolas dos mercados no México. O ciclo completo dessa campanha — do primeiro rascunho à fabricação do rolo de aço para fazer a gofragem no papel — foi realizado em nove semanas, viabilizado pela tecnologia pioneira de gravação a laser, lançada em 2025 pela multinacional finlandesa.

“A gofragem é um fator extremamente importante nas decisões dos nossos clientes sobre os produtos que vão lançar no mercado, o processo pode trazer os seguintes aspectos: diferenciação e posicionamento de produto e claim de marketing (imagem para alinhar nas embalagens)”, afirma o Gerente de Vendas e Serviços da Valmet, José Maria Fucci.

O projeto atendeu à estratégia do cliente de ampliar sua participação no segmento de tissue no México por meio de uma edição temática com o mascote da marca. “Neste projeto, o tempo era o nosso maior adversário. Só conseguimos alcançar o objetivo do cliente por conta do nosso equipamento de gravação”, complementa. 

A tecnologia mais recente do mercado, utilizada pela Valmet, permite produzir até três vezes mais rápido em comparação ao método tradicional, além de possibilitar gravação a laser direta, maior liberdade para a reprodução de elementos visuais complexos com alta precisão.

Centro de testes

A etapa de validação do desenho aplicado ao papel foi realizada na unidade de Guarulhos (SP) da Valmet. Onde o cliente pôde acompanhar presencialmente os testes na Linha Piloto e a instalação final foi conduzida, também, por especialistas da própria Valmet.

“O uso da nossa linha piloto deu ao cliente a segurança de que os novos desenvolvimentos seriam produzidos em escala industrial com a qualidade e diferenciação esperadas. Os produtos apresentaram visual acima das expectativas e especificações técnicas superiores”, destaca Fucci.

Para a empresa, o projeto reforça seu posicionamento como parceira na conversão de estratégias de marketing em soluções industriais. “A gofragem deixou de ser apenas funcional para se tornar um item essencial de marketing e posicionamento de produto. Buscamos entender o momento e a cultura de cada mercado para trazer soluções que ajudem nossos clientes a alcançar seus objetivos de negócio por meio da diferenciação”, conclui.

Sustentabilidade e posicionamento de mercado

Por dispensar o uso de ácidos e outros produtos químicos, o processo de gravação direta também contribui para as metas de sustentabilidade da Valmet e de seus clientes — um atributo que tem ganhado relevância crescente no setor de tissue.

Fonte: Valmet

Do papel higiênico aos cuidados pessoais: celulose amplia protagonismo no varejo em 2026

A APAS Show 2026, realizada entre os dias 18 e 21 de maio, no Expo Center Norte, em São Paulo, reforçou o papel estratégico do varejo supermercadista para as categorias de tissue e cuidados pessoais no Brasil. Considerado um dos principais encontros de negócios do setor nas Américas, o evento se consolidou como vitrine para lançamentos, reposicionamento de marcas, fortalecimento de relacionamento com varejistas e apresentação de soluções voltadas a diferentes perfis e ocasiões de consumo.

No setor de produtos feitos a partir de celulose, a feira evidenciou movimentos importantes da indústria: a busca por maior valor agregado em papel higiênico, papel-toalha, guardanapos e lenços, a expansão de categorias de higiene pessoal, como fraldas infantis, fraldas adultas e absorventes, e o esforço das companhias para combinar desempenho, conveniência, diferenciação no ponto de venda e sustentabilidade.

Segundo Jonas Naranjo, diretor Comercial e head de Marketing da Bracell Papéis, o mercado brasileiro de tissue passa por uma fase de transformação, mesmo com crescimento moderado em volume. “O mercado tem apresentado crescimento leve, abaixo de 1% no último ano, segundo dados da Nielsen. Ao mesmo tempo, há uma transformação positiva em termos de qualidade, com a migração de produtos de folha simples para folha dupla e de folha dupla para folha tripla”, avalia.

Na visão do executivo, embora o papel higiênico siga como a categoria de maior penetração nos lares brasileiros, com presença superior a 99%, há espaço relevante para desenvolvimento de outras frentes. “As categorias com maior oportunidade de crescimento são papel-toalha, guardanapo e lenço de papel. Ainda há muito trabalho a ser feito para desenvolver esses mercados, sempre com produtos de qualidade, inovação e custo acessível”, afirma.

Esse cenário ajuda a explicar o peso da APAS Show para empresas que buscam ampliar participação nacional e fortalecer a conexão com o varejo. No caso da Bracell Papéis, a feira marcou sua terceira participação consecutiva e ocorreu em um momento de expansão acelerada. Em menos de três anos de atuação no mercado de tissue, a companhia alcançou cerca de 10% de market share nacional, posicionando-se entre os maiores fabricantes do país.

A empresa levou ao evento seu portfólio nas categorias de papel higiênico, papel-toalha e fraldas infantis, com destaque para as marcas Supra, Absoluto, Familiar e Fofura. A operação em Lençóis Paulista (SP), inaugurada oficialmente em 2025 e considerada pela companhia a fábrica mais tecnológica de tissue da América Latina, é apontada como um dos pilares da estratégia para acessar o maior mercado consumidor do país, formado por Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste.

Experiência papel higiênico Supra Folha Tripla, produzido com tecnologia AirTouch no estande da Bracell Papéis

“A fábrica nos permite atuar de forma integrada, desde o plantio da muda até o produto final, com controle da cadeia de produção, inovação e sustentabilidade. A partir dela, conseguimos oferecer produtos de alta qualidade e fortalecer nossa presença no maior mercado consumidor de papel do Brasil”, destaca Naranjo.

A companhia também tem trabalhado a adaptação de portfólio por região. No Nordeste, onde ainda há presença relevante de papel higiênico folha simples, a Bracell vê oportunidade para desenvolver categorias de maior valor agregado, como a folha tripla. No Sul e Sudeste, onde esse movimento já está mais avançado, a competição é mais intensa, mas o potencial de consumo também é maior. Entre as novidades apresentadas na feira está a expansão da marca Fofura, já consolidada no Nordeste, para as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, com foco em fraldas infantis de maior desempenho, incluindo a versão shortinho.

A proposta de inovação também apareceu na experiência montada pela Bracell no estande. A companhia apresentou o papel higiênico Supra Folha Tripla, produzido com tecnologia AirTouch, que incorpora cápsulas de ar à estrutura do papel para ampliar maciez, resistência e absorção. Já o papel-toalha Absoluto Máxima Performance foi demonstrado a partir de testes de resistência, reforçando seu posicionamento de uso em múltiplas situações do dia a dia.

A estratégia rendeu à empresa o segundo lugar na categoria “Melhor Jornada Comercial no Estande” do Prêmio POPAI APAS Show 2026. O reconhecimento destacou a experiência imersiva criada pela companhia, com demonstrações ao vivo de resistência do papel-toalha Absoluto e de absorção da fralda Fofura, além de espaços dedicados às marcas Supra e Familiar.

Também presente na APAS Show, a Mili levou à feira um portfólio amplo de produtos voltados à higiene e ao cuidado pessoal, com atenção especial às categorias feitas a partir de celulose, como papéis tissue, fraldas, absorventes, protetores diários e toalhas umedecidas. De acordo com Denise Pires, gerente de Marketing da Mili, a feira é uma oportunidade para apresentar novidades, reforçar relacionamento com clientes e evidenciar a amplitude da marca no varejo.

Na categoria de papéis, a companhia destacou o papel higiênico Mili Max de 60 metros e o folha quádrupla, produto que vem sendo trabalhado de forma estratégica pelo time comercial. A empresa também mantém linhas de papel-toalha e guardanapos, dentro de uma proposta de portfólio completo para atender diferentes necessidades de consumo.

Um dos diferenciais da Mili, no entanto, está no avanço em cuidados pessoais femininos. A empresa vem fortalecendo sua atuação em absorventes, protetores diários, absorventes internos e toalhas umedecidas íntimas, buscando posicionar a marca não apenas pela funcionalidade do produto, mas também por uma abordagem de autocuidado, informação e proximidade com a consumidora.

“Estamos há cerca de quatro anos trabalhando essa categoria e temos observado um resultado muito interessante. O desenvolvimento dos produtos, a comunicação e a forma como chegamos ao público feminino têm sido muito estratégicos para aproximar a consumidora da marca”, afirma Denise.

Apresentação dos absorventes da linha Mili Mulher na Apas Show 2026

Entre os produtos destacados está o absorvente Mili Mulher, desenvolvido com tecnologia que permite adaptação de uso conforme o formato da peça íntima e a preferência da consumidora. A companhia também ampliou sua atuação com absorventes internos, categoria que, segundo a executiva, ganha relevância em momentos como verão, praia e piscina, mas também passa a ser utilizada em diferentes fases do ciclo menstrual.

Além do portfólio, a Mili vem associando sua presença na categoria a ações de educação e conscientização. Um dos projetos é o Florescer, realizado em escolas, com foco em levar informação sobre menstruação, higiene e autocuidado a meninas em idade escolar. A iniciativa também inclui a doação de absorventes, diante da realidade de escolas que muitas vezes não dispõem desses itens para atender estudantes.

“Nosso objetivo não é fazer uma ação pontual. Queremos levar informação, apoiar as meninas nesse processo e aproximá-las de conteúdos que ajudem a entender as transformações do corpo e os cuidados necessários”, explica Denise.

A Softys Sepac também aproveitou a APAS Show para reforçar sua estratégia em tissue, com destaque para as marcas Duetto, Maxim e Kitchen. A companhia apresentou o Duetto Velvet – Meses do Amor, edição especial do papel higiênico folha dupla de 30 metros, que une diferenciação de embalagem, apelo sazonal e propósito social. A cada compra da edição especial, parte do valor é revertida em doações de itens de higiene para instituições sociais.

Na categoria de papel-toalha, a Softys Sepac destacou a linha Maxim, com edição temática inspirada no mundial de futebol, voltada a ampliar ocasiões de consumo em encontros, churrascos e momentos de convivência. A estratégia mostra como o papel-toalha tem deixado de ser visto apenas como item funcional de limpeza para ganhar espaço em experiências de consumo associadas à praticidade, entretenimento e conveniência.

Estande Softys Sepac na Apas Show 2026

A Softys Brasil também apresentou a toalha de papel Kitchen Ultra Absorve, com proposta de alta resistência e absorção, além de identidade visual mais moderna para maior destaque nas gôndolas. Segundo a companhia, o foco está em produtos de alta performance que conciliem qualidade e custo-benefício, atendendo a um consumidor cada vez mais atento ao rendimento e à experiência de uso.

A Suzano, por sua vez, levou à APAS Show novidades que reforçam sua estratégia de diferenciação no varejo, com marcas como Neve, Mimmo, Grand Hotel e Scala. Na categoria de papel higiênico, o principal destaque foi Neve Care Toque das Ondas, produto de folha tripla com tecnologia Clean Flow, ondulações para limpeza mais eficiente e delicada, microcápsulas de ar para maior absorção e fragrância de baunilha.

A marca também ampliou seu território de atuação com o lenço umedecido Neve On The Go, em embalagem compacta e portátil, pensado para complementar a higiene pessoal fora de casa. A inovação reforça a busca das empresas por produtos associados a conveniência, mobilidade e novas situações de uso.

Outra aposta da Suzano é Mimmo Colorido, papel higiênico inédito no mercado brasileiro, com cor roxa ao longo do rolo e gofragem com o ursinho da marca. O produto foi desenvolvido a partir da observação da rotina das famílias, especialmente na fase de desfralde infantil, com proposta de tornar a experiência mais lúdica e acolhedora. A companhia também apresentou Mimmo Edição Perfumada, exclusiva para Norte e Nordeste, com fragrância suave e tecnologia redutora de odores.

Estande da Suzano na Apas Show 2026

Na categoria de papel-toalha, a marca Grand Hotel apresentou o papel-toalha Multifuncional com folha tripla, desenvolvido com tecnologia Warm-up Next, em parceria com a Valmet. A solução permite folhas mais volumosas, resistentes e absorventes, elevando a proposta premium da marca. Já Scala apresentou o pano em rolo reutilizável, com tecnologia Hydroknyt, que não solta fiapos e combina absorção, resistência e possibilidade de reutilização.

Em comum, os movimentos apresentados por Bracell, Mili, Softys Sepac e Suzano mostram que o mercado brasileiro de tissue e higiene pessoal tem buscado crescer não apenas por volume, mas por diferenciação, sofisticação de portfólio e novas formas de conexão com consumidores. Em um ambiente de expansão moderada, as empresas apostam em produtos de maior valor agregado, soluções regionais, tecnologias de desempenho e narrativas de cuidado para impulsionar categorias essenciais ao cotidiano das famílias.

Ecolab anuncia novo Gerente Técnico Sênior para a área de Papel cartão & Embalagens e reforça seu compromisso na geração de valor aos clientes do setor no Brasil

A Ecolab, líder global em sustentabilidade que oferece soluções e serviços de água, higiene e prevenção de infecções, reforça sua estratégia de crescimento no setor de papel e celulose no Brasil por meio da geração de valor aos clientes com a chegada de Leonardo Bertholdi como Gerente Técnico Sênior para a área de Papel cartão & Embalagens.

Engenheiro Químico formado pela Faculdade de Engenharia Industrial (FEI) e com especialização em Engenharia Industrial pela Universidade de São Paulo (USP), MBA pela Dom Cabral e Harvard Seminars (HSM), Leonardo acumula mais de 18 anos de experiência em posições estratégicas ligadas ao setor, suporte técnico, gestão de produção e melhoria contínua em operações de grande porte e alta complexidade. Ao longo da carreira, desenvolveu expertise em engenharia de processos, gestão de ativos, excelência operacional e implementação da metodologia de gestão Lean Six Sigma, com foco em produtividade, redução de custos e performance industrial.

A chegada do executivo ocorre em um cenário de crescimento e evolução do mercado brasileiro de papel e embalagens.

“O Brasil é um mercado extremamente estratégico para a Ecolab no setor de papel e celulose, especialmente em um momento em que a indústria busca cada vez mais eficiência operacional, competitividade e soluções inovadoras. A chegada do Leonardo fortalece nossa capacidade técnica e consultiva junto aos clientes, ampliando nossa atuação em projetos que combinam inovação, digitalização e gestão inteligente de recursos. Sua experiência no setor e conhecimento profundo dos desafios da indústria serão fundamentais para apoiar o crescimento da nossa atuação e dos nossos clientes no país”, destaca Mayra Cavallaro Quitzau, líder da divisão de Papel da Ecolab no Brasil.

Sobre a Ecolab

Parceira de confiança de milhões de clientes, a Ecolab (NYSE: ECL) é líder global em soluções e serviços de água, higiene e prevenção de infecções que protegem pessoas e os recursos essenciais à vida. Há mais de um século, a empresa impulsiona a inovação ao integrar soluções baseadas em ciência, insights orientados por dados, tecnologia de IA e serviços de excelência. Essa combinação permite à Ecolab trabalhar em parceria com seus clientes para definir e escalar padrões de alta performance em suas operações.

Atualmente, a Ecolab registra US$ 16 bilhões em vendas anuais, conta com 48 mil colaboradores e atende clientes em mais de 170 países e 40 setores. A empresa contribui para proteger um terço da produção mundial de alimentos e um quarto da energia gerada, oferecendo soluções inovadoras para áreas como alimentos, saúde, data centers, microeletrônica, ciências da vida e hospitalidade. Com uma abordagem abrangente, a Ecolab protege o que é essencial e tem como meta, até 2030, ajudar a proteger 2 bilhões de pessoas contra infecções e garantir água potável para 1 bilhão de pessoas, ao mesmo tempo em que impulsiona o desempenho dos negócios. 

Para mais informações sobre a Ecolab, visite www.pt-br.ecolab.com

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Sadia lança bandejas biodegradáveis para linha de lasanhas congeladas

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A Sadia dá mais um passo em sua agenda de inovação e sustentabilidade ao anunciar a implementação de novas bandejas compostáveis em sua linha de lasanhas congeladas de 350g, uma das mais relevantes em volume de produção e considerada um dos ícones da marca. Idealizado ao longo de três anos em parceria com a Biona, empresa de embalagens sustentáveis da Melhoramentos, o projeto posiciona a Sadia como a primeira marca do mercado a desenvolver esse tipo de solução em uma linha de pratos prontos congelados no Brasil.
 

Produzidas a partir de fibra de eucalipto das florestas manejadas da Melhoramentos, uma fonte de matéria-prima renovável, as novas bandejas se decompõem em 75 dias após o descarte para compostagem, um avanço significativo em comparação às embalagens plásticas tradicionais, que podem levar uma média de 100 anos para se decompor.
 

“A iniciativa contribui diretamente para a redução do impacto ambiental ao longo da cadeia produtiva. Considerando que a Sadia utiliza cerca de 9 milhões de bandejas por ano na linha de lasanhas 350g, a mudança representa uma redução expressiva na geração de resíduos plásticos e não há impacto preço para o consumidor”, explica Luiz Franco, diretor de Marketing e Inovação da MBRF.
 

Além do benefício ambiental, a nova bandeja também se destaca pelo desempenho técnico. Resistente a temperaturas que vão de -40°C a 220°C, ela pode ir do freezer diretamente ao forno, micro-ondas ou air fryer, mantendo a qualidade e segurança do alimento. Testes rigorosos foram conduzidos no Centro de Inovação da MBRF, incluindo análises de shelf life e estudos de uso doméstico com consumidores, sem a necessidade de qualquer alteração na formulação da lasanha.
 

“Também testamos as bandejas enterrando-as na terra e acompanhando sua decomposição no solo, comprovando que ela de fato se desfaz completamente em 75 dias. Além de poder ser descartada tanto no lixo comum, de forma semelhante a resíduos orgânicos, quanto em sistemas de coleta seletiva, pois também pode ser reciclada. Outro diferencial é a presença de barreiras contra água e gordura, garantindo a integridade da lasanha durante o preparo”, complementa Franco.
 

A iniciativa faz parte de um movimento contínuo de ESG da MBRF e reforça o compromisso da Sadia com a inovação, um pilar histórico da marca, que foi pioneira ao lançar a lasanha congelada no Brasil no final da década de 1990 e segue como líder de vendas na categoria, segundo dados da NielsenIQ.
 

O movimento também responde a uma demanda crescente dos consumidores, cada vez mais atentos ao impacto ambiental de suas escolhas, especialmente no pós-consumo. De acordo com o Sustainability Sector Index, estudo da Kantar, 87% dos brasileiros afirmam querer fazer escolhas mais sustentáveis. O levantamento também aponta que 55% dos entrevistados já experimentaram ou utilizaram marcas com impacto ambiental positivo, ou se mostram abertos a essa possibilidade, reforçando a relevância de iniciativas como está no momento da decisão de compra.
 

A Sadia já estava avançando em iniciativas sustentáveis, como a parceria com a eureciclo na linha Hot Bowls, desde 2024, que compensa 100% das embalagens pós-consumo e já resultou na reciclagem de mais de 20 milhões de unidades por ano, o equivalente a mais de 500 toneladas de resíduos destinados corretamente, além de gerar impacto positivo para cooperativas de reciclagem em todo o país.
 

“A novidade é mais um passo que tomamos em direção a iniciativas que promovem a redução de resíduos e uso conscientes de recursos. Vamos avaliar como este lançamento vai desempenhar no mercado, mas já olhando para o futuro e com outros produtos que estão passando por testes neste momento, para implementar embalagens compostáveis em mais alimentos do portfólio da MBRF”, conta Franco.
 

A nova embalagem Biona conta com a certificação na norma internacional BRCGS Packaging Materials versão 7, um dos selos mais reconhecidos e rigorosos do mundo em segurança, qualidade e conformidade para embalagens destinadas ao contato direto com alimentos.
 

Para Carolina Alcoforado, diretora executiva de Gestão e Novos Negócios da Melhoramentos, “desenvolver uma embalagem compostável para uma categoria tão exigente quanto a de pratos prontos congelados mostra que a sustentabilidade ganha escala quando vem acompanhada de desempenho técnico, viabilidade comercial e industrial. Esse projeto com a Sadia comprova que materiais de base florestal podem substituir o plástico de uso único em aplicações complexas, mantendo segurança, funcionalidade e experiência para o consumidor”.

As lasanhas 350g com as novas bandejas já estão disponíveis nos principais pontos de venda do país.

Fonte: Melhoramentos