Caracterização De Bio-Óleo Obtido De Resíduo De Kraft

Caracterização de bio-óleo obtido de resíduo de processo Kraft utilizando cromatografia gasosa monodimensional e bidimensional abrangente com detector de espectrometria de massas

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Autores: Candice S. Faccini, Isadora Dalla Vecchia, Elina B. Caramao, Nei Lima, Claudia A. Zini

A indústria de celulose e papel no Brasil apresenta alta eficiência
ambiental, com sua performance comparada ao que existe de melhor
no mundo em termos de gerenciamento ambiental. Entretanto, o uso
de alguns resíduos desse setor para fins mais nobres abre perspectivas
para um gerenciamento ambiental ainda melhor. Neste trabalho
a serragem, o resíduo do digestor e o lodo da estação de tratamento
de efluentes – resultantes do processo de fabricação de celulose de
eucalipto – foram submetidos a pirólise rápida para investigação de
uma rota processual alternativa que agregue valor a esses materiais.
Foi desenvolvido um planejamento experimental para a biomassa
do digestor em que a massa de resíduo (3, 5 e 7 g) e a temperatura
final de pirólise (350, 450 e 550ºC) foram variadas, enquanto a
taxa de aquecimento (100ºC/min) e o fluxo de nitrogênio (1 mL/min)
foram mantidos constantes. A melhor condição experimental foi a
de 7 g de biomassa e temperatura de 550ºC, levando-se em conta
o maior rendimento de bio-óleo e o percentual de siringol, que é
o seu composto majoritário. O emprego de uma menor granulometria
(20 mesh) dos resíduos e de um condensador mais longo para
os voláteis resultaram em maior rendimento em bio-óleo. Os gases
condensáveis e não condensáveis deste processo foram analisados
por cromatografia gasosa acoplada a detector de espectrometria de
massas (GC/MS), bem como por cromatografia gasosa bidimensional
abrangente acoplada a detector de espectrometria de massas por
tempo de voo (GC×GC/TOFMS ). Compostos como fenóis, hidrocarbonetos,
ácidos carboxílicos, aldeídos e cetonas foram encontrados
no bio-óleo, havendo perspectiva de utilização de frações deste bio-
-óleo para produção de produtos químicos de maior valor agregado
ou para uso como combustítvel.

Referências
O PAPEL vol. 73, num. 4, pp. 65 – 73 APR 2012
*Authors’ references:
1. Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS. Av. Bento Gonçalves, 9500 – Porto Alegre – RS – Brasil
2. Ecoáguas, Engenharia do Meio Ambiente. R. Dr. Lauro Azambuja, 118, s. 706 – Guaíba – RS – Brasil
Corresponding author: Cláudia A. Zini – E-mail: [email protected]

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