Com o avanço da implementação do mercado regulado de carbono no Brasil, a qualidade dos dados sobre emissões e remoções de gases de efeito estufa ganha importância para o setor produtivo. A indústria de papel e celulose está na primeira etapa prevista no cronograma de Monitoramento, Relato e Verificação (MRV), com início proposto para 2027, o que amplia a necessidade de informações climáticas precisas, transparentes e verificáveis.
Nesse contexto, a Bracell, líder global em produção de celulose solúvel e especial, já utiliza em seus inventários uma metodologia científica desenvolvida por pesquisadores brasileiros para aprimorar a estimativa do carbono armazenado em florestas plantadas.
Publicado na revista Global Change Biology, o estudo analisou mais de 2 mil árvores em 27 localidades e desenvolveu modelos capazes de reduzir o erro das estimativas de carbono em 10% na parte aérea das árvores e em até 60% nas raízes. A Bracell contribuiu com parte dos dados utilizados na pesquisa.
Os modelos foram desenvolvidos para plantações de eucalipto e pinus, espécies que compõem a base florestal da indústria brasileira de papel e celulose. No Brasil, as florestas plantadas desempenham papel relevante na mitigação das mudanças climáticas e são responsáveis pela captura de mais de 1,8 bilhão de toneladas de CO₂ equivalente.
Ciência aplicada à gestão florestal
Para a Bracell, o aprimoramento das estimativas de carbono é importante diante de uma economia em que a qualidade e a verificabilidade dos dados climáticos tendem a ganhar cada vez mais relevância.
A aplicação prática da metodologia também contribui para qualificar a gestão da companhia. Ao combinar dados reais das florestas com modelos mais precisos, estimativas que anteriormente poderiam utilizar parâmetros mais genéricos passam a contar com cálculos técnicos mais robustos.
Com isso, a Bracell pode aprimorar o relato de suas emissões e remoções de carbono e apoiar o planejamento florestal com informações mais consistentes.
Inventário verificado
Em 2026, a Bracell conquistou, pelo quarto ano consecutivo, o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol, nível máximo de reconhecimento concedido aos inventários que atendem aos critérios de transparência e passam por verificação independente.
A companhia reporta emissões dos Escopos 1, 2 e 3, além de acompanhar indicadores de intensidade e remoções florestais. Essas informações ganham relevância diante do avanço da implementação dos mecanismos de Monitoramento, Relato e Verificação (MRV) previstos para o mercado regulado de carbono no país.
A combinação entre metodologias científicas mais precisas e processos de inventário com verificação independente contribui para ampliar a qualidade das informações utilizadas pela empresa na gestão de suas emissões, remoções e ativos florestais.
Fonte: Bracell



