SWM celebra centenário

Ao longo do último século, a SWM Brasil construiu uma trajetória pautada por inovação. Da fundação, em 1925, em Santanésia (RJ), aos dias atuais, a fabricante nacional de papéis especiais consolida-se como um player global em soluções em fibras e materiais técnicos direcionados a diversos nichos de mercado, em mais de 20 países.

De acordo com o retrospecto feito por Guilherme Costa, vice-presidente global de Vendas da companhia, o início da história da SWM Brasil está intimamente ligado à produção de papéis especiais. “A empresa sempre foi uma referência para o mercado, destacando-se pela capacidade de desenvolver não apenas produtos com a mais alta exigência de performance e estabilidade, mas também por formar profissionais altamente qualificados”, define.

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“Durante estes 100 anos, o mundo foi mudando e os mercados se ajustando. Vários produtos nos quais éramos especialistas, como papel para cópias heliográficas e papéis para centro de discos de vinil, foram sendo substituídos, fazendo com que nossa empresa se adaptasse e buscasse novos conhecimentos e tecnologias. Foi assim que surgiram produtos como papéis barreira para gordura, embalagens médicas e canudos descartáveis”, adiciona sobre a evolução trilhada.

O alto grau de especialização dos produtos que compõem o portfólio fabricado pela SWM fez com que a empresa não se limitasse a ser um fornecedor dedicado apenas ao mercado brasileiro, ampliando o destino de grande parte dos seus produtos à exportação, como recorda Costa.

“Com a aquisição da antiga Papéis Pirahy pelo grupo SWM, em 1998, esta vocação para especialidades e para ser um fornecedor global se solidificou, com investimentos em equipamentos e desenvolvimento de matérias-primas, serviços e tecnologias de produção e distribuição. Hoje, a empresa tem orgulho de se posicionar como líder global no fornecimento de papéis para a indústria de tabaco e líder regional nos outros segmentos em que atua.”

O potencial do papel como alternativa sustentável frente a outros tipos de materiais desponta entre as frentes estratégicas adotadas pela SWM. “Com o nosso histórico de fabricante de papéis de alta exigência com baixa gramatura, temos a habilidade de oferecer produtos que atendem a diferentes exigências dos mais variados mercados, incluindo aqueles que buscam a substituição de materiais plásticos por materiais com menor impacto ambiental”, pontua Costa, citando como exemplos filtros com base celulósica em substituição aos de acetato, embalagens translúcidas com resistência à umidade, vapor e com potencial para serem seladas, em substituição aos filmes plásticos.

“A SWM vê estas novas exigências do mercado como extremamente importantes, não só pelo potencial de negócio, mas principalmente pelo impacto que têm no ecossistema e na vida das pessoas”, reforça.

Para seguir em linha com as tendências em curso e priorizar meios de melhoria contínua pautados por sustentabilidade, a SWM trabalha em conjunto com órgãos internacionais que avaliam e reportam práticas sustentáveis e o impacto das empresas no meio ambiente.

“Também estamos preparando as nossas metas para os próximos anos, no que tange a emissões, consumo de recursos e demais aspectos ambientais. Tais metas são definidas criteriosamente, com embasamento científico. Além disso, criamos estruturas específicas dentro da nossa empresa para entender as demandas atuais e futuras e desenvolver diversas alternativas para garantir um futuro melhor, com produtos mais sustentáveis e menor impacto ao meio ambiente”, detalha o vice-presidente global de Vendas, antecipando que o plano de investimentos de médio e longo prazos contempla uma série de projetos voltados ao desenvolvimento destas linhas de produto.

Atualmente, a SWM tem frentes de trabalho direcionadas a alternativas sustentáveis em segmentos como filtração — tanto na substituição dos atuais filtros de acetato nos cigarros por materiais biodegradáveis quanto na produção de papéis para filtros de água, utilizada em áreas onde tal recurso natural é escasso —, embalagens, trazendo alternativas em papel para os filmes plásticos utilizados hoje em dia, facilitando a reciclagem e reduzindo o impacto ambiental, e botanical, oferecendo alternativas com reconstituição de diferentes vegetais para diversas aplicações.

“A inovação tem papel-chave na SWM. Trabalhamos em diversos horizontes de desenvolvimento e temos em nosso plano de negócios objetivos claros de lançamento de produtos e ingresso em novos mercados”, antecipa Costa.

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Caroline Martin
Jornalista com 17 anos de experiência, sendo 6 deles em redação e 11 como freelancer. Formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo, teve o seu desenvolvimento profissional focado em redação e edição de conteúdos para editorias variadas de veículos impressos e online. O contato com a indústria de celulose e papel teve início em 2010, quando começou a atuar como repórter da revista O Papel, publicação mensal da Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel (ABTCP), que hoje circula nas versões impressa e digital. Desde então, produz reportagens técnicas relacionadas à cadeia produtiva do setor, incluindo análises de mercado, inovações tecnológicas e perfis profissionais. Em 2015, foi vencedora do Prêmio Especialistas — Categoria Papel e Celulose, promovido pela revista Negócios da Comunicação.

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