A Suzano anunciou novos reajustes nos preços da celulose de fibra curta para todos os mercados em que atua. Os aumentos serão aplicados a partir de outubro nas Américas, Europa, China e demais países asiáticos, conforme apurado pelo Valor Econômico.
Para Américas e Europa, o reajuste será de US$ 50 por tonelada. Com a alta, o preço de referência da celulose de fibra curta no mercado europeu deverá chegar a US$ 1.360 por tonelada. Esse será o segundo aumento de US$ 50 anunciado pela companhia para essas regiões. O reajuste anterior foi comunicado em abril e entrou em vigor em maio.
Na China e nos demais mercados asiáticos, a Suzano aplicará um aumento de US$ 20 por tonelada, também a partir de outubro. O novo ajuste ocorre menos de um mês após a última alta de US$ 20 anunciada para a região. Atualmente, a celulose de fibra curta é negociada entre US$ 570 e US$ 580 por tonelada na Ásia.
Segundo analistas do Itaú BBA, em relatório divulgado nesta semana, o mercado global de celulose de fibra curta apresentou um reequilíbrio mais rápido do que o previsto pelas próprias empresas do setor, abrindo espaço para os recentes aumentos de preços. O banco já projetava uma nova alta para o mercado asiático.
Entre os fatores apontados pelos analistas estão a redução dos estoques para cerca de 2,3 meses, a retomada das compras de celulose de mercado por produtores integrados de papel chineses quando os preços chegaram a US$ 560 por tonelada e o atraso do projeto OKI II, na Indonésia.
Contudo, a XP Investimentos adotou visão mais cautelosa quanto à sustentabilidade de altas no segmento, considerando espaço limitado para recuperação sustentada, em razão da fraca rentabilidade dos fabricantes de papel, bem como 6,8 milhões de toneladas de capacidade adicional de celulose integrada esperada na China até o próximo ano. Novos projetos de celulose de mercado também entram na análise mais cuidadosa.



