Arauco, Copec e Abastible lançam projeto para produzir combustíveis sintéticos a partir da celulose

Iniciativa-piloto no Chile pretende combinar CO₂ biogênico da indústria de celulose e hidrogênio verde para desenvolver combustíveis com baixa pegada de carbono

A Arauco, a Copec e a Abastible lançaram o SynFuels Biobío, projeto-piloto que busca transformar o dióxido de carbono (CO₂) gerado na produção de celulose e o hidrogênio verde em combustíveis sintéticos com baixa pegada de carbono. A iniciativa foi apresentada durante o Summit Transición Energética 2026, com apoio da Corfo, agência chilena de fomento à produção.

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O projeto foi apresentado por Sebastián Mandiola, gerente da Bioforest, centro de pesquisa e desenvolvimento (P&D) da Arauco que lidera o desenvolvimento tecnológico da iniciativa. A apresentação foi seguida pela assinatura simbólica do compromisso por representantes das três empresas e da Corfo Biobío.

“SynFuels Biobío é uma demonstração concreta de como a ciência aplicada pode abrir novas oportunidades para a indústria. Queremos demonstrar que o CO₂ biogênico da celulose, combinado com hidrogênio verde, pode se transformar em combustíveis com baixa pegada de carbono, e fazer isso a partir de Biobío, em condições industriais reais”, afirmou Mandiola.

O projeto conta com o apoio da Corfo por meio do Programa Tecnológico para o Uso e a Adoção de Hidrogênio na Indústria Chilena.

Projeto prevê produção de combustíveis sintéticos

O piloto será instalado na Linha 2 da planta da Arauco, no Chile. A proposta é capturar o CO₂ biogênico gerado no processo de produção de celulose e combiná-lo com hidrogênio produzido a partir de água desmineralizada e eletricidade 100% renovável para obter combustíveis sintéticos.

A iniciativa pretende explorar alternativas com menor pegada de carbono para setores nos quais a eletrificação direta nem sempre é viável, como o transporte pesado, marítimo e a aviação.

Segundo James Argo, diretor-executivo da Corfo Biobío, a região reúne condições favoráveis ao desenvolvimento desse tipo de projeto, incluindo uma indústria consolidada, infraestrutura logística e uma matriz energética relevante. Para ele, essas características podem contribuir para que Biobío se torne uma referência nacional e internacional na área.

Parceria reúne competências complementares

A iniciativa combina a atuação das três empresas: a Arauco fornece o CO₂ biogênico gerado em seu processo produtivo de celulose; a Copec contribui com sua experiência na distribuição de combustíveis; e a Abastible participa com sua atuação no mercado de gás liquefeito.

Entre as rotas tecnológicas consideradas estão o e-SAF, combustível sustentável sintético para aviação, e o e-GL, gás liquefeito sintético.

Para Ramón Salinas, gerente da Copec Wind Garage, o projeto representa uma oportunidade de desenvolver novas soluções energéticas e contribuir para uma matriz mais diversificada e sustentável no Chile.

Alejandro Silva, subgerente de Inovação e Novos Negócios da Abastible, também destacou a possibilidade de ampliar as soluções energéticas oferecidas aos clientes e diversificar o portfólio de produtos da companhia.

Foco inicial é desenvolvimento tecnológico

Nesta primeira etapa, o objetivo do SynFuels Biobío não é produzir combustíveis em larga escala, mas gerar aprendizado técnico, reduzir riscos operacionais e formar capital humano local.

Com a iniciativa, as empresas pretendem estabelecer as bases para ampliar a participação de novas soluções energéticas na transição da indústria, a partir de regiões como Biobío, no Chile.

Foto: Divulgação/Arauco
Foto DivulgaçãoArauco

Fonte: Arauco

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