A Eldorado Brasil Celulose, apresentou excelentes resultados operacionais em 2016. O volume de produção foi de 1.638 mil toneladas, resultado 3% acima do registrado em 2015 e 9% superior à capacidade nominal da unidade industrial da Eldorado, de 1,5 milhão de toneladas de celulose por ano.
Notícia continua após o anúncio
“Os resultados da Eldorado em 2016 evidenciam a alta performance de nossas equipes e a capacidade que a companhia tem de superar desafios, com foco em competitividade e melhoria contínua de produtividade em todas as áreas, o que coloca a empresa em posição destaque no mercado global” , avalia o presidente da Eldorado Brasil Celulose, José Carlos Grubisich.
O faturamento bruto da Eldorado foi de R$ 3,4 bilhões, resultado 9% inferior ao realizado no ano anterior, por conta da queda dos preços de celulose e valorização do real em relação ao dólar. No ano, o setor de celulose viveu um cenário desafiador com redução de preços no mercado mundial, impactado pela expectativa de operação de novas unidades que aumentariam oferta global de celulose. Esse efeito negativo foi compensado por meio da estratégia comercial bem-sucedida da companhia, baseada em uma relação direta com clientes, portfólio diversificado e foco em parceiros com alto potencial de crescimento, principalmente nos segmentos de tissue e papéis especiais, que permitiu compensar parte das oscilações mercadológicas ao longo do ano.
“Após um cenário de baixa nos preços, estamos acompanhando uma recuperação da celulose no mundo, o que nos possibilita ter confiança no crescimento e na solidez de um mercado que permanece em expansão” , afirma Grubisich.
A receita líquida ficou em R$ 3,0 bilhões, resultado 8% inferior ao registrado em 2015 e 35% superior ao resultado de 2014. Ásia e Europa continuaram como os principais destinos da celulose da Eldorado, com participação respectiva de 49% e 29% das vendas em 2016.
O segmento de papéis tissue (para conforto e higiene pessoal) foi o principal foco da estratégia comercial da Eldorado com 35% de participação das vendas. Em 2016, também houve destaque para o segmento de papéis especiais, que registrou crescimento de 4 pontos percentuais em relação ao ano anterior. Os segmentos de tissue e papéis especiais representaram 57% das vendas.
Desde a metade de 2015, a companhia apresenta o menor patamar de custo caixa de produção do setor, resultado novamente alcançado em 2016 com o valor de R$/ ton 619,21, resultado 8% inferior ao ano anterior. Esse resultado é reflexo da eficiência operacional da companhia, que atualmente opera com capacidade de produção acima da projetada e da diminuição da distância das florestas até a fábrica ao longo do ano, que foi reduzido em 55 quilômetros, em comparação com a distância média de 2015.
As iniciativas de eficiência comercial e operacional realizadas ao longo do ano fizeram com que a companhia registrasse um EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) de R$ 1,585 bilhão, com margem de 54%, a maior do setor em 2016.
O lucro líquido no ano foi de R$ 288 milhões. A companhia encerrou o ano com uma sólida posição de caixa e disponibilidades de R$ 1,2 bilhão.
Florestas mais eficientes
No ano, a base florestal da Eldorado passou por uma significativa transformação. Com uma diminuição substancial da distância média de transporte das florestas até a fábrica em Três Lagoas (MS), a companhia conseguiu aumentar sua eficiência e reduzir custos, em linha com sua visão de ser referência em produtividade e eficiência florestal.
O programa de plantio realizado em 2016 foi de 40 mil hectares, com uma distância média em relação ao complexo industrial da Eldorado inferior a 120 km, sendo executado de acordo com planejamento florestal e que visa atender o fornecimento de madeira para a operação atual e a linha produtiva do projeto Vanguarda 2.0. A área plantada total com florestas próprias de eucalipto alcançou o patamar de 239 mil hectares ao final do ano.
Vanguarda 2.0
Em 2016 o projeto Vanguarda 2.0 teve avanços significativos. Foram concluídas as obras de terraplanagem e de infraestrutura básica do projeto, que terá uma capacidade de 2,5 milhões de toneladas de celulose por ano. Em setembro foi inaugurado o novo pátio de madeiras com capacidade para 120 mil m³. Somado ao pátio já existente, a capacidade de armazenagem de madeira chega a 300 mil m³.
A companhia já recebeu as propostas dos fornecedores de tecnologia e dos equipamentos principais e trabalha atualmente na otimização do projeto e redução do custo de investimento por tonelada do projeto. Além disso, a Eldorado trabalha no desenvolvimento do pacote de financiamento do projeto, que prevê aporte de equity entre 30% e 35% do total, sendo o restante a ser obtido por meio de linhas de financiamento com custos e prazos competitivos.
A decisão de investimento no projeto Vanguarda 2.0 está condicionada à eficiência do investimento por tonelada instalada de produção de celulose, estrutura de capital adequada e acesso a linhas de financiamento competitivas.
Fonte: Eldorado



