O mercado brasileiro de papelão ondulado continua demonstrando capacidade notável de adaptação, mesmo diante de ventos contrários. Após resultados abaixo do esperado entre julho e setembro, reflexo das tarifas americanas sobre proteína animal e papel, os dados preliminares de outubro trouxeram um alívio: foram expedidas 391.397 toneladas, segundo dados da Empapel, superando as projeções da Fastmarkets em quase 6 mil toneladas no mês. Um sinal claro de que o setor ainda tem fôlego.
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Esse desempenho reforça a resiliência que já vínhamos observando desde o início do ano. Mesmo com o consumo interno enfraquecido e o varejo patinando, o setor conseguiu reagir. A recomposição parcial das exportações, sobretudo de proteína animal, somada à reorganização logística de agroexportadores brasileiros em meio à alta sazonal do consumo da indústria local, ajudou a compensar parte das perdas recentes.
Ainda assim, os desafios permanecem. A mudança nos padrões de consumo, com menos bens físicos e mais serviços, sobretudo digitais, continua pressionando a demanda por embalagens para baixo. E embora o impacto das tarifas sobre a proteína animal esteja sendo mitigado pelo redirecionamento das exportações, a cadeia de frutas tropicais pode sentir mais fortemente, dada a relevância do mercado americano, o que pode representar um risco para o setor.
Incorporando os dados de outubro, nossa projeção de crescimento para 2025 passou de +0,1% para +0,21%. Mas, olhando para 2026, mantemos uma perspectiva positiva: estimamos uma alta entre 1,6% e 1,8% na expedição, sustentada pela força das exportações brasileiras de alimentos e pela capacidade do setor de se reinventar.
O papelão ondulado brasileiro mostra que, mesmo em tempos de incerteza, há espaço para adaptação e crescimento. Outubro foi prova disso.
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CORRUGATED BOARD IN BRAZIL: RESILIENCE AND STRATEGY
The Brazilian corrugated board market continues to demonstrate strong adaptability despite ongoing economic headwinds. After underwhelming performance between July and September—partly linked to U.S. tariffs on animal protein and paper—preliminary October results brought relief. According to Empapel, shipments reached 391,397 tons, surpassing Fastmarkets’ projection for the month by nearly 6,000 tons, signaling that the sector remains resilient.
This performance reinforces the steady recovery observed since early 2025. Even amid weaker domestic consumption and sluggish retail activity, the sector managed to regain momentum. A partial recovery in exports, particularly animal protein, combined with logistical adjustments by Brazilian agribusiness exporters during a period of seasonally-higher domestic demand, helped offset earlier setbacks.
However, challenges persist. Shifting consumer behavior—favoring services, especially digital ones, over physical goods—continues to exert downward pressure on packaging demand. And while the impact of U.S. tariffs on animal protein is being partially absorbed through redirected exports, the tropical fruit supply chain may face stronger effects due to its heavy reliance on the American market, presenting a potential risk for the sector.
With October results incorporated, our growth projection for 2025 has been revised from +0.1% to +0.2%. Looking further ahead, we maintain a positive outlook for 2026, with expected shipment growth between 1.6% and 1.8%, supported by strong Brazilian food exports and the sector’s proven capacity for reinvention.
Brazil’s corrugated board industry continues to show that even in periods of uncertainty, adaptation and growth remain possible—and October’s performance is a clear demonstration of that.



