Ibá entrega a Alckmin documento técnico sobre impactos das tarifas dos EUA no setor

Documento detalha efeitos da tarifa adicional de 25% e da nova sobretaxa de 12,5% sobre exportações do setor e propõe medidas de mitigação

O presidente da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), Paulo Hartung, e o diretor institucional da entidade, Adriano Scarpa, entregaram ao vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, um documento técnico sobre os impactos das medidas tarifárias dos Estados Unidos sobre a indústria brasileira de árvores cultivadas.

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O material mapeia os segmentos mais afetados pela tarifa adicional de 25% aplicada no âmbito da Seção 301, entre eles papéis, painéis de madeira, MDF, MDP, compensados e as celuloses não-branqueada e solúvel. Além do diagnóstico, o documento reúne propostas para mitigar os efeitos sobre exportações, produção, empregos e investimentos do setor.

A nota técnica também leva em conta a nova sobretaxa de 12,5% imposta ao Brasil em outra investigação da Seção 301, motivada por suposta falha do país em impor e efetivamente aplicar uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado.

Cenário internacional

Segundo a Ibá, o documento chama atenção para um cenário mundial marcado por crises e tensões, com desorganização dos fluxos comerciais, avanço do protecionismo e redirecionamento de sobrecapacidade industrial global.

Diante desse contexto, a entidade defende uma atuação coordenada entre governo e setor produtivo, com a continuidade das negociações bilaterais, a ampliação da lista de exceções, o aperfeiçoamento dos instrumentos de defesa comercial e a preservação da capacidade exportadora brasileira.

“Em um momento de rápidas mudanças no comércio internacional, é fundamental que o país tenha respostas céleres, pragmáticas e compatíveis com a nova realidade”, reforça a posição da Ibá no documento entregue ao vice-presidente.

Outras entidades do setor

Outras entidades ligadas à cadeia de base florestal também se manifestarem sobre o tema. A Abimci (Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente) já havia lamentado, em nota publicada em julho, a confirmação da tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, classificando a medida como um duro golpe para um setor que ainda buscava se recuperar de tarifas anteriores. Na ocasião, a associação defendeu uma atuação mais efetiva e menos política do governo brasileiro na negociação com os Estados Unidos.

Até o fechamento desta nota, a Abimci não havia divulgado novas atualizações sobre o assunto.


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