O desenvolvimento de barreiras funcionais para papel cartão está avançando e abrindo oportunidades para novas aplicações em embalagens resistentes à água, à gordura e ao vapor d’água. Nesse cenário, a Papirus apresentou soluções de seu portfólio e sua estrutura industrial para desenvolver embalagens que conciliem proteção, desempenho e reciclabilidade durante o ReThink Pack – Barreiras Funcionais, evento promovido em parceria com a Dow.
Na ocasião, Anderson Maia, gestor de Desenvolvimento de Mercado da Papirus, destacou iniciativas voltadas a atender diferentes requisitos de aplicação, considerando aspectos como proteção dos produtos, desempenho industrial e viabilidade de reciclagem. O encontro reuniu especialistas e representantes da indústria para discutir desafios e oportunidades no desenvolvimento de novas embalagens.
Durante a palestra “Casos práticos e aplicações para Brand Owners”, Maia apresentou a estrutura instalada na fábrica da empresa em Limeira (SP), que conta com um espaço dedicado à produção de papel cartão com barreiras funcionais. A unidade permite desenvolver soluções de acordo com as necessidades dos clientes, por meio da atuação conjunta das equipes de engenharia, produção e desenvolvimento de produtos.
“Não podemos pensar em um produto de barreira como uma solução de prateleira, capaz de atender satisfatoriamente todo o mercado. Cada aplicação tem requisitos específicos, seja de resistência à gordura, ao vapor d’água ou de outras propriedades. É a partir dessas necessidades que desenvolvemos os projetos, em conjunto com os brand owners e os demais parceiros da cadeia”.
Anderson Maia, gestor de Desenvolvimento de Mercado da Papirus
Entre as soluções apresentadas estão os produtos da linha Vitabarr, desenvolvidos a partir dos cartões da linha Vita, que recebem tratamentos de superfície para adquirir propriedades específicas de proteção. As possibilidades de aplicação incluem copos para bebidas quentes e frias, embalagens para produtos refrigerados e congelados, produtos desidratados e em pó, além de conceitos com propriedades de selagem que podem reduzir a necessidade de combinar diferentes materiais.
O desenvolvimento dessas embalagens também considera as etapas de produção e utilização. Além da resistência à água, à gordura e ao vapor d’água, são avaliados fatores como impressão, conversão, envase e interação entre o produto e os materiais empregados. Nesse processo, a participação de fornecedores de revestimentos, adesivos, tintas e vernizes, assim como de gráficas e donos das marcas, é apontada como fundamental para a viabilidade das aplicações.

Outro aspecto abordado foi o destino das embalagens após o consumo. Segundo Maia, as estruturas celulósicas apresentam potencial para ampliar as possibilidades de recuperação das fibras e de reincorporação de materiais reciclados ao processo produtivo. Por isso, essas características precisam ser consideradas desde a concepção das embalagens.
Evento discute inovação e desenvolvimento de embalagens
Promovido pela Papirus e pela Dow no último dia 22, em Jundiaí (SP), o ReThink Pack – Barreiras Funcionais reuniu discussões sobre tendências regulatórias, certificação e homologação de materiais, tecnologias de barreira, aplicações práticas e o papel das fibras no futuro das embalagens.
“O Rethink-Pack mostrou que os desafios futuros das embalagens não serão resolvidos isoladamente. A colaboração entre fornecedores, produtores de papel, convertedores e marcas é fundamental para combinar performance, reciclabilidade e evidências regulatórias desde a etapa de desenvolvimento. Mais do que discutir o futuro, o evento nos permitiu começar a construí-lo juntos”, diz Guilherme do Lago, gerente de Clientes, Revestimentos e Construção, Brasil, da Dow.
Além de Anderson Maia, gestor de Desenvolvimento de Mercado da Papirus, participaram do encontro Christian Kroes, gerente de Produto e Assistência Técnica da Papirus; Paulo Vegette, diretor Comercial LATAM da Dow; Ivan Boronat Monfort, gerente sênior de Segurança e Conformidade de Produtos da Dow; Beatriz Sanabria, especialista em Serviço Técnico e Desenvolvimento da Dow; Guilherme do Lago, Customer Manager da Dow; Gustavo Moraes, pesquisador científico do Centro de Tecnologia de Embalagem (Cetea), do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital); e Assunta Camilo, diretora do Instituto de Embalagens.



