Agroicone Lança Estudo Sobre Dez Anos Do Plano Abc

Em outubro de 2020, a Agroicone
– organização formada
por uma equipe multidisciplinar
com competência nas
áreas econômica, regulatória/jurídica,
territorial, socioambiental e de comunicação,
focada na geração de conhecimento
e soluções para transformar o
setor agropecuário – lançou o estudo
Plano ABC: Evidências do período
2010-2020 e propostas para uma nova
fase 2021-2030.
O trabalho faz uma revisão crítica dos
principais pontos do Plano ABC, como é
conhecido o Plano Setorial de Mitigação
e de Adaptação às Mudanças Climáticas
para a Consolidação de uma Economia
de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura,
encabeçado pelo Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento
(MAPA), desde 2011.

“Quando o Plano ABC foi criado, seu
principal objetivo era reunir tecnologias
que permitissem a redução das emissões
de gases de efeito estufa (GEE). Ao longo
dos anos, ficou claro que as tecnologias
do ABC levaram a outros resultados
positivos, além de reduzir emissões. A
partir delas, foi possível produzir mais
e aumentar a resiliência dos sistemas
produtivos”, faz o balanço Rodrigo C. A.
Lima, sócio-diretor da Agroicone.
Tecnologias de irrigação, produção de
biogás e fertilizantes a partir do tratamento
de dejetos animais e energia fotovoltaica
são alguns exemplos das práticas e tecnologias
sugeridas pelo estudo para serem
incluídas na segunda fase do Plano ABC,
a fim de fomentar inovação e avanços na
consolidação da agropecuária de baixo
carbono. Entre as práticas que poderiam
incentivar ainda mais a resiliência dos
sistemas produtivos, destacam-se polinização,
produção orgânica, agroflorestal,
sistemas de produção integrados e regenerativos,
recuperação de vegetação nativa,
insumos biológicos e adubação verde.

Visando expandir o entendimento
sobre agropecuária de baixo carbono,
o estudo da Agroicone também aponta
aspectos que podem ser reformulados
para atender às demandas e expectativas
do cenário atual. Em paralelo à incorporação
de novas tecnologias e práticas,
portanto, o estudo traz proposições para
a gestão do Plano ABC que irá marcar o
período de 2021-2030 – e que deve ser
apresentado pelo MAPA em meados de

Na entrevista a seguir, ele detalha os
destaques do balanço da última década e
comenta como eles podem servir de referência
para que os próximos desdobramentos
sejam desenhados de forma mais
estratégica e efetiva.
avatar do autor
Caroline Martin
Jornalista com 17 anos de experiência, sendo 6 deles em redação e 11 como freelancer. Formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo, teve o seu desenvolvimento profissional focado em redação e edição de conteúdos para editorias variadas de veículos impressos e online. O contato com a indústria de celulose e papel teve início em 2010, quando começou a atuar como repórter da revista O Papel, publicação mensal da Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel (ABTCP), que hoje circula nas versões impressa e digital. Desde então, produz reportagens técnicas relacionadas à cadeia produtiva do setor, incluindo análises de mercado, inovações tecnológicas e perfis profissionais. Em 2015, foi vencedora do Prêmio Especialistas — Categoria Papel e Celulose, promovido pela revista Negócios da Comunicação.

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