A KM Papel anunciou recentemente investimentos em uma nova fábrica em Pirassununga, interior de São Paulo, para ampliar sua linha de artefatos de papel reciclado, produzidos com 100% de aparas brancas, pré e pós-consumo.
“Em menos de cinco anos, a KM Papel pretende se tornar uma das cinco principais fabricantes de cadernos e artefatos de papel do Brasil, produzindo 1.500 ton/mês de cadernos, 1.000 ton/mês de papel cut size e mais de 500 ton/mês para artefatos de papel diversos”, antecipou Fabrício Vanucci, diretor comercial da empresa.
Inicialmente, o volume de produção será de 300 toneladas/mês, mas a capacidade instalada – que deverá ser atingida até final de 2010 – chegará à marca das 3 mil toneladas/mês. “Com a inauguração da nova unidade, a estimativa do faturamento da KM Papel em 2010 é de R$ 107 milhões, com perspectivas de subir para R$ 252 milhões em 2012”, prevê Vanucci.
Dentre a linha de produtos estão papéis cut size, cadernos, formulários contínuos, bobinas de PVD, entre outros. A aposta da KM neste nicho de mercado está baseada no potencial de reciclagem do País.
Atualmente, apenas 12% do volume total de material reciclado é recuperado no Brasil atualmente, de acordo com Vanucci. Em termos de capital desperdiçado pela falta de reciclagem, Vanucci estima em R$ 8 bilhões/ano que poderiam ser revertidos em negócios.
Os reciclados, a partir de aparas brancas, apresentam características bem semelhantes às dos papéis, feitos a partir de fibra virgem, na opinião de Vanucci, portanto, os preços serão bem competitivos. A KM Papel está presente há 14 anos no mercado nacional e seus produtos são destinados aos consumidores das classes B, C e D.



