Desempenho da Suzano no 1T25 reflete equilíbrio entre volatilidade do mercado global e gestão estratégica de estoques e ativos

Lucro líquido sobe para R$ 6,3 bilhões no 1T25, mesmo com queda no volume vendido devido a paradas operacionais e recomposição de estoques

A Suzano anunciou hoje, 8 de maio, após o fechamento do mercado, os resultados do primeiro trimestre. Conforme release de resultados, apesar de o início de 2025 ter sido favorável ao mercado global de celulose, com sucessivos aumentos de preços motivados pela limitação de oferta na China e conversão de fábricas para celulose solúvel, o desempenho da Suzano no primeiro trimestre foi afetado por fatores internos e pela instabilidade macroeconômica observada ao final do período.

A companhia decidiu concentrar paradas programadas para manutenção e priorizar a recomposição de estoques, o que resultou em uma queda de 18% nas vendas totais em relação ao quarto trimestre de 2024. As vendas de celulose somaram 2,651 milhões de toneladas, alta de 10% na comparação anual, enquanto as de papel chegaram a 390 mil toneladas, com avanço de 25% em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar do bom desempenho anual, o volume caiu na comparação trimestral, refletindo os ajustes operacionais.

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O preço médio líquido da celulose no mercado externo foi de 556 dólares por tonelada, com queda de 11% em relação ao primeiro trimestre de 2024. Já o papel apresentou valorização de 12%, alcançando 7.540 reais por tonelada. O custo caixa de produção da celulose, excluindo as paradas, subiu 6% no comparativo anual, totalizando 859 reais por tonelada.

O EBITDA ajustado consolidado foi de 4,9 bilhões de reais, o que representa queda de 25% frente ao trimestre anterior e crescimento de 7% na comparação anual. A margem EBITDA ficou em 42%. A geração de caixa operacional foi de 2,6 bilhões de reais, recuo de 46% no trimestre e alta de 5% em relação ao primeiro trimestre de 2024.

Apesar das retrações operacionais, o lucro líquido da Suzano saltou para 6,3 bilhões de reais, revertendo o prejuízo de 6,7 bilhões do trimestre anterior. O resultado foi impulsionado por ganhos financeiros de 7,7 bilhões de reais, atribuídos principalmente à valorização cambial e à atuação eficiente da política de hedge. A alavancagem financeira ficou em 3,0 vezes em dólar e 3,1 vezes em real.

A companhia também avançou no projeto Cerrado, localizado em Ribas do Rio Pardo, com 97% do capex total já desembolsado até março de 2025. O desempenho dos ativos recém-integrados nos Estados Unidos, reunidos sob a marca Suzano Packaging US, segue alinhado às expectativas estratégicas da empresa.

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