Do campo ao ponto de venda, frutas, verduras e legumes percorrem uma cadeia logística que exige cuidados com segurança alimentar, temperatura, ventilação, empilhamento e aproveitamento do espaço de transporte. Nesse cenário, as embalagens de papelão ondulado vêm incorporando novas tecnologias para combinar proteção dos alimentos com eficiência no resfriamento, armazenamento e transporte.
A Klabin produz mais de 200 milhões de embalagens de papelão ondulado por ano destinadas ao transporte de aproximadamente 1,4 milhão de toneladas de frutas, sendo boa parte delas para exportação. Para desenvolver essas soluções, a companhia considera as características de cada produto e as condições às quais a embalagem será submetida ao longo da cadeia logística. Os projetos envolvem análises como fluxo de ar, resistência mecânica e dimensionamento das caixas, com o objetivo de melhorar a ocupação de paletes e contêineres.
Esse trabalho foi apresentado pela Klabin durante a Brazil Conference & Expo 2026, realizada em São Paulo, no painel Muito Além da Embalagem: Performance e sustentabilidade em cada caixa. Na ocasião, Gustavo Jaoude, gerente executivo regional Norte/Nordeste de Papelão Ondulado da Klabin, e Felipe Broilo, coordenador de Responsabilidade Ambiental da empresa, abordaram a aplicação de engenharia, desenvolvimento de materiais e sustentabilidade às demandas do segmento de frutas, legumes e verduras (FLV).
Engenharia aplicada à conservação das frutas
Um dos exemplos apresentados foi a embalagem desenvolvida pela Klabin para acondicionar até oito quilos de uvas. O desafio era proteger a fruta durante toda a cadeia logística e, ao mesmo tempo, tornar mais eficiente o processo de resfriamento realizado após a colheita.
A partir da análise da operação, a Klabin redesenhou a estrutura da caixa e inverteu seu conceito construtivo para ampliar a abertura lateral e direcionar o fluxo de ar frio. Com a alteração, o ar passa a circular de maneira mais uniforme entre as frutas, reduzindo o tempo necessário no túnel de resfriamento e, consequentemente, o consumo de energia nessa etapa.
O redesign também aumentou a resistência mecânica da embalagem sem comprometer sua leveza. Com isso, foi possível acrescentar uma camada de caixas ao palete, ampliando a quantidade de produtos transportados e melhorando o aproveitamento do espaço logístico.
A solução também permitiu substituir materiais de origem fóssil pelo papelão ondulado, produzido a partir de matéria-prima renovável proveniente de florestas plantadas e certificadas. Além disso, o material está inserido em uma cadeia de reciclagem estabelecida, favorecendo a circularidade após o uso.
Soluções desenvolvidas em conjunto com clientes
O projeto da embalagem para uvas representa uma das frentes adotadas pela Klabin no desenvolvimento de soluções para o setor de FLV: a cocriação de embalagens, que considera simultaneamente as características do produto, o percurso logístico e as necessidades específicas de cada cliente.
A proposta é utilizar o design estrutural das caixas para buscar ganhos em diferentes etapas da operação, incluindo ventilação, resistência, produtividade, consumo de energia e ocupação dos espaços de transporte.
Para desenvolver e testar as soluções, a Klabin conta com estruturas dedicadas à pesquisa e ao desenvolvimento, como o Centro de Tecnologia Klabin (CTK), no Paraná, e o Centro de Tecnologia de Embalagens (CTE), em São Paulo. A empresa também possui operações com tecnologia de ponta, como as unidades Piracicaba II (SP), Horizonte (CE) e Goiana (PE), com capacidade para produzir embalagens em estado da arte.
Além disso, o modelo de negócios da Klabin integra diferentes etapas da cadeia, desde a matéria-prima até a produção da embalagem final. Essa integração permite combinar conhecimentos sobre mix de fibras, tipos de papéis, design estrutural e processos de conversão para desenvolver soluções de acordo com as necessidades de cada aplicação e cliente.
Fonte: Klabin



