A Klabin registrou EBITDA ajustado de R$ 1,962 bilhão no segundo trimestre de 2026, queda de 4% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto o lucro líquido somou R$ 387 milhões, recuo de 34%. O resultado refletiu principalmente os efeitos da valorização do real sobre as receitas de exportação, parcialmente compensados pelo avanço dos negócios de papéis e embalagens, pela estabilidade operacional e pela disciplina na gestão de custos.
A receita líquida consolidada alcançou R$ 5,15 bilhões entre abril e junho, retração de 2% na comparação anual. Segundo a companhia, o desempenho foi impactado pela apreciação do real frente ao dólar, que reduziu as receitas das exportações, embora tenha sido parcialmente compensado pela recuperação dos preços da celulose em moeda norte-americana, pelos reajustes de preços em embalagens e pelo aumento dos volumes comercializados de papéis e embalagens.
O volume total de vendas permaneceu praticamente estável em relação ao segundo trimestre de 2025, totalizando 1,018 milhão de toneladas. As vendas de papéis cresceram 4%, para 359 mil toneladas, impulsionadas principalmente pelo segmento de papel-cartão, enquanto o negócio de embalagens manteve volume de 273 mil toneladas e registrou crescimento de 3% na receita, favorecido pelos reajustes de preços no papelão ondulado. Já a comercialização de celulose atingiu 386 mil toneladas, praticamente em linha com o mesmo período do ano anterior.
Na produção, a companhia alcançou 1,12 milhão de toneladas de celulose e papéis no trimestre, crescimento de 1% na comparação anual. O desempenho foi impulsionado pelo avanço das máquinas MP27 e MP28, que seguem em fase de ramp-up e elevaram a produção de papéis, enquanto a produção de celulose apresentou leve retração em relação ao segundo trimestre de 2025.
No segmento de celulose, a receita líquida somou R$ 1,45 bilhão, queda de 9% na comparação anual. Apesar da recuperação dos preços internacionais da fibra curta e da continuidade da valorização da fibra longa e fluff, a apreciação do real frente ao dólar limitou o desempenho financeiro do negócio. A empresa destacou ainda que seu portfólio diversificado, com produção de fibras curta, longa e fluff, e a gestão ativa do mix de vendas contribuíram para preservar a rentabilidade ao longo do trimestre.
Mesmo diante do aumento dos custos de insumos, combustíveis e logística decorrentes do cenário geopolítico internacional, a Klabin manteve o custo caixa total em R$ 3.204 por tonelada, praticamente estável frente ao segundo trimestre de 2025. A companhia atribuiu o resultado às iniciativas de eficiência operacional, renegociação de contratos e otimização de processos, que compensaram parte das pressões inflacionárias.
A alavancagem financeira, medida pela relação entre dívida líquida e EBITDA em dólar, encerrou o trimestre em 3,2 vezes, redução de 0,1 vez em relação ao trimestre anterior e de 0,7 vez nos últimos 12 meses. Durante o período, a companhia também aprovou um programa de recompra de até 31,25 milhões de units, reforçando sua estratégia de gestão da estrutura de capital e de geração de valor aos acionistas.



