O ABTCP 2010 promoveu na tarde desta segunda-feira, 04 de outubro, um encontro de líderes do setor de celulose e papel. Realizado no Transamérica Expo Center, em São Paulo, o chamado Panorama Setorial foi moderado pelo presidente da ABTCP, Lairton Leonardi, e contou com a participação de Simone Nagai, diretora de Relações Corporativas da Bracelpa; Carlos Farinha e Silva, vice-presidente da Pöyry Tecnologia e conselheiro da ABTCP; e Luiz Bersou, diretor do Instituto EPICO de Administração.
Os experts analisaram o desenvolvimento da indústria de celulose e papel, dando enfoque ao perfil do setor e discutindo os entraves que podem retardar seu crescimento. Entre as problemáticas atuais, Simone Nagai elencou a elevada carga tributária, a valorização do câmbio e as deficiências da infraestrutura brasileiras, com destaque à alarmante situação de pré-gargalo dos portos. “Temos disponibilidade de expansão florestal, tecnologia de ponta para colocar métodos sustentáveis em prática e investimentos previstos dentro de todo esse contexto. O conjunto mostra que a base do setor é sólida, o que falta são mudanças nas políticas públicas”, frisou.
Carlos Farinha e Silva reforçou a necessidade de solucionar tais restrições para o desenvolvimento do mercado de celulose e papel, “enquanto o Brasil está na moda”. Farinha referia-se ao momento favorável pelo qual o País passa, com a oportunidade de ser anfitrião de eventos esportivos nos próximos anos. O assunto inquietante, que exige intervenções imediatas para garantir o escoamento da produção crescente de celulose, levou à interatividade da plateia no debate.
Para contribuir com as reflexões debruçadas sobre o setor, Luiz Bersou deu enfoque às inovações na gestão empresarial. Bersou acredita que há pouca novidade quando se fala em produtos finais ao consumidor. “Falta curiosidade em lidar com o desconhecido na maioria das empresas. É preciso investir em pesquisa sistêmica e incentivar a cultura da inovação em todos os níveis hierárquicos.” Ainda sobre o tema, Bersou disse que os próprios clientes podem ser contribuintes para a geração de ideias. “Ao explicitar suas necessidades, eles dão o ponto de partida às pesquisas dos fornecedores”, exemplificou.



