Veracel difunde novas técnicas de plantio da mandioca em parceria com instituições da Bahia
Novos materiais genéticos e novas técnicas de manejo da cultura da mandioca foram apresentadas a cerca de 200 pequenos produtores em um dia de campo realizado em Barrolândia, no sul da Bahia. A iniciativa resultou de uma parceria entre Embrapa, EBDA (Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola), Secretaria de Agricultura da Bahia e CEPLAC (Comissão Executiva de Planejamento da Lavoura Cacaueira) e a Veracel Celulose, empresa onde a Stora Enso detém 50 % do capital.
O dia de campo em Barrolândia ocorreu um ano após o plantio de algumas variedades de mandioca selecionadas pela EMBRAPA e apresentou os significativos resultados de aumento da produtividade obtidos sob as condições de solo e clima local em comparação com o material e forma de manejo tradicionais na região. Os participantes de sete municípios do Extremo Sul Bahiano conheceram as vantagens de corrigir a acidez do solo e usar adubação, inclusive da adubação orgânica produzida a partir de resíduos da produção de celulose, cujo teste de campo foi superior aos adubos químicos. Eles também visualizaram no campo a performance das novas variedades e obtiveram informação sobre o desempenho das mesmas na produção de farinha e outros produtos derivados. A Veracel se comprometeu a enviar o material genético melhor adaptado para que seja multiplicado por grupos de agricultores na região. “É importante frisar que a agricultura, independente do seu tamanho, precisa ser suportada por tecnologia”, diz Otávio Pontes, vice-presidente da Stora Enso na América Latina.
Outros aspectos abordados no dia de campo foi o consórcio da mandioca com outras culturas, as técnicas para conservação de solos, as melhores práticas no manejo da mandioca, apresentação de mais de 100 produtos feitos a partir daquela planta, suas propriedades nutricionais na alimentação humana e o uso da manipoeira (subproduto da produção de farinha, amido, e povilho ou goma) para adubação agrícola.
“Esse evento teve apoio da CEPLAC, que cedeu a área para os experimentos, e foi orientado pela Embrapa – Mandioca e Fruticultura – que ajudou a desenhar o projeto e cedeu material genético. O EBDA participou do painel da cadeia produtiva da mandioca, trazendo diversos produtos que a compõem. As secretarias municipais de agricultura de sete cidades foram responsáveis pelo convite e mobilização dos agricultores da região. Este evento somou os pontos fortes de cada um e contam com o melhor de cada instituição”, explica Otávio Pontes.
O objetivo da iniciativa é aumentar a produtividade e valorizar o produto, utilizando tecnologias ao alcance do pequeno agricultor e favorecendo o aumento de sua renda. “A presença de um grande público ressalta a importância da cultura da mandioca para a econômica e para as famílias locais” , diz Pontes.
Treinamento para sustentabilidade da Mata Atlântica
Outro projeto de responsabilidade social desenvolvido pela Veracel, joint-venture da Stora Enso, foi um curso promovido em conjunto com o Instituto BioAtlântica (IBio), e o Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, em Porto Seguro, voltado ao treinamento em Colheita e Manejo de Sementes Nativas. Realizado na RPPN Estação Veracel, em Porto Seguro, o curso associa a preservação ambiental à geração de renda para famílias locais. Os três dias do evento reuniram aproximadamente 40 pessoas ligadas a viveiros e assentamentos locais. As apresentações abordaram informações sobre sustentabilidade na colheita, legalização da produção e marcação de matrizes, manejo de equipamentos de colheita, técnicas de colheitas em árvores, colheitas de sementes, e manejo de sementes e produção de mudas. “Um dos focos foi garantir a segurança do trabalhador e outro foi assegurar que as florestas sejam manejadas de forma sustentável”, afirma o executivo da Stora Enso.
Os participantes aprenderam técnicas de alpinismo e a manejar equipamentos de escalada e de proteção individual, que garantem mais segurança a agilidade ao profissional na hora da colheita. Durante o curso foram ministrados ensinamentos para o manejo sustentável das matrizes de sementes nativas porque a colheita feita de forma inadequada nas árvores nativas pode facilitar a presença de doenças e desequilibrar a oferta de alimentos para a fauna.
O curso deixou evidenciado que a colheita de sementes nativas é uma interessante alternativa de renda. A produção de sementes é perene, diferentemente de outras culturas agrícolas que são sazonais. A atividade garante uma produção distribuída ao longo do ano, aliada à valorização da floresta nativa. . Alguns dos produtores locais costumavam trabalhar na indústria turismo, em Porto Seguro, atividade sazonal, mas agora com as práticas de conservação da Mata Atlântica e coleta de sementes há novas possibilidades na ocupação.
O curso foi iniciativa da Veracel Celulose, Pacto pela Restauração da Mata Atlântica e Instituto BioAtlântica, e apoio da Alstom e Stora Enso, além da parceria da Conservação Internacional (CI – Brasil), Embrapa Agroecologia, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e Universidade Federal de São Carlos – Campus Sorocaba (UFSCar).



