A Klabin divulgou hoje (11) os resultados obtidos no quarto trimestre de 2025, O período foi marcado por um contraste financeiro: enquanto o lucro líquido do quarto trimestre caiu 69% na comparação anual, para R$ 168 milhões, a companhia avançou na desalavancagem e fechou o ano com EBITDA ajustado de R$ 7,8 bilhões, alta de 7% sobre 2024. A relação entre dívida líquida e EBITDA recuou de 4,5 vezes para 3,3 vezes em 12 meses, refletindo melhora na estrutura de capital.
No quarto trimestre, a receita líquida foi de R$ 5,2 bilhões, retração de 2% frente ao mesmo período do ano anterior, impactada principalmente pelas paradas gerais de manutenção nas unidades de Ortigueira (PR) e Correia Pinto (SC). Ainda assim, o EBITDA ajustado somou R$ 1,8 bilhão, em linha com o 4T24, demonstrando resiliência operacional.
No acumulado do ano, a geração de fluxo de caixa livre atingiu R$ 715 milhões, avanço de R$ 410 milhões na comparação anual, enquanto o endividamento líquido caiu 22% em relação a 2024. O segmento de embalagens foi destaque positivo, com crescimento de 13% na receita anual.
As paradas de manutenção, concluídas dentro do cronograma e do orçamento previstos, impactaram temporariamente os volumes e a receita trimestral, mas permitiram a retomada das operações em plena capacidade ainda no período.
No mercado de celulose, o trimestre foi marcado por recuperação gradual de preços, especialmente na fibra curta, impulsionada pelo maior consumo global, com destaque para a China, e por um ambiente de oferta mais equilibrado. Segundo o índice FOEX, os preços avançaram 6% na China e 4% na Europa. A Klabin comercializou 296 mil toneladas de fibra curta, com preço médio de US$ 544 por tonelada.
Na fibra longa e fluff, o cenário foi mais pressionado, com queda de preços em alguns mercados, embora a companhia tenha mantido estratégia voltada a nichos com spreads historicamente superiores. O volume vendido no segmento somou 108 mil toneladas.
O negócio de papéis apresentou crescimento, com alta de 3% nas vendas de papel-cartão e avanço de 4% em containerboard na comparação anual. Já o segmento de embalagens manteve estabilidade no volume de papelão ondulado expedido, acompanhando o desempenho do mercado brasileiro, enquanto os sacos industriais registraram retração de 6% nas vendas devido a restrições externas, parcialmente compensadas por maior atuação no mercado doméstico.
Em 2025, a Klabin cumpriu integralmente seu guidance de investimentos, com CAPEX de R$ 2,8 bilhões, e encerrou o ano com custo caixa total dentro da estimativa pública. O ROIC atingiu 10,5% no quarto trimestre.
No campo ambiental, a companhia alcançou classificação Triple A no CDP, posicionando-se entre as poucas empresas do mundo com pontuação máxima simultânea em Mudanças Climáticas, Florestas e Segurança Hídrica.
Conforme release de resultados, a empresa inicia 2026 com foco em eficiência operacional, disciplina financeira e geração de valor aos acionistas.



