Reinventar As Organizações. Será Que É Possível?

Será que é possível criar organizações livres das
patologias que aparecem tão frequentemente nos
ambientes de trabalho? Livres de politicagem, burocracia
e rivalidade? Livres de estresse e exaustão?
Livres de resignação, ressentimento e apatia? Livres de
exibições do topo e do trabalho penoso na base? Será que
é possível reinventar as organizações, projetando um novo
modelo que torne o trabalho mais produtivo, gratificante e
cheio de significado?
Com estas provocações, Frederic Laloux abre o livro Reinventando
as Organizações e joga a “batata quente” em nossos
colos e, que a verdade seja dita, muitas das empresas hoje não
conseguem responder, com a velocidade necessária, às mudanças
que o mundo tem passado e, com isso, tem perdido primeiro
em competitividade, o que já é muito ruim, mas também
tem ocorrido perdas em capital humano – gente muito competente
que por algum motivo perdeu a inspiração e a motivação
de permanecer na empresa.
A questão é: será que a forma como enxergamos o mundo,

hoje, nos limita ou nos possibilita criarmos modelos de gestão
mais modernos e eficientes? As startups estão aí para nos
provar que é possível inovar e sair do lugar comum de fazer
sempre mais do mesmo. Elas nasceram em tempos difíceis e
têm como estratégia estilos de gestão e produção ágeis, simples
e bem mais inteligentes, que prometem revolucionar a forma
com a qual fizemos negócios até os dias de hoje.
Mas veja bem: aproveito para lhe dizer que é preciso estarmos
atentos quando paramos para olhar a performance das
organizações em uma fotografia recente, para não as demonizarmos,
pois a reflexão provocada por esta coluna não é sobre
isso. A questão levantada por Laloux é uma questão importante
e que tem intrigado mentes brilhantes que estudam o futuro
das organizações. Estamos tratando aqui de algo sério, que é
a sensação constante de estarmos cada dia mais “exaustos” da
estrutura frenética vivenciada nas organizações, rotina essa que
muitas vezes esconde na sua estrutura profissionais adoecidos
e completamente perdidos dentro de um grande sentimento de
vazio, ou seja, de falta de pertencimento e propósito.
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