RESUMO – A demanda por produtos e matérias-primas mais sustentáveis e com menos impacto ao meio ambiente é uma necessidade presente no mercado, tanto pelos impactos ambientais como pelo consumidor. Papéis destinados à proteção de alimentos que contêm alto teor de gordura e óleo possuem, atualmente, uma base de revestimento proveniente de produtos sintéticos, como os compostos perfluorados (PFCs), resinas acrílicas, parafinas, entre outros. Grande parte dos produtos sintéticos, como os PFCs, possui a característica de repelência a substâncias de propriedades polares e apolares (água e gorduras), protegendo o papel revestido.
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Apesar dessa classe de produtos ser produzida há mais de 70 anos e utilizada amplamente em vários segmentos industriais (alimentício, têxtil, polímeros), ela não caminha em paralelo com os ideais de sustentabilidade cada vez mais demandados, pois, uma vez no meio ambiente, sujeitos a vários tipos de intempéries (processos físicos e químicos), ocorre degradação de sua estrutura e consequente fragmentação, à qual, dependendo do tamanho da partícula gerada, é denominada como microplástico — um problema ambiental e de alto potencial, tratado de maneira mais séria pela comunidade científica apenas recentemente, devido à sua alta toxicidade e persistência no meio ambiente.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) ainda não estabeleceu uma proibição específica para o uso de perfluorados no Brasil. Até o momento, as medidas regulatórias relacionadas a esses compostos estão vinculadas à implementação da Convenção de Estocolmo, que trata de substâncias químicas persistentes orgânicas (POPs). A principal fonte de exposição humana aos PFCs se dá pela ingestão de água e alimentos contaminados. Eles podem estar presentes em alimentos embalados, utensílios de cozinha, roupas impermeáveis e outros produtos.
Atualmente, existem frentes de estudos para substituição de compostos perfluorados. O biopolímero Kofilm 400 traz consigo uma proposta de valor diferenciada: a de realizar uma barreira a óleo e gordura no revestimento do papel e, ao mesmo tempo, partir de uma fonte sustentável e renovável, sendo completamente biodegradável e, assim, não gerando efeitos colaterais ao meio ambiente.
Visando antecipar um tema iminente no Brasil, o Kofilm 400 já se apresentou como uma alternativa sólida em testes de aplicação e simulações reais em produtos de linhas de fast-food, se comportando em linha com os principais claims de performance e sustentabilidade, mantendo as propriedades físicas do papel, conservando as características naturais dos alimentos, sendo sustentável e biodegradável.
Palavras-chave: Barreira a óleo e gordura, biopolímero, sustentabilidade
REFERÊNCIA – O PAPEL vol. 86, N.o 10, pp. 69 – 73 – OCT 2025
Autor: Luiz Henrique Martins 1, Caroline Pereira 1, Letícia da Silva, Jucelino Miranda Marques1
, Gabriel Reis1
, Jeferson Fernando Vicentin 1
1 Ingredion Incorporated. Brasil



