O Serviço Social da Indústria (SESI) estará presente durante toda a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), em Belém (PA), na programação da Confederação Nacional da Indústria (CNI), na Blue Zone, bem como em eventos paralelos na Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) e no Terminal Hidroviário Tamandaré. Nos dias 13 e 14 de novembro, a instituição terá como foco a divulgação de iniciativas que aproximem a saúde do trabalhador das discussões sobre clima e sustentabilidade.
Para o superintendente de Saúde e Segurança na Indústria do SESI, Emmanuel Lacerda, essa presença é estratégica porque mostra que o setor produtivo já dispõe de soluções aplicáveis. “Essas são ações e resultados concretos da nossa atuação para clima e saúde. Na COP, o papel do SESI não será apenas participar do debate, mas apresentar soluções para que a indústria seja mais resiliente, proteja seus trabalhadores e se organize para responder a eventos extremos, com base técnica e alinhada às metas nacionais de descarbonização”, afirma.
O superintendente destaca, ainda, que a agenda de clima e saúde vem sendo trabalhada pelo SESI em duas frentes: mitigação e adaptação. Na primeira, o foco é reduzir a própria pegada de carbono do setor de saúde, qualificando o cuidado e ampliando a prevenção com o apoio de soluções de saúde digital, o que evita desperdícios, deslocamentos desnecessários e, consequentemente, emissões, dentro de um modelo integrado de coordenação do cuidado.
Protocolo para emergências climáticas
Um dos destaques será a assinatura do Protocolo de Respostas às Emergências Climáticas por Inundação para a Indústria, resultado de acordo de cooperação técnica entre o SESI, o Conselho Nacional do SESI e o Ministério da Saúde. O documento, que será assinado nesta quinta-feira (13), organiza procedimentos de prevenção, resposta imediata e recuperação pós-desastre, promovendo a integração do setor produtivo às estruturas públicas de proteção e defesa civil.
A iniciativa está alinhada à Agenda 2030, à Política Nacional de Proteção e Defesa Civil e ao Marco de Sendai (acordo internacional adotado em 2015, no Japão). Ela incorpora lições das enchentes no Rio Grande do Sul, em 2024, e estrutura um modelo integrado e replicável em três fases: assistência, restabelecimento e reconstrução, com orientações para criação de abrigos, apoio em saúde e retomada das atividades educacionais.
Calculadora de Descarbonização da Saúde
Para reduzir a pegada de carbono dos serviços de saúde e apoiar a indústria na transição para práticas mais sustentáveis, o SESI fará, na mesma ocasião, a apresentação da Calculadora de Descarbonização da Saúde. A ferramenta digital compara diferentes formas de atendimento e de realização de exames, como o modelo convencional e o point of care, apresentando, em CO₂ equivalente, o impacto de cada escolha. Assim, indica opções de menor emissão, reforça o cuidado preventivo e oferece referências para que empresas e trabalhadores adotem práticas de saúde mais eficientes e sustentáveis, sem perda de qualidade assistencial.
No mesmo dia, será realizado o painel “Respostas às Emergências Climáticas por Inundação para a Indústria”, que detalhará as ações e a forma de atuação conjunta entre empresas, setor de saúde e Defesa Civil.
Embarcação leva saúde, tecnologia e sustentabilidade a trabalhadores de comunidades ribeirinhas
Com foco em ampliar o acesso à saúde na Amazônia de forma ambientalmente responsável, o projeto Embarcação Saúde Conectada será apresentado na sexta-feira (14), no Terminal Hidroviário Tamandaré, em Belém (PA), em parceria com o Conselho Nacional do SESI e o Ministério da Saúde.
O modelo foi concebido para atender prioritariamente empresas, trabalhadores da indústria e seus familiares, com possibilidade de expansão para outros setores, como comércio e agronegócio. A embarcação foi desenhada especialmente para as condições da região amazônica, capaz de enfrentar grandes distâncias, variações dos rios e a dispersão das comunidades.
Foram definidas 12 linhas de cuidado prioritárias para esse público, abrangendo desde diabetes até a prevenção e o rastreamento dos cânceres mais letais ou incapacitantes. Essas condições poderão ser acompanhadas remotamente por meio de uma plataforma digital, permitindo monitoramento contínuo e intervenções oportunas, com foco na manutenção da capacidade laboral e na redução de agravamentos.
A embarcação adota soluções de baixo impacto ambiental, como motores elétricos apoiados por painéis solares e gestão adequada de resíduos, demonstrando que é possível expandir a cobertura de saúde na Amazônia e, ao mesmo tempo, reduzir os impactos ao meio ambiente.



