Representantes do SENAI Nacional apresentaram o Programa de Formação Setorial e para a cadeia produtiva de Celulose e Papel durante reunião do Conselho Executivo da Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel (ABTCP), realizada no dia 25 de junho, na unidade da Arauco, em Inocência (MS).
O modelo de atuação da iniciativa foi apresentado aos executivos do setor e será conduzido pela Universidade Setorial ABTCP, fortalecendo a parceria entre as duas instituições na formação e no desenvolvimento de profissionais para a indústria.
A proposta é construir uma estratégia nacional de educação profissional para a cadeia de celulose e papel, conectando as demandas da indústria às soluções educacionais oferecidas pelo SENAI. O programa prevê ações de formação e capacitação técnica ao longo de toda a cadeia produtiva: da silvicultura e manejo florestal aos processos industriais de produção de celulose e fabricação de papel, com foco em competências relacionadas à transformação tecnológica do setor, como automação industrial, inteligência artificial aplicada aos processos produtivos, Internet das Coisas (IoT), análise de dados, manutenção preditiva, controle avançado de processos e tecnologias voltadas à sustentabilidade.
O programa chega em um momento de expansão da indústria brasileira de celulose. Projetos anunciados para os próximos anos devem movimentar cerca de R$ 100 bilhões em investimentos e gerar mais de 50 mil empregos entre as fases de construção e operação de novas plantas industriais. Ao mesmo tempo, empresas do setor relatam dificuldades para preencher vagas, especialmente em áreas técnicas e de engenharia, diante da crescente demanda por mão de obra especializada e da renovação geracional da força de trabalho.
O desafio é ampliado por um cenário mais amplo da indústria nacional. De acordo com o Mapa do Trabalho Industrial 2025-2027, elaborado pelo Observatório Nacional da Indústria, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Brasil precisará qualificar cerca de 14 milhões de trabalhadores até 2027. Desse total, 11,8 milhões correspondem à atualização e requalificação de profissionais já inseridos no mercado, enquanto 2,2 milhões serão necessários para novas vagas decorrentes do crescimento da atividade industrial.
Nesse contexto, a digitalização das fábricas vem alterando o perfil profissional demandado pela indústria. Processos produtivos cada vez mais automatizados e conectados exigem competências em automação, inteligência artificial, análise de dados, monitoramento remoto, manutenção preditiva e sistemas inteligentes de controle, além de maior integração com práticas de eficiência operacional e sustentabilidade.
Conforme representantes das instituições parceiras, um dos principais objetivos do Programa de Formação Setorial é aproximar a educação profissional das necessidades da indústria, contribuindo para ampliar a oferta de mão de obra qualificada em diferentes etapas da cadeia produtiva.
“O Programa busca atuar em várias esferas, seja na formação de jovens e adultos, na qualificação de trabalhadores, na inclusão produtiva ou no desenvolvimento profissional, ampliando o acesso ao mercado de trabalho e fortalecendo a competitividade do setor”, afirmou Viviane Nunes, head de Educação da Universidade Setorial ABTCP.
Segundo a executiva, a apresentação ao Conselho da ABTCP representa um passo importante para a implementação da iniciativa e reforça o compromisso do SENAI Nacional e da Universidade Setorial ABTCP com a formação de profissionais qualificados.



