Arauco une gestão florestal, eficiência e responsabilidade socioambiental

Gestão florestal da companhia combina cultivo de eucalipto, conservação do Cerrado, bioinsumos, tecnologia e rastreabilidade na cadeia produtiva, protegendo mais de 84 mil hectares de vegetação nativa no Brasil

A produção de madeira para a indústria de celulose e painéis exige uma gestão florestal que vai além do cultivo de árvores. O planejamento das áreas, a conservação do solo e dos recursos hídricos, o monitoramento da biodiversidade e a rastreabilidade da matéria-prima são etapas que integram a atividade e influenciam toda a cadeia produtiva.

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Na Arauco, essa estratégia envolve uma base florestal global de 1,8 milhão de hectares, dos quais mais de 27% correspondem a áreas de floresta nativa e proteção. No Brasil, a companhia mantém mais de 84 mil hectares de vegetação nativa em sua operação de Mato Grosso do Sul, onde desenvolve o cultivo de eucalipto e o Projeto Sucuriú.

A base florestal da Arauco no estado soma cerca de 350 mil hectares. Desse total, 218 mil hectares são destinados ao cultivo de eucalipto, enquanto mais de 84 mil hectares são reservados à preservação da vegetação nativa do Cerrado. A área de conservação representa aproximadamente 25% do patrimônio sob gestão da companhia em Mato Grosso do Sul, acima dos 20% exigidos pela legislação.

O planejamento para expansão das áreas cultivadas segue ainda o compromisso de conversão zero de vegetação nativa. Para isso, a companhia prioriza áreas que já foram utilizadas historicamente para pecuária ou agricultura e que podem ser recuperadas por meio do cultivo florestal e do enriquecimento de matéria orgânica.

Essa estratégia procura conciliar a ampliação da produção com a conservação dos ambientes naturais existentes no território. Nas áreas de cultivo, o manejo florestal utiliza métodos convencionais, sem o uso de transgênicos, e inclui práticas voltadas à conservação do solo, ao controle da erosão e à proteção do ciclo hídrico.

“A partir da natureza e de fontes renováveis, contribuímos com as pessoas e com o planeta. Guiados pelo lema ‘Renováveis para uma vida melhor’, nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável reflete-se diretamente no manejo florestal, na economia circular e na captura contínua de carbono. No Projeto Sucuriú, demonstramos na prática que o crescimento produtivo de alta eficiência caminha lado a lado com o respeito ao solo, à água e à conservação do Cerrado”, destaca Theofilo Militão, diretor de Sustentabilidade e Relações Institucionais da Arauco.

Tecnologia acompanha biodiversidade

A conservação das áreas nativas é acompanhada por programas de monitoramento da fauna e da flora. Entre as ferramentas utilizadas estão drones equipados com câmeras termais, pesquisas botânicas e armadilhas fotográficas, que permitem acompanhar a presença e a distribuição de espécies nas áreas sob gestão da companhia.

Um dos destaques é a Área de Alto Valor de Conservação (AAVC) Refúgio das Antas, localizada em Água Clara (MS). A reserva possui 3.257 hectares e já teve 340 espécies de fauna e 91 de flora catalogadas. Entre os registros estão 12 espécies ameaçadas de extinção, incluindo a onça-pintada.

O monitoramento da biodiversidade também está inserido no Projeto Sucuriú, acompanhando diferentes etapas do empreendimento, desde as obras até a futura operação.

“Ao proteger a biodiversidade e manter ecossistemas saudáveis, unimos inovação, rigor técnico e valor compartilhado, reafirmando que o desenvolvimento industrial só é pleno quando alinhado ao equilíbrio ambiental e ao respeito às próximas gerações”, conclui.

A gestão das áreas florestais também envolve uma estrutura dedicada à prevenção e ao combate a incêndios. A Arauco mantém monitoramento contínuo, 24 horas por dia, a partir da Central de Incêndio em Três Lagoas (MS). No campo, a estrutura conta com 30 brigadas terrestres, entre quatro e cinco aeronaves e cerca de 300 profissionais especializados.

Bioinsumos reduzem pressão sobre defensivos

A busca por alternativas para o manejo florestal também envolve o controle de pragas. Em Três Lagoas, a Arauco mantém uma produção própria de bioinsumos desenvolvida em parceria com o Instituto Senai de Inovação em Biomassa.

O trabalho utiliza microvespas parasitoides como inimigas naturais das lagartas desfolhadoras do eucalipto. Milhões desses insetos já foram liberados na região, de acordo com a companhia, como parte de uma estratégia para reduzir a necessidade de defensivos químicos e favorecer o equilíbrio ecológico nos plantios.

A abordagem também se relaciona ao aproveitamento de recursos e à economia circular adotada pela empresa, que inclui a otimização de subprodutos e uma política de zero envio de resíduos para aterros industriais. Essas práticas são complementadas por certificações internacionais relacionadas à gestão florestal e à cadeia de suprimentos.

Ao mesmo tempo, o manejo busca preservar a capacidade produtiva do solo. Durante as operações de colheita, parte dos resíduos vegetais permanece sobre a terra, enquanto o preparo conservacionista em curva de nível contribui para reduzir o escoamento da água e os riscos de erosão.

“O cuidado com o cultivo começa no planejamento do solo. Adotamos o preparo conservacionista em curva de nível para diminuir o escoamento hídrico e conter riscos de erosão. Além disso, mantemos a maior quantidade possível de resíduos vegetais, como folhas, galhos e cascas, sobre a terra durante a colheita, criando uma barreira física contra as chuvas e enriquecendo a microbiota com matéria orgânica”, afirma Ricardo Austin, diretor florestal da Arauco.

Para a companhia, a gestão das florestas também está relacionada à captura e ao armazenamento de carbono. As áreas de cultivo e de vegetação nativa contribuem para esse processo, inserindo a atividade florestal em uma estratégia mais ampla de mitigação das mudanças climáticas.

“Para nós, a árvore é o símbolo máximo de todo esse trabalho. Ela representa um ciclo vivo que protege os recursos hídricos e preserva o equilíbrio ecossistêmico. A madeira não é apenas uma matéria-prima industrial, mas o resultado de um compromisso contínuo com a inovação, a regeneração do solo e a preservação ambiental”, finaliza Austin.

Rastreabilidade acompanha a madeira até o painel

A gestão da cadeia florestal se estende também às operações de madeira da Arauco. No Paraná e no Rio Grande do Sul, a divisão processa 2,5 milhões de toneladas de madeira por ano destinadas à fabricação de painéis.

Nesse processo, a rastreabilidade da matéria-prima adquirida de terceiros é uma das ferramentas utilizadas para verificar a origem da madeira e assegurar o atendimento aos critérios ambientais e de manejo estabelecidos pela companhia.

Segundo a Arauco, metade do volume processado possui certificação FSC® (Forest Stewardship Council®), enquanto a outra metade segue o protocolo de Madeira Controlada FSC®, alinhado à Avaliação Nacional de Risco (ANR). A estrutura de controle inclui ainda certificações de Cadeia de Custódia, operação Multisite e uso da marca. Dessa forma, a companhia acompanha diferentes etapas da cadeia de fornecimento, incluindo a matéria-prima adquirida de terceiros.

Os painéis produzidos também atendem à certificação internacional CARB, relacionada aos níveis de emissão de formaldeído. Em 2020, a Arauco tornou-se, segundo a companhia, a primeira empresa do setor no mundo a receber a certificação de Carbono Neutro, com inventário emitido pela Deloitte e auditado pela PricewaterhouseCoopers.

“A nossa responsabilidade vai muito além do que cultivamos no campo; ela se estende por toda a cadeia até chegar ao painel de madeira. Quando unimos a solidez das nossas práticas, o rigor dos processos e o pioneirismo em sustentabilidade climática, provamos que a transparência e a segurança ambiental são pilares essenciais”, destaca Jorge Souza Gomes, coordenador de Planejamento e Madeira Controlada da Arauco.

“Garantir 100% de rastreabilidade e atender a padrões internacionais rigorosos é o nosso compromisso diário com o mercado e com as próximas gerações”, reforça.

Para assegurar essa rastreabilidade, a companhia realiza verificações de documentos ambientais e fundiários, auditorias presenciais e análise temporal de imagens de satélite dos últimos 15 anos. O objetivo é verificar o histórico das áreas de origem da madeira e comprovar a ausência de conversão de vegetação nativa.

Por meio de plataformas digitais, a Arauco integra informações sobre a origem da matéria-prima, incluindo a localização da propriedade, licenças ambientais e nota fiscal. Assim, o acompanhamento se estende desde a área de origem até o produto final.

A combinação entre produção florestal, conservação, tecnologia e rastreabilidade evidencia a complexidade da gestão de uma cadeia baseada em recursos renováveis. No caso da Arauco, o modelo reúne áreas destinadas ao cultivo de eucalipto e à preservação da vegetação nativa, ao mesmo tempo em que incorpora ferramentas de monitoramento, controle biológico e verificação da origem da madeira.

Fonte: Arauco

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