A Suzano registrou receita líquida de R$ 16,5 bilhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 36% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado representa o maior faturamento trimestral da história da companhia, que passou a consolidar os resultados da Arbex, joint venture formada com a Kimberly-Clark em julho deste ano.
No período, o EBITDA ajustado somou R$ 5,7 bilhões, crescimento de 9% na comparação anual. A geração de caixa operacional alcançou R$ 3,8 bilhões, avanço de 12% em relação ao terceiro trimestre de 2025. Já o lucro líquido foi de R$ 2,1 bilhões.
Com participação societária de 51% na Arbex, a Suzano passou a consolidar 100% das demonstrações financeiras da joint venture a partir deste trimestre. Os 49% restantes, pertencentes à Kimberly-Clark, permanecem registrados como participação de não controladores.
“Este trimestre inaugura uma nova fase na trajetória da Suzano. Com a Arbex, somos agora uma companhia com atuação mais ampla, tanto geograficamente quanto em nosso portfólio de produtos. Essa combinação, aliada ao nosso foco contínuo em competitividade, fortalece ainda mais a Suzano e reforça nosso posicionamento de longo prazo. Nossa prioridade continua sendo executar nossa estratégia com disciplina e transformar as oportunidades que temos pela frente em valor sustentável para nossos stakeholders”.
Beto Abreu, presidente da Suzano.
Vendas e desempenho da unidade de Bens de Consumo
No terceiro trimestre, a Suzano comercializou 3,2 milhões de toneladas de celulose, matéria-prima utilizada na fabricação de produtos como papel higiênico, papéis para embalagens e papéis de imprimir e escrever. As vendas de Papel e Embalagens totalizaram 374 mil toneladas.
Já a Unidade de Bens de Consumo, que passou a incorporar as vendas da Arbex às operações da Suzano no Brasil, registrou volume comercializado de 299 mil toneladas no período.
A incorporação da joint venture amplia a presença internacional da companhia e diversifica suas fontes de receita. No trimestre, a Unidade de Bens de Consumo alcançou receita líquida de R$ 5 bilhões, dos quais R$ 4,2 bilhões provenientes do mercado externo. O EBITDA ajustado da unidade foi de R$ 803 milhões, enquanto a geração de caixa operacional totalizou R$ 609 milhões.
Endividamento
A alavancagem da Suzano encerrou o terceiro trimestre em 3,7 vezes em dólar. O indicador foi influenciado pelo desembolso de US$ 1,3 bilhão para a aquisição de 51% de participação na Arbex, pela incorporação integral da dívida líquida da joint venture e pela consolidação de apenas três meses de seu EBITDA ajustado no balanço da companhia.
Considerando o resultado pró-forma da Arbex nos últimos 12 meses em conjunto com o EBITDA ajustado da Suzano, a relação entre dívida líquida e EBITDA ajustado seria de 3,4 vezes ao final do trimestre.
A incorporação integral dos resultados da joint venture ao cálculo do endividamento líquido será refletida somente ao final do segundo trimestre de 2027. Até lá, o indicador de alavancagem incorporará gradualmente o EBITDA ajustado da Arbex a cada trimestre.
Nova estrutura de reporte
Com a consolidação dos resultados da Arbex, a Suzano também adotou uma nova estrutura de divulgação financeira. A companhia passou de duas unidades de negócio — Celulose e Papel e Embalagens — para três: Celulose, Bens de Consumo e Papel e Embalagens.
A unidade de Bens de Consumo reúne a fabricação de produtos como papel higiênico, guardanapos e panos reutilizáveis, anteriormente reportados em Papel e Embalagens, e passa a incluir também os resultados da Arbex.
Com a mudança, a unidade de Papel e Embalagens passa a contemplar exclusivamente os negócios de papel cartão, papéis para imprimir e escrever e papéis especiais, incluindo aqueles utilizados na fabricação de copos e canudos.



