A madeira é responsável por cerca de 40% do custo de produção de celulose no Brasil. Por conta disso, pesquisar formas de um manejo correto e com espécies perfeitamente adequadas à região em que estão plantadas está entre os grandes desafios para o setor.
O caso mais famoso é o do eucalipto, árvore australiana que em território nacional se mostrou capaz de oferecer a maior produtividade do mundo, devido aos estudos genéticos e desenvolvimentos de clones, facilmente feitos por meio de mudas. Já para a fibra longa, necessária principalmente no setor de embalagem por causa de suas características de rigidez, o desafio se revela um pouco mais complexo. Justamente por isso, a Rigesa, fabricante brasileira de embalagens e subsidiária da norte-americana MeadWestvaco, está comemorando o fato de ter conduzido um estudo pioneiro para clonar a espécie no País e tornar as plantações homogêneas e mais adaptadas aos locais onde estão inseridas. “O início da clonagem de Pinus taeda depende da tecnologia de embriogênese somática, método recente e complexo”, explica o entrevistado do mês, Guilherme Paim, gerente geral de Desenvolvimento e Tecnologia da Rigesa.
Ele explica que a empresa já faz pesquisas sobre o tema há 50 anos e hoje realiza testes em 800 clones de Pinus taeda. “Em fevereiro de 2006, após a implantação de testes genéticos para a escolha dos clones mais promissores, foi estabelecido o primeiro plantio clonal em escala operacional desta espécie no Brasil”, conta. A Rigesa possui sete fábricas no Brasi e 54 mil hectares de áreas florestais certificadas pelo Programa Brasileiro de Certificação Florestal (Cerflor).
Revista O Papel – Qual é o histórico da Rigesa no Brasil no estudo de clones de pínus?
Ricardo Paim – Durante anos, a Rigesa realizou estudos de melhoramento genético florestal com o intuito de obter os melhores exemplares de pínus. No caso da pesquisa de Pinus taeda, principal espécie plantada para fins comerciais no Sul do Brasil, a companhia iniciou a pesquisa no início dos anos 1960. Quase 40 anos depois, em 1997, a Rigesa iniciou os primeiros testes com o processo de embriogênese somática nos Estados Unidos. Atualmente, a companhia tem mais de 800 clones de Pinus taeda sendo testados em campo e conta com 30 profissionais focados em melhoramento genético e biotecnologia florestal, biometria e produtividade florestal. Em fevereiro de 2006, após a implantação de testes genéticos para a escolha dos clones mais promissores, foi estabelecido o primeiro plantio clonal em escala operacional desta espécie no Brasil. Em 2010, os plantios clonais de Pinus taeda se encontram em estágio avançado de desenvolvimento, com excelentes resultados de crescimento e uniformidade.
* Leia a entrevista completa no PDF
O caso mais famoso é o do eucalipto, árvore australiana que em território nacional se mostrou capaz de oferecer a maior produtividade do mundo, devido aos estudos genéticos e desenvolvimentos de clones, facilmente feitos por meio de mudas. Já para a fibra longa, necessária principalmente no setor de embalagem por causa de suas características de rigidez, o desafio se revela um pouco mais complexo. Justamente por isso, a Rigesa, fabricante brasileira de embalagens e subsidiária da norte-americana MeadWestvaco, está comemorando o fato de ter conduzido um estudo pioneiro para clonar a espécie no País e tornar as plantações homogêneas e mais adaptadas aos locais onde estão inseridas. “O início da clonagem de Pinus taeda depende da tecnologia de embriogênese somática, método recente e complexo”, explica o entrevistado do mês, Guilherme Paim, gerente geral de Desenvolvimento e Tecnologia da Rigesa.
Ele explica que a empresa já faz pesquisas sobre o tema há 50 anos e hoje realiza testes em 800 clones de Pinus taeda. “Em fevereiro de 2006, após a implantação de testes genéticos para a escolha dos clones mais promissores, foi estabelecido o primeiro plantio clonal em escala operacional desta espécie no Brasil”, conta. A Rigesa possui sete fábricas no Brasi e 54 mil hectares de áreas florestais certificadas pelo Programa Brasileiro de Certificação Florestal (Cerflor).
Revista O Papel – Qual é o histórico da Rigesa no Brasil no estudo de clones de pínus?
Ricardo Paim – Durante anos, a Rigesa realizou estudos de melhoramento genético florestal com o intuito de obter os melhores exemplares de pínus. No caso da pesquisa de Pinus taeda, principal espécie plantada para fins comerciais no Sul do Brasil, a companhia iniciou a pesquisa no início dos anos 1960. Quase 40 anos depois, em 1997, a Rigesa iniciou os primeiros testes com o processo de embriogênese somática nos Estados Unidos. Atualmente, a companhia tem mais de 800 clones de Pinus taeda sendo testados em campo e conta com 30 profissionais focados em melhoramento genético e biotecnologia florestal, biometria e produtividade florestal. Em fevereiro de 2006, após a implantação de testes genéticos para a escolha dos clones mais promissores, foi estabelecido o primeiro plantio clonal em escala operacional desta espécie no Brasil. Em 2010, os plantios clonais de Pinus taeda se encontram em estágio avançado de desenvolvimento, com excelentes resultados de crescimento e uniformidade.
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