Não basta apenas comprar uma empresa: tem de acreditar no Brasil. Esta é a filosofia da ITT Corporation, que recentemente adquiriu a Canberra Pumps. “O País tem potencial de crescimento, baseado nas perspectivas otimistas para a economia nacional nos próximos anos”, pontua Johnny Sepulveda, gerente geral dos Negócios de Processos Industriais (IP Business) do Grupo.
A Canberra Pumps, situada na cidade de Salto, interior de São Paulo, possui uma base de 20 mil bombas instaladas. A empresa atua no setor de celulose e papel e em diversos mercados. Portanto, diz Sepulveda, a aquisição desta empresa pela ITT representa um ganho de mercado nacional, reforçando seu portfólio global de US$ 3,5 bilhões em tecnologia de fluídos.
Para os atuais clientes da Canberra, Sepulveda garante que serão beneficiados pela negociação, pela oferta de tecnologias ainda mais modernas. “Vamos introduzir a tecnologia de ponta da ITT no portfólio atual da Canberra Pumps, para atender melhor à base dos clientes brasileiros”, afirma o executivo. Especificamente em relação ao mercado papeleiro, Sepulveda diz que haverá um melhor acesso à tecnologia de bombas.
A aquisição faz parte do plano de metas da ITT, que quer iniciar sua produção local e atingir, a curto prazo, posição líder no mercado brasileiro de bombas. “Estamos presentes nos cinco continentes. Com a produção local do equipamento, nossa atuação e atendimento serão ainda melhores”, acredita Sepulveda.
Nos últimos cinco anos, a ITT investiu cerca de US$ 3 bilhões em aquisições estratégicas, incluindo-se a Canberra Pumps do Brasil. A partir de agora, a empresa pretende aumentar a capacidade fabril em Salto e modernizar a bancada de testes, para que haja um suporte dos produtos API nas indústrias de óleo e gás, mineração e outros segmentos em geral.
O executivo da ITT prefere não se pronunciar a respeito de planos futuros, por questões estratégicas de gestão, contudo garante que “a empresa chegou para ficar, investir e aumentar seus negócios, para contribuir com o desenvolvimento econômico brasileiro”.



