“A estimativa é de que US$ 75 milhões sejam investidos no setor de papel e celulose em 2011”, segundo Mehta Rajendra, diretor da SMAR, empresa focada em tecnologia e automação. A cifra, bastante expressiva, é reflexo do aumento da demanda pelos processos, com foco em inovações e adaptações tecnológicas. Tudo para aumentar a competitividade no mercado e, consequentemente, os lucros.
A busca por essas soluções é cada vez maior, o que tem atraído ao Brasil investimentos de fornecedores estrangeiros e prestadores de serviço. Dentre essas companhias, destacam-se principalmente as sueco-finlandesas e as norte-americanas, com grande expertise na área de automação.
A Honeywell é uma delas. Hoje, a norte-americana, que já atende ao mercado de papel no País e atua em sete outras segmentos de indústrias, quer mais: automatizar o mercado de celulose. Referência neste serviço para o setor no exterior, até o momento a Honeywell não conquistou nenhuma concorrência em território nacional, onde tem escritório desde 2004.
Por quê? Foi exatamente isso que motivou a vinda do vice-presidente, Henri Tausch e outros representantes, recentemente ao Brasil. A concorrência foi apontada como um dos principais obstáculos, pois com o crescimento dos países emergentes, como o Brasil, grande parte das empresas internacionais mudou o seu foco de atuação.
Isso sem falar no “crédito” conquistado com os países desenvolvidos pela estabilidade econômica e o anúncio de grandes e bilionários projetos que incluem automação neste segmento. Com isso, teremos mais concorrência, melhor oferta por tecnologia de ponta e empresas altamente qualificadas envolvidas em grandes projetos.
A Honeywell, por exemplo, já tem realizado investimentos para melhorar a atuação da empresa, com a contratação de novos profissionais e acordos estabelecidos com universidades. O objetivo no País não é só estruturar, mas consolidar esse mercado.
“Além da tecnologia, temos o mais importante, que é o conhecimento e acompanhamento do processo. Somos parceiros da empresa. Identificamos cada etapa para depois decidirmos conjuntamente pela melhor solução. É exatamente isso que o mercado busca nos dias de hoje”, ressaltou Tausch.
Para Rajendra, a vinda dessas companhias é uma via de mão dupla. “Elas trouxeram bastante know-how de processo e de engenharia, mas não em tecnologia, propriamente. A automação se adaptou a este conhecimento adicional de processo trazido por eles, com as inúmeras opções de pacotes de gerenciamento”, afirmou.
Estes sistemas ajudaram muito em melhoria de qualidade e desempenho das linhas produtivas. E os resultados são vistos em todo o globo. “No Brasil, o reflexo é o reconhecimento do País, que continua subindo no ranking de maiores produtores de celulose com qualidade, aumentando as exportações com cifras altas”, explicou o diretor da SMAR, que também é do segmento de automação e controle.



