A idéia de se classificar as regiões e os tipos de clima vem da antiga Grécia, e desde então muitas metodologias foram desenvolvidas. Mas foi no final do século XIX, em 1884, que o russo Wladimir Köppen desenvolveu o primeiro sistema quantitativo de classificação climática mundial. Köppen publicou seu doutorado sobre temperatura e crescimento de plantas em 1871. Mesmo tendo passado todos esses anos o seu sistema de classificação climática é ainda amplamente usado na silvicultura, agricultura, ecologia, botânica, geografia, hidrologia, e ciências naturais em geral.
Atualmente, a existência de maior quantidade de dados climáticos, hardwares mais eficientes, softwares como os sistemas de informação geográfica, e considerando o aumento da fragmentação das paisagens naturais, agrícolas e urbanas, justificam a reconstrução da classificação climática numa escala mais fina. Assim, considerando a utilidade do sistema de Köppen e sua ampla aplicação no Brasil, o desenvolvimento de um detalhado mapeamento foi delineado para elaborar um mapa de classificação climática na resolução de 100 m (1 ha).
Para atingir esses objetivos, os autores Clayton Alcarde Alvares (Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais – IPEF / Forest Productivity Cooperative – FPC), José Luiz Stape (North Carolina State University), Paulo Cesar Sentelhas (Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” / Universidade de São Paulo – Esalq/Usp), José Leonardo de Moraes Gonçalves (Esalq/Usp) e Gerd Sparovek (Esalq/Usp) desenvolveram um sistema de informação geográfica para identificar os tipos climáticos no Brasil com base na temperatura e precipitação mensal de 2.950 estações meteorológicas espalhadas pelo país, além de assegurar a perfeita reprodução dos critérios que definem cada um dos tipos climáticos.
O novo mapa climático obtido destacou os diferentes climas de Köppen encontrados nas paisagens brasileiras (851.487.700 ha). Foram identificadas três zonas climáticas no Brasil (A, 81,4%; B, 4,9% e C, 13,7%) onde foram descritos os seguintes tipos climáticos: Af, Am, Aw, As, Bsh, Cfa, Cfb, Cwa, Cwb, Cwc, Csa, Csb. Os autores apresentaram e discutiram os resultados como mapas, gráficos, diagramas e tabelas, permitindo assim aos leitores interpretarem a ocorrência dos tipos climáticos no Brasil.
Fonte: IPEF



