A 14.ª Semana de Celulose e Papel de Três Lagoas reuniu um público de cerca de 500 participantes, entre os dias 25 a 27 de agosto. Promovido pela Universidade Setorial ABTCP, na fábrica da Suzano, instalada na cidade sul-matogrossense, o evento deu enfoque aos desafios e caminhos para a competitividade na produção sustentável da floresta ao papel.
Ao abrir o evento, Viviane Nunes, head de Educação da Universidade Setorial ABTCP, destacou que a Semana acompanha a trajetória do setor na região e hoje tem destaque no calendário anual de eventos técnicos voltados a essa indústria.
“A Semana de Celulose e Papel de Três Lagoas é um ponto de encontro entre estudantes, indústria, comunidade e poder público. Com isso, conseguimos alavancar práticas de inovação e sustentabilidade, além de atuar na capacitação profissional de um setor que cresce cada vez mais, especialmente na região”, disse Viviane.
Durante a abertura, Eduardo Ferraz, diretor de Operações Industriais de Três Lagoas, na Suzano, comentou que o setor vive hoje uma disputa acirrada por mercado, puxada especialmente pelo avanço dos produtores asiáticos.
“O surgimento de novos concorrentes na Ásia, e em especial o crescimento dos produtores chineses, nos compele a aumentar ainda mais a nossa régua de produtividade”, afirmou.
Diante desse contexto, para o executivo, esse ganho de eficiência não pode vir isolado: “Nosso setor no Brasil só vai se manter competitivo se conseguir unir eficiência produtiva com responsabilidade ambiental e social”, disse, apontando que essa equação depende de parcerias com instituições de pesquisa, poder público, fornecedores e comunidades do entorno.
Para Eduardo Ferraz, sediar a Semana dentro da própria unidade reforça o propósito de aproximação. “O grande valor está na troca real entre quem pesquisa, quem trabalha na indústria e quem está se formando agora, e isso só acontece porque há esse tipo de parceria entre empresas, universidades e entidades como a ABTCP”, avalia o executivo.
Segundo ele, essa aproximação com os estudantes reforça que existe, hoje, um caminho de carreira concreto no setor em Mato Grosso do Sul – e é essa rede, entre indústria, ensino e poder público, que vai definir se o crescimento da região seguirá, de fato, sustentável.
Na visão de Viviane Nunes, a capacidade de acompanhar as transformações do setor é um dos fatores que ajudam a explicar a longevidade do evento, nesta 14.ª edição. “O principal segredo é entender no que o evento precisa evoluir junto com o público e com o setor.” A executiva explicou que a Semana foi criada com profissionais e empresas e, ao longo de sua trajetória, passou a incorporar novos temas e formatos para acompanhar as demandas e mudanças da indústria.
Com isso, uma programação de três dias contemplou palestras e discussões distribuídas em seis painéis: Celulose, Gente e Gestão, Meio Ambiente, Recuperação e Utilidades, Papel, e Indústria 5.0.
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