COP30: Pesquisa inédita identifica tecnologias ancestrais de comunidades quilombolas em todo o Brasil

Lançamento do Instituto Sumaúma visa mapear, documentar e compartilhar práticas culturais e comunicacionais desenvolvidas em diferentes territórios

Uma pesquisa pioneira que mapeia como a cultura quilombola fortalece a luta por justiça climática será lançada pelo  Instituto Sumaúma, organização sem fins lucrativos voltada para a pesquisa de impacto social, durante a COP30, em Belém. O estudo, que será apresentado nos dias 12 e 13 de novembro, visa mapear, documentar e compartilhar práticas culturais e comunicacionais desenvolvidas em diferentes territórios quilombolas no Brasil.

A pesquisa, intitulada “Corpos-territórios quilombolas e o fio conectado da ancestralidade: entre as agendas de justiça climática e as práticas culturais e comunicacionais” vai além de um diagnóstico quantitativo. A análise foi construída em diálogo direto com lideranças quilombolas de todo o Brasil, por meio de entrevistas aprofundadas e grupos focais.

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Para Taís Oliveira, diretora do Instituto Sumaúma, o lançamento na COP30 é uma intervenção política para corrigir uma falha grave nas negociações climáticas. “A conta simplesmente não fecha. As comunidades que mais sofrem com os impactos das mudanças climáticas são justamente as que detêm saberes ancestrais e tecnologias sociais para adaptações, mas suas soluções são invisibilizadas. Com esses dados, nossa proposta é pautar diretamente a criação e o fortalecimento de políticas públicas voltadas para justiça climática, e fortalecer o ecossistema de suporte destas comunidades”, explica.

De acordo com Juliane Sousa, quilombola jornalista e pesquisadora que atua como consultora convidada na pesquisa, os hábitos culturais e comunicacionais dos povos quilombolas ainda são poucos compreendidos. “Ainda existe uma imagem equivocada e até estereotipada de que os quilombolas vivem isolados, e essa não é a realidade. Assim como outras populações, nós também temos acesso à internet, frequentamos faculdade e levamos uma vida como qualquer outra. A diferença está na nossa relação com a natureza, que vem de nossas heranças ancestrais e se baseia no cuidado com todas as formas de vida. Para nós, nada disso é novo, é só a maneira como vivemos”, comenta.

SERVIÇO:
Pré-lançamento da pesquisa “Corpos-territórios quilombolas e o fio conectado da ancestralidade: entre as agendas de justiça climática e as práticas culturais e comunicacionais”
Data: 12 de novembro de 2025
Horário:  das 10h às 12h

Local: Rua Cônego Jerônimo Pimentel, 315, Umarizal. Belém/PA – Casa das ONGs

Lançamento da pesquisa: “Corpos-territórios quilombolas e o fio conectado da ancestralidade: entre as agendas de justiça climática e as práticas culturais e comunicacionais”

Data: 13 de novembro

Horário: a partir das 08h

Local: Passagem Paulo VI, 244 – Cremação. Belém/PA – Cedenpa

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