Exportação de produtos madeireiros mantém mesmo patamar de 2023

Apesar da estabilidade no valor geral, produtos como o compensado de Pinus apresentaram um crescimento de mais de 13%

Os números das exportações de produtos madeireiros em 2024 permanecem próximos aos de 2023, com um total de US$ 2,8 bilhões exportados até outubro, valor apenas 1% superior ao mesmo período do ano anterior. Apesar da estabilidade no valor geral, produtos como o compensado de Pinus apresentaram um crescimento de mais de 13% no mesmo período.

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Os dados foram apresentados no 11º episódio do Podcast WoodFlow pelo Head de Desenvolvimento Estratégico da STCP, Marcelo Wiecheteck, em uma conversa com Gustavo Milazzo, CEO da WoodFlow, e Mariza Marcon, Gerente Industrial e Florestal da Imaribo.

Logística e Competitividade

Wiecheteck apontou que o desempenho modesto das exportações reflete, em parte, os desafios logísticos do Brasil. “As incertezas de embarques e a falta de regularidade na oferta para compradores internacionais têm diminuído nossa competitividade no mercado externo”, destacou.

Dinâmica do Mercado Interno e Externo

Mariza Marcon explicou como a Imaribo adaptou sua estratégia desde 2022, destinando 50% da produção de madeira serrada de Pinus ao mercado interno e o restante para exportação. Apesar disso, grande parte do mercado interno é indireta, pois a madeira serrada é transformada em móveis ou molduras e, em seguida, exportada.

“O Brasil produz cerca de 8,2 milhões de m³ de madeira serrada de Pinus, sendo 5,6 milhões de m³ destinados ao mercado interno e 2,6 milhões de m³ exportados como matéria-prima. Entretanto, muitos desses produtos ganham valor agregado antes de atingir o mercado externo”, explicou Wiecheteck.

Futuro das Serrarias no Brasil

Mariza destacou o avanço tecnológico como essencial para o futuro das serrarias, focando em minimizar perdas e aumentar o aproveitamento das toras. “A sobrevivência das serrarias está em agregar valor ao produto final. Precisamos buscar formas de oferecer produtos de maior qualidade e maior valor agregado”, afirmou.

Ela ainda ressaltou a evolução tecnológica das indústrias brasileiras, com equipamentos avançados para atender mercados exigentes como Estados Unidos e Europa.

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(Fonte: Podcast WoodFlow e dados ComexStat)

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