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Fibria Define Estrutura De Financiamento De R$ 8,7 Bi

A Fibria já estruturou todo o financiamento para o Projeto Horizonte 2, que ampliará a capacidade de produção de sua Unidade de Três Lagoas, localizada no estado do Mato Grosso do Sul. O investimento total foi revisado para R$ 8,7 bilhões, equivalente a cerca de US$ 2,2 bilhões, uma redução do CAPEX (investimento de capital) inicial de US$ 2,5 bilhões. 
Segundo o diretor de Finanças e Relações com Investidores da Fibria, Guilherme Cavalcanti, a combinação de financiamento e capital próprio permitiu que a companhia chegasse a um custo médio de 2% ao ano, em dólar. A solução financeira para o projeto irá melhorar a qualidade de crédito da companhia, reduzindo o juro médio de 3,3% para 2,8%, com vencimento com prazos mais longos.
Cerca de 30% do volume total do financiamento – o equivalente a R$ 2,6 bilhões – virão da forte geração de caixa da Fibria, que vem registrando recordes operacionais consistentes. 
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) poderá financiar R$ 1,7 bilhão, caso o projeto, em fase de análise, venha a ser aprovado, o que representa cerca de 20% do total. Para esse crédito, a Fibria se enquadrou no Programa de Incentivo ao Mercado de Renda Fixa do BNDES/ANBIMA e já realizou a emissão de títulos de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), que dará acesso a uma parcela maior do crédito do BNDES em TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo). Emitido pela primeira vez pela Fibria, o CRA teve uma forte demanda e ajudou a estimular o mercado de capitais nacional, com recorde de investidores distribuindo o título: uma participação de 34 corretoras de valores mobiliários. A emissão foi de R$ 675 milhões, com taxa de 99% do CDI. 
A Fibria tem ainda um financiamento de R$ 1 bilhão enquadrado no projeto da SUDECO (Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste) do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). O enquadramento saiu em outubro e a expectativa é de conclusão da operação até o final de dezembro.
No mercado externo, a Fibria acessou duas linhas, sendo US$ 400 milhões em empréstimo sindicalizado, via pré-pagamento de exportação, com custo médio de taxa Libor mais 1,43% e prazo médio de 5 anos; e outros US$ 300 milhões com a agência de crédito de exportação Finnvera (Finlândia), que financia equipamentos deste país.
“Como possui grau de investimento pelas agências de classificação de risco, a Fibria conseguiu, ao estruturar o financiamento do projeto Horizonte 2, acessar as melhores oportunidades de mercado, com linhas aderentes ao perfil do fluxo de caixa da empresa, com contrapartidas das melhores instituições internacionais de crédito”, afirma o gerente geral de Tesouraria, Marcelo Habibe. 
O Projeto Horizonte 2
As obras do projeto Horizonte 2 já começaram e seguem dentro do cronograma. No dia 30 de outubro foi realizado o lançamento da pedra fundamental do projeto, que deve entrar em operação no último trimestre de 2017. 
A nova linha de produção de celulose da Fibria em Três Lagoas (MS) irá gerar, ao longo das obras, 40 mil postos de trabalho. Ao final do projeto, 3 mil postos de trabalho serão criados, entre diretos e indiretos. 
A celulose produzida pela Fibria em Três Lagoas, além de ser vendida ao mercado interno, é levada por transporte ferroviário até o Porto de Santos (SP), de onde é exportada para os mercados europeu, norte-americano e asiático. Somando todas as unidades da empresa, a capacidade total de produção passará dos atuais 5,3 milhões de toneladas de celulose/ano para mais de 7 milhões de toneladas de celulose/ano, consolidando a Fibria como a maior produtora mundial de celulose de eucalipto.
Fonte: Fibria

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