O que era tendência virou fato: a certificação florestal já faz parte da dinâmica de toda a indústria de celulose e papel, e os clientes exigem, cada vez mais, selos que comprovem boas práticas ambientais e sociais na hora de adquirir produtos. “A certificação tem um impacto importante no mercado; quem não paga a mais por isso, hoje, logo irá fazê-lo, pois os mercados consumidores vão demandar esses produtos”, afirma Antônio Maciel, presidente da Suzano. O executivo foi um dos palestrantes do evento Brasil certificado, realizado no mês de abril em São Paulo e que contou com a presença de diversos CEOs do setor florestal e membros de instituições certificadoras.
Conforme Roberto Waack, presidente do Conselho Internacional do Forest Stewardship Council (FSC) – no País, chamado de Conselho Brasileiro de Manejo Florestal –, o Brasil é um dos principais mercados de certificação florestal do mundo. “Não há modo de as empresas daqui não se destacarem dentro da instituição, devido ao potencial das florestas e ao mercado global de produtos florestais conquistado pelas empresas brasileiras”, diz.
José Luciano Penido, presidente do conselho da Fibria, ressaltou, durante o evento, que a companhia está comprometida em certificar todas as suas áreas florestais pelo FSC e pelo Programa Brasileiro de Certificação Florestal (Cerflor). “Nossa forma de gerenciar as florestas tem de atender às exigências dos dois órgãos certificadores. Assim, nossos clientes podem decidir qual selo é melhor para o seu negócio”, explica. Segundo ele, as unidades de Três Lagoas (MS) e Jacareí (SP) e também a da Veracel na Bahia, administrada pela Fibria com a Stora Enso, já possuem o FSC. A empresa está em processo de obter a mesma certificação para a unidade da antiga Aracruz, no Espírito Santo, que deverá estar completa em 2013, além do selo do Cerflor para a planta de Jacareí.
Penido diz que a empresa tem plena convicção da importância da certificação florestal para contar com um modelo de gestão que leva à sustentabilidade florestal. Segundo ele, a exigência pelo constante melhoramento de padrões e práticas é um instrumento poderoso para mobilizar transformações que valorizam a sociedade, resultando em benefícios concretos. “Por isso tudo, consideramos fundamental na estratégia de nosso negócio o sistema de certificação, que também gera interação com órgãos públicos, abre novas oportunidades no mercado mundial e traz o reconhecimento internacional de nossos produtos”, explica.
Na avaliação de Sergio Amoroso, presidente do Grupo Orsa, também é importante considerar que os consumidores brasileiros ainda não estão conscientes da importância dos selos e, por isso, acabam não valorizando adequadamente os produtos certificados. “As empresas do setor devem desenvolver estratégias de comunicação para que o consumidor consiga diferenciar e perceber o valor desses produtos. Em contrapartida, o Estado deve agir como indutor do pensamento favorável diante de um produto certificado”, afirmou.
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Conforme Roberto Waack, presidente do Conselho Internacional do Forest Stewardship Council (FSC) – no País, chamado de Conselho Brasileiro de Manejo Florestal –, o Brasil é um dos principais mercados de certificação florestal do mundo. “Não há modo de as empresas daqui não se destacarem dentro da instituição, devido ao potencial das florestas e ao mercado global de produtos florestais conquistado pelas empresas brasileiras”, diz.
José Luciano Penido, presidente do conselho da Fibria, ressaltou, durante o evento, que a companhia está comprometida em certificar todas as suas áreas florestais pelo FSC e pelo Programa Brasileiro de Certificação Florestal (Cerflor). “Nossa forma de gerenciar as florestas tem de atender às exigências dos dois órgãos certificadores. Assim, nossos clientes podem decidir qual selo é melhor para o seu negócio”, explica. Segundo ele, as unidades de Três Lagoas (MS) e Jacareí (SP) e também a da Veracel na Bahia, administrada pela Fibria com a Stora Enso, já possuem o FSC. A empresa está em processo de obter a mesma certificação para a unidade da antiga Aracruz, no Espírito Santo, que deverá estar completa em 2013, além do selo do Cerflor para a planta de Jacareí.
Penido diz que a empresa tem plena convicção da importância da certificação florestal para contar com um modelo de gestão que leva à sustentabilidade florestal. Segundo ele, a exigência pelo constante melhoramento de padrões e práticas é um instrumento poderoso para mobilizar transformações que valorizam a sociedade, resultando em benefícios concretos. “Por isso tudo, consideramos fundamental na estratégia de nosso negócio o sistema de certificação, que também gera interação com órgãos públicos, abre novas oportunidades no mercado mundial e traz o reconhecimento internacional de nossos produtos”, explica.
Na avaliação de Sergio Amoroso, presidente do Grupo Orsa, também é importante considerar que os consumidores brasileiros ainda não estão conscientes da importância dos selos e, por isso, acabam não valorizando adequadamente os produtos certificados. “As empresas do setor devem desenvolver estratégias de comunicação para que o consumidor consiga diferenciar e perceber o valor desses produtos. Em contrapartida, o Estado deve agir como indutor do pensamento favorável diante de um produto certificado”, afirmou.
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