No final de setembro, a Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ) lançou o documentário Novas Raízes – Escolhas do Futuro. A estreia, realizada no cinema Kinoplex Itaim, em São Paulo-SP, contou com a participação dos porta-vozes que atuaram no documentário e com o prestígio de personalidades do setor, reunindo um público médio de 250 pessoas.
A produção, com 47 minutos de duração e disponível no canal Discovery e na plataforma de streaming HBO Max, apresenta as práticas e as particularidades do setor de árvores plantadas, destacando-o como um aliado estratégico na mitigação dos efeitos causados pela mudança climática.
O documentário traz histórias de profissionais que atuam diariamente no cultivo e em áreas de pesquisa e desenvolvimento de soluções inovadoras, que conciliam tecnologia, engenharia genética, biotecnologia e práticas agrícolas sustentáveis. Com direção de Eduardo Rajabally e pesquisa e roteiro de Kenya Zanatta, o projeto conta ainda com o apoio de 15 empresas da indústria de base florestal: Bracell, Eldorado, Klabin, Smurfit Westrock, Suzano, CMPC, Papirus, BO Paper, Ibema, Irani, Norflor, Quick-Step, RMS, TTG Brasil e Veracel.
Ao anunciar a primeira exibição da obra, Paulo Hartung, presidente da IBÁ, exaltou a atuação do setor de árvores cultivadas para fins industriais e para restauração de nativas, pautada por sustentabilidade, ressaltando a contribuição expressiva que já oferece ao contexto atual. “A COP30 nos dará a oportunidade de mostrar ao mundo que é possível atuar de forma competitiva e sustentável, mantendo o olhar nas futuras gerações.”
A evolução do setor estende-se ainda ao relacionamento estabelecido com todos os stakeholders da cadeia, como elucidou Hartung, em atendimento exclusivo à revista O Papel.
“O setor tem avançado muito nos últimos anos, não só na sua capacidade produtiva e na sua produtividade de forma geral, como na forma de se relacionar com as comunidades vizinhas dos locais onde está instalado, assim como com o poder público e com a sociedade brasileira. Os produtos que compõem o portfólio do setor, como mostra o documentário, dialogam com o consumidor moderno e atendem à busca crescente por soluções alternativas aos materiais de origem fóssil. Toda essa combinação de avanços tem ajudado o setor a se aproximar da sociedade, firmando sua posição nos caminhos estratégicos que levarão à bioeconomia.”
Na avaliação do embaixador José Carlos da Fonseca Jr., presidente-executivo da Associação Brasileira de Embalagens em Papel (Empapel), o setor de árvores plantadas tem um horizonte promissor pela frente. Saber esclarecer qual papel desempenha socialmente, economicamente e ambientalmente, contudo, é um desafio a ser enfrentado.
“Temos de mostrar como chegamos até aqui e quais perspectivas temos diante de nós, dado que somos um setor intensamente dedicado à inovação e ao desenvolvimento de novos produtos. O documentário ajuda a superar esse desafio constante de contar como a trajetória foi percorrida e onde pode chegar, numa linguagem compreensível ao grande público”, detalhou. “Estamos muito felizes e orgulhosos com o resultado de um trabalho que envolveu um esforço coletivo”, completou sobre o projeto.
Carlos Aguiar, ex-presidente da Aracruz Celulose/Fibria e atual presidente do Conselho do Espírito Santo em Ação, conferiu a sessão de estreia do documentário e elogiou a iniciativa. “Atuo no setor de celulose e papel desde a década de 1970, época em que o setor era muito preocupado com o desenvolvimento das árvores plantadas vindas de fora do Brasil. Investiu em inovação e biotecnologia, conseguindo muitos avanços. Mais adiante, passou a dar enfoque às questões ambientais, seja no manejo das florestas, na área fabril, na redução do consumo de água e insumos químicos e na recirculação e reciclagem de recursos, destacando-se como um setor exemplar nestas áreas.
Junto com estes cuidados, direcionou o olhar para as questões sociais e as certificações dos plantios. Conforme crescia em volumes de produção e exportação, melhorava também sua sustentabilidade”, resumiu sobre os incrementos conquistados ao longo da trajetória. “Feito de forma independente e altamente profissional, o ótimo documentário estreita a comunicação com o grande público, consolidando a verdadeira imagem do setor e coroando mais de 40 anos de evolução em escala e internacionalização de atributos verdadeiros e sustentáveis”, frisou Aguiar.



