A Irani Papel e Embalagem registrou receita líquida de R$ 456,6 milhões no terceiro trimestre de 2026, crescimento de 5,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado representa um recorde trimestral histórico para a companhia, assim como o Ebitda ajustado, que atingiu R$ 152 milhões, alta de 3,9% na comparação anual. A margem do indicador foi de 33,3%.
O desempenho foi impulsionado principalmente pelo segmento de Embalagens Sustentáveis, que apresentou crescimento de 11,5% nas vendas em relação ao terceiro trimestre de 2025. O avanço superou o desempenho do mercado brasileiro de papelão ondulado, que registrou retração de 0,1% no período, segundo dados da Empapel.
Com o resultado, a participação de mercado (market share) da Irani passou de 3,8% no terceiro trimestre de 2025 para 4,3% no mesmo período de 2026. O volume de vendas alcançou o maior patamar trimestral desde 2019.
Segundo André Camargo de Carvalho, diretor de Administração, Finanças e Relações com Investidores da companhia, o desempenho reflete a mudança de estratégia comercial, que passou a priorizar a retomada dos volumes após um ciclo de maior concentração nos preços.
A produção total de papéis para embalagens sustentáveis também atingiu recorde, com 85,2 mil toneladas, crescimento de 5,4% na comparação anual. O resultado foi favorecido principalmente pelo avanço da curva de ramp-up do Projeto Gaia XI, que envolveu a reforma da Máquina de Papel 5 e ampliou a capacidade de produção de papéis rígidos destinados à fabricação de papelão ondulado.
O lucro líquido da Irani somou R$ 56,5 milhões no terceiro trimestre, alta de 34,3% em relação ao mesmo período de 2025. A evolução foi impulsionada principalmente pelo resultado operacional e pela maior contribuição da variação do valor justo dos ativos biológicos.
Geração de caixa e retorno sobre o capital
A Irani gerou R$ 96,6 milhões em Fluxo de Caixa Livre Ajustado no terceiro trimestre de 2026. Considerando os últimos 12 meses, o Free Cash Flow Yield atingiu 18,1%, enquanto o retorno sobre o capital investido (ROIC) ficou em 18,8%.
A companhia também avançou na Plataforma Gaia, com o desenvolvimento do Projeto Gaia XII, que prevê a expansão da capacidade produtiva de papel da unidade de Santa Luzia, em Minas Gerais.
O investimento bruto estimado é de R$ 514 milhões e contempla a ampliação de 60% da capacidade produtiva da Máquina de Papel 07, além da conclusão da modernização do parque industrial da unidade.
De acordo com Carvalho, a empresa consolidou as principais definições técnicas e frentes de execução do projeto durante o trimestre.
Irani reduz custo da dívida e mantém alavancagem em 1,89 vez
A alavancagem financeira da companhia encerrou o terceiro trimestre em 1,89 vez a relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado, dentro dos parâmetros estabelecidos pela Política de Gestão Financeira.
No período, a Irani captou R$ 750 milhões em operações financeiras, com custo médio ponderado de CDI + 1,16% ao ano e prazo de cinco anos. A companhia também realizou a liquidação antecipada de R$ 158,6 milhões em dívidas com custo mais elevado, de CDI + 1,84% ao ano.
Ao final de setembro, a empresa mantinha R$ 1,5 bilhão em caixa. Segundo o diretor, as operações contribuíram para reduzir o custo da dívida, ampliar o prazo médio de vencimento dos compromissos financeiros e reforçar a liquidez.
Companhia propõe distribuição de R$ 14 milhões em dividendos
Em linha com sua Política de Distribuição de Proventos, a Irani propôs distribuir R$ 14 milhões em dividendos, equivalentes a 25% do lucro líquido utilizado como base para a remuneração dos acionistas.
O valor corresponde a R$ 0,061 por ação.
Irani recebe reconhecimentos em rankings empresariais e de governança
Entre os destaques do trimestre, a Irani foi eleita a melhor empresa do setor de Papel e Celulose no ranking Melhores e Maiores, da revista Exame, alcançando a primeira posição pela segunda vez.
A companhia também recebeu, pela sexta vez consecutiva, o Troféu Transparência, concedido pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (ANEFAC). O reconhecimento destaca a qualidade e a clareza das demonstrações financeiras e posicionou a empresa entre as dez melhores na categoria de companhias com receita líquida de até R$ 5 bilhões.
Na área de gestão de pessoas, a Irani foi incluída no ranking das 175 Melhores Empresas para Trabalhar do Brasil, da Great Place to Work (GPTW), ocupando a 46ª posição na categoria de grandes empresas. A companhia também obteve destaque nos rankings regionais.



