Licor negro de eucalipto kraft de indústrias brasileiras: características químicas, físicas e seu processamento na unidade de recuperação
Autores: Marcelo Cardoso
Éder Domingos de Oliveira
Maria Laura Passos
Resumo
Neste trabalho, analisa-se a influência da composição química do licor negro de eucalipto em suas propriedades físicas, visando predizer seu processamento na unidade industrial de recuperação. Para tal, utilizaram-se amostras de licor negro de eucalipto provenientes de cinco diferentes unidades industriais brasileiras e desenvolveu-se uma metodologia experimental para a caracterização química do licor. A metodologia consiste na determinação da composição elementar do licor e dos principais parâmetros que influenciam suas propriedades físicas, a saber: razão orgânico/inorgânico, conformação, concentração e massa molar da lignina presente no licor. Paralelamente, avaliaram-se as propriedades físicas e reológicas do licor (densidade, poder calorífico, calor específico, viscosidade aparente e tensão cisalhante aplicada em função da taxa de deformação), identificando a real influência da composição química nessas propriedades. Com base nessa análise, conclui-se que o licor negro de eucalipto das indústrias brasileiras possui teores mais elevados de Elementos Não Processáveis (NPEs), maior concentração e menor massa molar de lignina quando comparado ao licor de pinho proveniente de unidades industriais localizadas no hemisfério norte. Demonstra-se que tais características, de fato, influenciam as propriedades físicas, conferindo ao licor um comportamento próprio na unidade industrial de recuperação, distinto do usualmente reportado para o licor negro de pinho.
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Autores: Marcelo Cardoso
Éder Domingos de Oliveira
Maria Laura Passos
Resumo
Neste trabalho, analisa-se a influência da composição química do licor negro de eucalipto em suas propriedades físicas, visando predizer seu processamento na unidade industrial de recuperação. Para tal, utilizaram-se amostras de licor negro de eucalipto provenientes de cinco diferentes unidades industriais brasileiras e desenvolveu-se uma metodologia experimental para a caracterização química do licor. A metodologia consiste na determinação da composição elementar do licor e dos principais parâmetros que influenciam suas propriedades físicas, a saber: razão orgânico/inorgânico, conformação, concentração e massa molar da lignina presente no licor. Paralelamente, avaliaram-se as propriedades físicas e reológicas do licor (densidade, poder calorífico, calor específico, viscosidade aparente e tensão cisalhante aplicada em função da taxa de deformação), identificando a real influência da composição química nessas propriedades. Com base nessa análise, conclui-se que o licor negro de eucalipto das indústrias brasileiras possui teores mais elevados de Elementos Não Processáveis (NPEs), maior concentração e menor massa molar de lignina quando comparado ao licor de pinho proveniente de unidades industriais localizadas no hemisfério norte. Demonstra-se que tais características, de fato, influenciam as propriedades físicas, conferindo ao licor um comportamento próprio na unidade industrial de recuperação, distinto do usualmente reportado para o licor negro de pinho.
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