Com produção total de 2.745 mil toneladas de papel e de celulose de mercado, a Suzano, uma das maiores fabricantes do setor no País, anunciou o balanço de 2010 com um crescimento de 14,2% na receita líquida das vendas com R$ 4,514 bilhões, mas uma retração de 18,8% nos lucros em relação ao ano anterior, totalizando R$ 769 milhões.
A queda, explicada durante conferência com os investidores pelo presidente da companhia, Antônio Maciel Neto, deve-se à variação cambial versus a negociação da dívida da empresa. Embora a companhia tenha vivenciado um ano forte, com a recuperação em suas exportações, ainda não foi o suficiente para superar a apreciação da moeda nacional e a interferência nas negociações.
Por outro lado, Maciel destacou alguns dos fatores positivos para a companhia, como o bom desempenho do quarto trimestre que registrou recorde de receita líquida e volume de papel vendido, a elevação do preço de celulose em todas as regiões, o aumento nos preços de papel nos mercados interno e externo, a aquisição de controle da FuturaGene, a criação da Suzano Energia Renovável, entre outros.
Vale destacar ainda, que em 2010 a Suzano também realizou grandes operações, movimentando um grande volume de capital. O setor de papel acompanhou a aquisição pela Suzano da compra das ações da Fibria nos ativos do Conpacel, no valor de R$ 1,45 bilhão, e das operações de distribuição KSR por R$ 50 milhões.
O resultado é um ano financeiro negativo em R$ 252,4 milhões, ante R$ 696,4 milhões positivos do ano anterior, mas com andamento do Plano 2024, que engloba uma série de ações em prol do crescimento da empresa até o ano de 2024, quando a empresa completará 100 anos de atividades.



