Em meio a juros altos e instabilidade no crédito, Grupo Mazurky mantém plano de investimentos em 2025

Para 2025 a companhia projeta um crescimento de 20%

Mesmo com o recuo do governo federal em relação às mudanças no IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), o sinal de alerta permanece aceso no setor industrial. A insegurança provocada pelas alterações iniciais evidenciou a fragilidade do ambiente de crédito no Brasil, aumentando a cautela entre empresas que dependem de financiamento para manter ou expandir suas operações.
 

Em meio a esse cenário desafiador, o Grupo Mazurky, produtora de embalagens de papelão ondulado, mantém seu plano de crescimento e modernização. Para 2025, a companhia projeta um crescimento de 20%, mesmo índice alcançado em 2024, apesar das oscilações de mercado observadas no início do ano.
 

“No mês passado, segundo a Empapel*, tivemos uma queda leve, mas significativa para o setor. Ainda estamos em maio, e tradicionalmente o segundo semestre é mais aquecido para o nosso segmento. Acreditamos, sim, em um crescimento modesto ainda este ano, mesmo que abaixo do inicialmente planejado”, afirma o CEO do Grupo Mazurky, Eduardo Mazurkyewistz.
 

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De acordo com o executivo, os principais entraves para o avanço da indústria são a alta taxa de juros, a volatilidade cambial e a falta de previsibilidade. “Esse ambiente instável impacta diretamente nossa capacidade de investir. Quando o investimento desacelera, toda a engrenagem da economia — indústria, comércio e serviços — perde força. Ainda assim, seguimos confiantes e fiéis ao planejamento que traçamos no passado”, reforça Mazurkyewistz.
 

Apesar das dificuldades macroeconômicas, o Grupo Mazurky segue fazendo investimentos, especialmente em tecnologia. De 2017 para cá, foram investidos R$ 36 milhões em equipamentos de ponta, incluindo uma impressora digital importada da Espanha com tecnologia inédita no país, capaz de reproduzir com precisão as cores de qualquer marca no papelão kraft, com qualidade fotográfica.
 

Setor – O setor de papelão ondulado encerrou 2024 com o maior volume anual já registrado desde o início da série histórica da Empapel, com 4,24 milhões de toneladas expedidas — crescimento de 4,9% em relação a 2023. Apesar do desempenho positivo, os primeiros meses de 2025 têm sido desafiadores para toda a cadeia.
 

“O primeiro trimestre foi positivo, atingimos 98% das metas traçadas. Mas abril e maio foram meses difíceis, marcados por novos reajustes que afetam toda a cadeia produtiva e levam muitos clientes a buscarem alternativas mais baratas, o que gera uma ‘dança das cadeiras’ no setor. Ainda assim, estamos otimistas com o segundo semestre”, avalia.
 

Mesmo diante da pressão do cenário macroeconômico, os investimentos continuarão — ainda que em ritmo mais cauteloso. “Talvez não consigamos executar todos os aportes no tempo que gostaríamos, mas eles não vão parar. Como costumo dizer, o industrial vive para comprar máquinas. Quando terminamos de pagar uma, ela já está desatualizada. Precisamos seguir investindo, porque parar no tempo não é uma opção”, conclui o CEO.
 

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Fonte: Mazurky

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