Novos Equipamentos E Conceitos Mc™

As fábricas modernas de celulose são construídas aplicando-se tecnologia MC™ ao longo de todo o processo. A operação a baixa consistência está limitada ao processo de depuração por peneiramento, onde os recentes trabalhos de desenvolvimento têm produzido um gigantesco salto tecnológico. No princípio dos anos 80 foi inventada a técnica da fluidização, e sua adaptação aos equipamentos MC™ – bombas, misturadores de alto cisalhamento e separadores de gás – continua sendo estudada e desenvolvida. Durante os últimos vinte anos, foram desenvolvidos o processo de deslignificação com oxigênio e novas sequências de branqueamento. Novos químicos foram introduzidos, e surgiram maiores exigências de temperatura e pressão. Ao mesmo tempo, capacidades das fábricas e demandas de soluções para linhas únicas de fibras têm crescido até ultrapassar as 4.000 tsa/d (toneladas secas ao ar).

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Numa fábrica de celulose, a bomba de MC™ é um dos principais consumidores de energia. Os fabricantes de bombas pesquisaram muito o melhoramento da operação e a eficiência dessa bomba. Nos anos 80, quando foi introduzida a primeira geração de bombas MC™, sua eficiência era muito baixa, tipicamente em torno de 40%. No começo da década de 90, quando foi desenvolvida a segunda geração de bombas, a eficiência subiu para valor típico de 50%, sendo que no final dessa mesma década alcançou-se um índice médio de 60%.

A nova geração de bombas MC™ Andritz, desenvolvida recentemente, traz ganhos adicionais em eficiência global de bombeamento. Nesse trabalho de desenvolvimento foram usados novos métodos de simulação e teste.

As tecnologias de branqueamento baseadas em oxigênio e peróxido pressurizados foram introduzidas nos anos 90. O desenvolvimento da degaseificação em ambiente pressurizado levou ao desenvolvimento do reator MCF de distribuição e descarga. Os descarregadores têm ação de bombeamento e, também, bom efeito de degaseificação. As exigências de eficiente degaseificação nesta etapa são cruciais, pois o ar ou gases residuais do reator afetam a capacidade e desempenho dos lavadores e, consequentemente, o consumo de químicos no branqueamento.

O branqueamento com ozônio foi desenvolvido e industrializado em meados dos anos 90. Um novo modelo de misturador foi desenvolvido, pois as necessidades de processo no estágio do ozônio diferiam significativamente das necessidades dos outros estágios. Além disso, foi também estudado o consumo de energia do misturador de ozônio, sendo obtida uma redução de 15%-20%. Recentemente, foi posto no mercado um processo de branqueamento com ozônio com consumo de energia ainda menor.

Referências

Olavi Pikka, Kari Peltonen, Ludwig Michal
Novos equipamentos e conceitos MC™ na linha de fibras para melhoria da eficiência do processo
New MCTM equipment and concepts for the fiberline to improve process efficiency
O PAPEL vol. 70, num. 02, pp. 37-48 FEB 2009
Andritz Oy, Kotka – Finlandia, E-mails: [email protected] / [email protected]

Leia o artigo completo no arquivo PDF.

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