Potencial de maciez da celulose: uma metodologia para avaliar e comparar
celuloses
Autores: J. Ruiz; V.M. Sacon; F.P. Silva; S. Eichhorn; L. Bley; H. Sabel; W. Janssen; G. Eymin-Petot-Tourtollet; M. Petit-Conil
Palavras-chave: celuloses branqueadas de coníferas, eucaliptos e folhosas; celulose destintada branqueada; maciez; modelagem; refinação a discos
RESUMO
Foi desenvolvido um método de preparação de folhas manuais de laboratório específicas para a avaliação do potencial de maciez de celuloses para fabricação de papéis tissue. Foi composto e treinado um grupo de pessoas para avaliar a maciez de produtos tissue e a maciez dessas folhas de laboratório. Foi desenvolvido um procedimento-padrão (protocolo) para a avaliação da maciez.
Foram estudadas 13 celuloses branqueadas de mercado – 7 de eucaliptos, 3 de
coníferas, 2 de folhosas e 1 celulose destintada -, quanto a seu potencial antes e depois do refino, segundo o procedimento estabelecido. Foi possível estabelecer a classificação dessas celuloses e a avaliação de sua maciez revelou diferenças
importantes entres os tipos de celulose e conforme o refino. Celuloses de folhosas – e mais particularmente celuloses de eucalipto -, produziram os papéis mais macios, enquanto as celuloses de coníferas apresentaram o menor potencial de maciez. E mais, durante a refinação convencional as celuloses de folhosas perderam menos potencial de maciez do que as celuloses de coníferas.
Seu grau de maciez manteve-se positivo, enquanto o das celuloses de coníferas apresentou sempre valor negativo. Foi desenvolvido um modelo estatístico para predição da maciez da celulose a partir de características das fibras. Esse modelo demonstrou-se suficientemente confiável e foi usado para a definição do potencial de maciez e acompanhou a maciez ao longo do processo de fabricação de tissue, especialmente durante a preparação da massa e a refinação da celulose.
Por fim, foi feita uma comparação entre os resultados do grupo do CTP – Centre Technique du Papier, França – e aqueles de outros quatro grupos, resultando evidente que os cinco grupos poderiam avaliar a maciez de modo uniforme e que o novo procedimento para avaliação da maciez de folhas manuais specificamente preparadas era relevante para uma tal aplicação.
Referências
J. Ruiz; V.M. Sacon; F.P. Silva; S. Eichhorn; L. Bley; H. Sabel; W. Janssen; G. Eymin-Petot-Tourtollet; M. Petit-Conil1
Potencial de maciez da celulose: uma metodologia para avaliar e comparar celuloses
Pulp softness potential: a methodology to assess and compare pulps
O PAPEL vol. 71, num. 3, pp. 31 – 45 MAR 2010
Centre Technique du Papier – InTechFibres – Grenoble – France; Votorantim Celulose e Papel – Jacarei – Brazil SCA Hygiene Products GmbH – Mannheim – Germany; BTG Group, Division Instruments – Eclepens – Switzerland; Oy Metsä-Botnia Ab – Kaskinen – Finland; Kruger Products- Laval – PQ – Canada; Institut Technologique FCBA – InTechFibres, New Materials Division – Grenoble – France M. Petit-Conil – E-mail: [email protected]
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