A RESILIÊNCIA DA INDÚSTRIA DE EMBALAGENS DE
PAPEL E PAPELÃO ONDULADO
POR EDUARDO BRASIL
Diretor-Executivo da Empapel
O termo “resiliência” vem da física e tem como definição a propriedade de alguns corpos apresentam de
retornar à forma original, após terem sido submetidos a uma deformação elástica. Uma outra definição
da psicologia diz que é a capacidade de se recobrar facilmente
ou se adaptar às mudanças. Os economistas definem resiliência
como a capacidade de setores do mercado de resistem bem a
intempéries da economia.
Sem dúvida, esse é o caso da indústria de embalagens de papel
e papelão ondulado, que vem enfrentando desde seu primórdio
as dificuldades impostas por inúmeros desafios. A indústria, que
existe há mais de 150 anos, quando o americano Albert Jones
conseguiu, em 1871, a primeira patente para produzir papel
corrugado, passou por muitas dificuldades e evoluções, para
mostrar que é, sim, resiliente.
A demanda constante para setores como alimentos, bebidas,
farmacêuticos, entre outros, a substituição por materiais mais
sustentáveis; a flexibilidade e adaptabilidade às demandas dos
clientes, para criar produto em diferentes tamanhos e formatos;
a reciclabilidade, alinhada às cobranças do novo consumidor,
segundo as premissas de uma economia circular; as inovações
tecnológicas, que a cada dia apresentam novas pesquisas com a
finalidade de aprimorar a resistência, durabilidade e eficiência
das embalagem, com máquinas de corte e dobras mais rápidas e
precisas, melhor impressão e design das embalagens, são alguns
exemplos que fazem o setor ser considerado um dos mais resilientes da indústria.
E vem sendo assim também na nossa história. Em 1974, foi
fundada a Associação Brasileira do Papelão Ondulado (ABPO).
No seu primeiro anuário estatístico, em quatro anos, de 1970 a
1974, a ABPO anunciou que o Brasil duplicou sua produção de
papelão. Em 2020, o desafiador primeiro ano da pandemia, que
mudou os parâmetros da economia atual, surgiu a Empapel,
que traz com seus boletins mensais e anuários dados importantes para servir de referência para a economia brasileira.
De lá para cá, com as necessidades de exportação cada vez mais
crescentes, a indústria foi não só ampliando seu alcance, como se
inovando para oferecer aos produtores e exportadores dos mais
variados produtos opções ideais para o transporte e a conservação.
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