Interatividade crescente entre sistemas operacionais e de tecnologia requer planejamento e cibersegurança

A realidade atual reflete ambientes fabris cada vez mais conectados à internet e aos sistemas de tecnologia e de conectividade das empresas, fator que demanda incrementos dos níveis de segurança cibernética ao ambiente de produção, a fim de minimizar os riscos de ataques aos sistemas ciberfísicos.

A estratégia de segurança cibernética para um ambiente de produção, também conhecido como OT (Operational Technology), começa pela convergência com a área de IT (Information Technology), conforme explica Fernando Lobo, vice-presidente de Tecnologias Avançadas e Tecnologia Operacional da Fortinet para América Latina e Canadá, empresa americana líder em segurança cibernética que desenvolve e comercializa soluções de cibersegurança empresarial, incluindo firewalls, segurança de rede, segurança em nuvem, operações de segurança, além de serviços avançados de segurança cibernética.

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“De maneira geral, a Indústria 4.0 foi e é o que está levando à necessidade de implementação de cibersegurança nos ambientes industriais. Até então, tínhamos o chamado air gap: a produção era separada do ambiente corporativo, pois não havia necessidade de troca de informação em tempo real. Quando essa realidade mudou, o mundo de cibersegurança, antes focado em IT, começou a olhar mais atentamente para o mundo de OT.”

Dados do relatório global sobre o Estado da Tecnologia Operacional e Cibersegurança de 2025 da Fortinet mostram que os ataques cibernéticos que comprometem os sistemas de OT estão em ascensão: 47% dos entrevistados sofreram pelo menos uma violação de segurança cibernética no último ano, enquanto 29% relataram três ou mais violações. Os dados da pesquisa também mostram um aumento, ano a ano, nas invasões que afetaram tanto os sistemas de TI como de OT, subindo de 49% para 60%.

Na entrevista a seguir, Lobo e Leonardo Moreira (gerente de Engenharia para Desenvolvimento de Negócios em OT da Fortinet para América Latina e Canadá) abordam as formas de estruturar estratégias de implementação de segurança cibernética para os ambientes fabris, passam pelos principais desafios enfrentados atualmente e indicam as melhores práticas para superá-los.

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Caroline Martin
Jornalista com 17 anos de experiência, sendo 6 deles em redação e 11 como freelancer. Formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo, teve o seu desenvolvimento profissional focado em redação e edição de conteúdos para editorias variadas de veículos impressos e online. O contato com a indústria de celulose e papel teve início em 2010, quando começou a atuar como repórter da revista O Papel, publicação mensal da Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel (ABTCP), que hoje circula nas versões impressa e digital. Desde então, produz reportagens técnicas relacionadas à cadeia produtiva do setor, incluindo análises de mercado, inovações tecnológicas e perfis profissionais. Em 2015, foi vencedora do Prêmio Especialistas — Categoria Papel e Celulose, promovido pela revista Negócios da Comunicação.

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