O monitoramento de indicadores de mercado é rotina fundamental para qualquer tipo de negócio, seja ele do ramo da indústria, do comércio ou serviço. Algumas cadeias produtivas possuem um amplo rol de indicadores padronizados, atualizados e de fácil consulta. Já outros setores não contam com a mesma facilidade. Nesses casos, é necessário algum esforço para produzir e agregar um conjunto de indicadores que mostrem a realidade de seus mercados.
No caso específico dos produtores florestais, tem-se um setor que é tipicamente fragmentado. Boa parte das informações publicadas são regionais, abrangem apenas parte da cadeia produtiva (apenas o produto industrial final, por exemplo) ou carecem de atualização temporal (estudos pontuais passados que não tiveram atualizações posteriores com a mesma metodologia e abordagem).
Para preencher tais lacunas, tenho organizado desde o ano passado um conjunto de indicadores estratégicos e táticos para atender aos meus clientes do segmento de produção de madeira.
Na coluna deste mês, eu compartilho um resumo do que chamo de Painel de Indicadores Setoriais, preparado especificamente para os produtores de florestas plantadas em todo o País.
Os dados são compilados de diversas fontes de elevada respeitabilidade, abrangendo praticamente todos os estados onde há relevância na produção nacional de florestas plantadas. Embora haja grandes diferenças entre as realidades dos vários mercados
regionais de nosso País, a compreensão do comportamento de
uma “média nacional” de cada indicador selecionado permite ao
empresário/gestor preparar suas estratégias operacionais, blindando assim seu negócio das adversidades futuras.
Contudo, cabe destacar que todos os valores aqui apresentados foram avaliados em termos nominais, ou seja, não foram descontados os efeitos inflacionários. Meramente para fins comparativos, a inflação oficial (IPCA) registrada no período de análise foi de aproximadamente 30%.
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