Passarelli lidera consórcio para construir estações de tratamento da Arauco

O empreendimento será construído em consórcio liderado pela Passarelli e integrado pela Enfil, especialista em tratamento de águas e indústrias de celulose

A Passarelli firmou contrato com a Arauco, referência mundial em celulose, produtos de madeira, reservas florestais e bioenergia, para a execução da Estação de Tratamento de Água Industrial (ETAC) e pela Estação de Tratamento de Água Potável (ETA) – do Projeto Sucuriú. O empreendimento será construído em consórcio liderado pela Passarelli e integrado pela Enfil, especialista em tratamento de águas e indústrias de celulose, no município de Inocência, Mato Grosso do Sul, na região conhecida como Vale da Celulose. Com capacidade de produção de 3,5 milhões de toneladas de celulose anualmente, o Projeto Sucuriú promete se tornar um marco na indústria global.

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“Estamos honrados em firmar esta parceria com a Arauco, um projeto que simboliza a nossa capacidade técnica e o impacto positivo que a engenharia pode ter na transformação de vidas e na geração de valor para a sociedade. Na Passarelli, acreditamos que grandes obras vão além da infraestrutura; elas conectam pessoas, impulsionam economias e constroem um futuro mais sustentável. Este contrato reforça nosso compromisso de continuar contribuindo para o desenvolvimento do Brasil com excelência e inovação”, afirma Paulo Bittar, CEO da Passarelli.

Reconhecida globalmente por sua liderança no setor de celulose e por seu comprometimento com a inovação e a sustentabilidade, a Arauco confiou ao consórcio a missão de atuar como parceiro estratégico na execução deste projeto de grande porte. Essa escolha reafirma a sólida reputação da Passarelli como uma das principais empresas de engenharia do Brasil, demonstrando sua capacidade de oferecer soluções técnicas e operacionais para empreendimentos de alta complexidade.

Com uma trajetória marcada pelo compromisso com a gestão responsável e o tratamento eficiente dos recursos hídricos, a Arauco conduziu estudos aprofundados sobre o impacto hídrico e implementou tecnologias de ponta para garantir o uso sustentável desse recurso essencial na construção do Projeto Sucuriú.

Além de sua capacidade produtiva, a planta terá importância estratégica para a economia local, contribuindo para o fortalecimento da cadeia de celulose no Brasil e gerando benefícios significativos para a região. A expectativa é que o Projeto Sucuriú gere, na fase de implantação, em torno de 14 mil empregos no pico da obra. Quando for concluída a obra, a operação empregará um contingente de cerca de 6 mil trabalhadores (florestal, fábrica e logística).

Primeira empresa florestal globalmente certificada como carbono neutro, a Arauco possui certificação FSC® em suas operações florestais e conta um trabalho contínuo de monitoramento da biodiversidade local, na identificação de espécies de flora e fauna nativas da região e mapeamento de áreas prioritárias para sua conservação. O manejo florestal adotado é um modelo de equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e a proteção ambiental.

Outro diferencial é que a fábrica terá autossuficiência energética. O escopo abrange as áreas regulares de processo, bem como uma Planta de Gaseificação que gerará biocombustível para abastecer os fornos de cal da operação, uma Caldeira de Recuperação Química – a maior do mundo em capacidade no setor de celulose – e uma Caldeira de Biomassa, responsável pela geração de energia a partir do reaproveitamento de biomassa e outros resíduos do processo de fabricação de celulose. A energia gerada será de mais de 400 megawatts (MW) de eletricidade, dos quais aproximadamente 200 MW serão destinados ao consumo interno da unidade industrial. O excedente de energia – suficiente para abastecer uma cidade com mais de 800 mil habitantes – será fornecido ao sistema nacional. 

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