O segundo dia do 1º Simpósio Latino-Americano de Papel para Embalagem, realizado ontem, 4/10, durante o 44º Congresso e Exposição Internacional de Papel e Celulose, o ABTCP 2011, reuniu grandes palestras com o enfoque na importância da valorização pelo mercado por embalagens que trazem o conceito da sustentabilidade, incentivando a procura deste tipo de produto pelo consumidor final.
O cenário atual foi o principal norteador do simpósio, envolvido pelas novas questões que rondam o segmento de embalagens, como a proibição do uso de sacolas plásticas e a proposta pelo setor da utilização por sacos e sacolas de papel. Apresentado por Pedro Villas Boas, da Associação Brasileira de Celulose e Papel – Bracelpa, o tema deu início a abordagem do papel como uma oportunidade sustentável para o mercado, seguido pela discussão da nova Política Nacional de Resíduos Sólidos, passando ainda pelas certificações ambientais.
O evento teve seu ponto alto durante a palestra de Fernando Sandri, da Ibema, sobre Embalagem e Sustentabilidade. O profissional chamou a atenção dos congressistas sobre o apelo que o produto florestal certificado já conquistou com o seu público final, porém, sobre como seria importante essa vantagem competitiva ser explorada pelas empresas. “O consumidor já percebe o selo verde como algo positivo, mas agora queremos obter uma maior percepção das certificações por eles”, destacou. Para Sandri, é um trabalho a ser realizado a longo prazo, mas que trará benefícios para todos.
Inovações
Na parte da manhã, o simpósio contou com apresentações da finlandesa VTT, líder em novas tecnologias. A empresa trouxe importantes contribuições sobre o desenvolvimento de papéis inovadores a partir dos biomateriais, inclusive, da aplicação de químicos reagentes que conseguem transformar o papel em translúcido, podendo ser utilizado para as mais diversas finalidades, como o acondicionamento de produtos alimentícios.
Ainda sobre o tema inovações, a palestra de Assunta Camilo, diretora executiva do Instituto de Embalagens, fechando o segundo dia de simpósio abordou o assunto das tendências para esse mercado. “É importante lembrar que lidamos com um público que, ao mesmo tempo em que exige sustentabilidade, também deseja conforto, beleza, segurança e, principalmente, conveniência. Por isso, o desenvolvimento da embalagem deve levar em conta todos esses fatores para que fale diretamente com o seu consumidor e agregue valor ao produto”, explicou.



