CMPC celebra trajetória de 105 anos

Planejamento estratégico é pautado por boas práticas da bioeconomia

Fundada em 1920, em Santiago, no Chile, como uma empresa dedicada à fabricação de papel, papelão e celulose, com base na palha de trigo, a CMPC consolidou-se no cenário global como um expoente do setor florestal. Atualmente, a companhia de origem chilena atua em três segmentos de negócios: celulose, tissue e embalagem, reunindo mais de 25 mil colaboradores e 54 unidades produtivas distribuídas em nove países da América Latina.

A empresa atua no Brasil desde 2009, com uma unidade fabril de celulose kraft branqueada de fibra curta, proveniente de plantios de eucalipto, instalada em Guaíba-RS, cuja capacidade produtiva anual é de 2,2 milhões de toneladas.

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No balanço feito por Antonio Lacerda, diretor-geral de Celulose da CMPC no Brasil, a atuação pautada por sustentabilidade tende a se fortalecer ainda mais nos próximos anos. “A sociedade tem transformado suas estruturas produtivas para se tornarem mais eficazes e menos poluentes. Estamos há anos envolvidos em planos e metas bem estruturadas, que englobam objetivos ligados à competitividade de nossas operações, mas sempre com o compromisso de ser uma companhia alinhada às boas práticas da bioeconomia”, define.

A unidade de Guaíba desponta como um alicerce fundamental para a estratégia de negócios da CMPC, consolidando a presença industrial da companhia no Brasil. “Sua localização estratégica, eficiência operacional e acesso a fibras em rápido crescimento a posicionam como um pilar indispensável para a CMPC”, ressalta Sérgio Alan Cekaitis de Oliveira, gerente de Vendas Celulose da CMPC Brasil.

De acordo com Oliveira, a maior parte da produção de Guaíba é destinada a mercados como China, Europa e América do Norte, onde é utilizada como matéria-prima para a fabricação de tissue, papelcartão e produtos especiais. “A atual capacidade produtiva, de 2,2 milhões de toneladas anuais, é resultado do Projeto BioCMPC, que envolveu uma ampla modernização da fábrica e foi concluído no ano passado. Graças a essa transformação, a Guaíba se consolidou como uma das fábricas de celulose mais sustentáveis do Brasil, incorporando melhorias tecnológicas que reduzem significativamente seu impacto ambiental, aumentam a eficiência energética e otimizam o uso de recursos naturais”, contextualiza o executivo, reforçando a busca contínua da CMPC por operações eficientes e sustentáveis.

O compromisso com a sustentabilidade também pode ser conferido na estratégia de diversificação da CMPC. “O papel, como material biodegradável, reciclável e renovável, é um ator natural na economia circular, exercendo uma função cada vez mais relevante como alternativa aos plásticos descartáveis e outros materiais de origem fóssil. Ao longo de sua trajetória, a CMPC desenvolveu soluções como papéis para embalagens compostáveis, embalagens sustentáveis e produtos de higiene que combinam desempenho com menor impacto ambiental”, pontua Oliveira sobre os nichos de atuação que fortalecem o compromisso da companhia com a sustentabilidade e gera novas oportunidades de crescimento alinhadas às demandas de consumidores, órgãos reguladores e grandes marcas globais.

Estendo a contextualização ao segmento tissue especificamente, Oliveira informa que o Brasil é um mercado com alto potencial de crescimento, impulsionado por fatores como crescimento populacional, aumento do consumo em regiões emergentes e crescente preocupação com higiene e bem-estar. “A CMPC, por meio da Softys Brasil, respondeu a essas tendências com uma estratégia que combina expansão de capacidade, inovação em produtos e marcas, e uma forte agenda de sustentabilidade. Isso inclui desde o desenvolvimento de produtos com menos plástico até soluções mais eficientes para o consumo de água e energia. O foco é claro: consolidar a liderança no mercado local, expandir o alcance regional e contribuir para a melhoria da qualidade de vida com produtos essenciais e responsáveis.”

A inovação posiciona-se como mais um dos pilares estratégicos de longo prazo da CMPC. Por meio de iniciativas como CMPC Ventures, a empresa busca identificar e escalar soluções disruptivas baseadas em biomassa florestal, incluindo biotêxteis, biomateriais, nanocelulose e biocompósitos, entre outros. “Nosso objetivo é aproveitar ao máximo a fibra natural como um recurso renovável e versátil, posicionando-nos não apenas como produtora de celulose e papel, mas também como um ator fundamental no desenvolvimento de produtos do futuro, baseados na ciência, na natureza e no impacto positivo”, adianta Oliveira.

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Caroline Martin
Jornalista com 17 anos de experiência, sendo 6 deles em redação e 11 como freelancer. Formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo, teve o seu desenvolvimento profissional focado em redação e edição de conteúdos para editorias variadas de veículos impressos e online. O contato com a indústria de celulose e papel teve início em 2010, quando começou a atuar como repórter da revista O Papel, publicação mensal da Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel (ABTCP), que hoje circula nas versões impressa e digital. Desde então, produz reportagens técnicas relacionadas à cadeia produtiva do setor, incluindo análises de mercado, inovações tecnológicas e perfis profissionais. Em 2015, foi vencedora do Prêmio Especialistas — Categoria Papel e Celulose, promovido pela revista Negócios da Comunicação.

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