Consumidores buscam reduzir impacto no ambiente, começando pelas embalagens

Para 87% dos brasileiros, marcas sustentáveis tem preferência no consumo; em 16 países, papel lidera percepção de sustentabilidade

O mercado global de embalagens sustentáveis somou US$ 101,49 bilhões em 2022 e deve atingir US$ 211,51 bilhões nos próximos 10 anos, de acordo com a consultoria Precedence Research. Esses números são alavancados pelo mercado, com empresas buscando cada vez mais as bioembalagens, assim como os consumidores que estão mais conscientes sobre, principalmente, o uso do papel. No Brasil, a Global Embalagens, com indústrias localizadas em Minas Gerais e na Bahia, viu um aumento de 900% no número de clientes nos últimos quatro anos.

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“As marcas chegam até nós quando entendem essa demanda crescente dos consumidores e que as embalagens biodegradáveis podem ser acessíveis para todos os portes do mercado. A Global Embalagens inclusive foi criada para isso, pois ainda é um desafio do segmento atender pequenos players em comparação com a demanda dos grandes”, explica Carlos Henrique Siqueira, CEO.

Para 87% da população brasileira, produtos e serviços de marcas sustentáveis tem preferência na hora do consumo, revelou a pesquisa da Union + WebsterDe acordo com a mesma fonte, 70% ainda não se importariam de pagar a mais para garantir a sustentabilidade. Segundo Siqueira, a utilização de embalagens sustentáveis já guia o compromisso de diversas marcas para os próximos 10 anos. “O uso do papel de fato trouxe um incômodo sensorial para algumas pessoas quando começou a ser visto com mais frequência no mercado. Contudo era falta de costume e sabendo dos benefícios começou a ser aceito e também procurado. Com certeza é uma grande estratégia para ambos os lados, das marcas que conseguem mostrar uma atitude sustentável logo no primeiro impacto e do consumidor que também reduz o impacto no ambiente com seu estilo de vida”, diz.

Entre as curiosidades da utilização é que as embalagens biodegradáveis não precisam ser descartadas com os resíduos recicláveis. “Muitos consumidores não sabem desse detalhe, mas o descarte correto é com o lixo orgânico e, caso sejam compostáveis, encaminhadas aos centros para essa finalidade.  A decomposição é feita naturalmente no meio ambiente em alguns meses por serem produzidas de fontes renováveis, diferentes do plástico”, revela Carlos Henrique Siqueira.

Micros e pequenos varejistas do segmento de açaí e sorvetes são os principais clientes da Global Embalagens e, de acordo com o CEO, um dos setores que mais investe neste tipo de apresentação. Ele argumenta que a alta procura se deve primeiro a facilidade de comunicar com o cliente que a marca tem uma preocupação com a sustentabilidade e também a personalização do produto entregue, já que a embalagem é o primeiro ponto de contato físico. “Os biodegradáveis de papel permitem entregar algo personalizado e sustentável na mão do cliente. Muitos deles acabam chegando aqui sem ideia do que apresentar e nós fazemos essa consultoria e identidade visual. Do pequeno ao grande varejo, o cliente espera uma experiência de qualidade e a embalagem é muito importante para isso”, argumenta.

Realizada em 16 países, a pesquisa Trend Tracker Survey 2023, da Toluna a pedido de Two Sides, evidenciou o movimento de que os consumidores preferem embalagens de papel pós-pandemia por estarem diretamente ligadas a percepção de serem melhores para o meio ambiente e para a reciclagem. O papel foi líder do ranking com dez atributos, seguido pelo vidro, metal e plástico. Para os mais de 10 mil entrevistados eles são mais leves (57%), fáceis de abrir e fechar (46%), mais práticos (41%) e mais fáceis de armazenar (35%). “Produzimos atualmente 40 milhões de unidades ano e mais de 30 formatos e atendemos demandas de todos os estados brasileiros. Tenho certeza que as embalagens de papel biodegradáveis ainda serão protagonistas no mercado. O futuro se direciona para isso”, finaliza o CEO da Global Embalagens.

Fonte: Global Embalagens

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