COP 30: abertura do estande da CNI é marcada pelo chamado de Ricardo Alban “O momento é de agir”

Inauguração oficial do espaço ocorreu nesta terça-feira (11), na Blue Zone. Estande terá programação até 21 de novembro

A abertura oficial do estande da Confederação Nacional da Indústria (CNI), nesta terça-feira (11), na Blue Zone da COP30, em Belém, foi marcada por um chamado à ação. O evento simbolizou o compromisso da indústria brasileira em liderar a transição para uma economia de baixo carbono, com desenvolvimento, inovação e oportunidades especialmente para as regiões que mais precisam. 

O presidente da CNI, Ricardo Alban, destacou que a transição climática deve ser também uma agenda de prosperidade e qualidade de vida. Ele defendeu que o crescimento econômico é o caminho mais justo e viável para melhorar as condições sociais e dar esperança às pessoas. 

Notícia continua após o anúncio


”Não podemos desperdiçar a oportunidade que está sendo dada a regiões tão necessitadas como a faixa equatorial”, afirmou. “Isso é o que nos norteia. Essa é a nova indústria que nós queremos, esse é o novo Brasil que nós queremos, esse é o novo mundo que nós queremos.”
 

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), Alex Carvalho, reforçou que a ação climática deve integrar dimensões ambientais, sociais e econômicas. Para ele, o país precisa aproveitar o potencial da bioeconomia amazônica e transformá-lo em escala e impacto. 


”Não podemos tratar única e exclusivamente da conservação ambiental sem entender as responsabilidades e os desafios sociais”, disse. “Com infraestrutura e logística adequadas, teremos condições de trazer escalabilidade a esses produtos da biodiversidade.” 

Carvalho destacou ainda que o Brasil tem uma oportunidade única de superar desigualdades e afirmar um novo modelo de desenvolvimento. “Não existe mais espaço para colonialismo ou segregação. Está diante de nós a oportunidade de abrir uma janela para um novo Brasil.” 

O chair da SB COP, Ricardo Mussa, também ressaltou que o setor privado precisa dar um passo adiante. Para ele, a Sustainable Business COP (SB COP), lançada pela CNI e que conseguiu a marca de 40 milhões de empresas de mais de 60 países, mostra o potencial da indústria. No entanto, é hora de transformar ambição em resultados concretos. 


”Essa iniciativa mostra a capacidade do setor privado e agora precisamos levá-la para outro patamar”, afirmou. “Daqui a alguns anos, vamos olhar para esse trabalho e ver que ele fez a diferença.” 

O chamado à ação foi reforçado por Dan Ioschpe, Campeão de Alto Nível do Clima da COP30, que destacou que enfrentar a mudança do clima é também uma oportunidade de crescimento. 


”A boa notícia é que agir contra a mudança de clima é, ao mesmo tempo, uma oportunidade de crescimento e um caminho essencial para impulsionar o desenvolvimento socioeconômico”, afirmou. “Meu convite a todos é para continuar engajados na agenda de ação, contribuir com sua expertise e ajudar a transformar ambição em implementação.” 

A presença da CNI na COP30 reforça o protagonismo da indústria brasileira na agenda climática global. Ao longo da conferência, o estande da instituição será palco de debates, parcerias e lançamentos que mostram como o setor produtivo já está atuando para acelerar a descarbonização da economia.  

Agenda Prioritária da Ação Pró-Amazônia 

Roraima, no extremo norte do país, levou à COP30 uma liderança feminina da indústria. A presidente da Federação das Indústrias de Roraima (FIER) e da Ação Pró-Amazônia, Izabel Itikawa, lançou na abertura do estande da CNI a Agenda Prioritária da Ação Pró-Amazônia, documento que reúne as principais propostas da Amazônia Legal para o desenvolvimento sustentável da região.  

Administradora e roraimense, Izabel tem defendido o fortalecimento da indústria local com base em tecnologia e inovação. Para ela, a realização da COP30 na Amazônia é uma oportunidade histórica para mostrar ao mundo os desafios, as potencialidades e a capacidade de transformação da região. 

Últimas Notícias

Comissão de Estudos de Papéis para Fins Sanitários é reativada para revisão de normas técnicas do setor

A comissão abrange aspectos de terminologia, requisitos, métodos de ensaio e generalidades

Suprema Corte dos EUA derruba tarifas recíprocas de Trump e impõe limites ao uso de poderes emergenciais na política comercial

Decisão retira sobretaxas aplicadas ao Brasil sob a IEEPA, mas mantém tarifas baseadas em outros instrumentos legais.

Acordo UE–Mercosul abre nova janela comercial para celulose, papel e madeira

Com o acordo, o setor ganha previsibilidade tarifária e ambiente institucional mais estruturado para acessar o mercado europeu, em meio à reconfiguração do comércio internacional.

Branded Contents

Swan do Brasil destaca inovação e confiabilidade em instrumentação analítica para o setor de celulose e papel

A instrumentação analítica Swan contribui diretamente para a otimização de processos

Fiedler Automação Industrial apoia projeto na Klabin e contribui para redução de 52% na perda de vapor em Telêmaco Borba (PR) 

Iniciativa na Unidade Monte Alegre da Klabin envolveu inspeções na rede de vapor e aplicação de soluções integradas para ganho de eficiência

Compartilhar

Newsletter

Mantenha-se Atualizado!

Assine nossa newsletter gratuita e receba com exclusividade notícias e novidades