Mão-de-obra qualificada resulta em produtividade aumentada. É com essa filosofia que a Santher, fabricante de papéis para fins sanitários, em parceria com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Papel de Bragança Paulista, Região e Sul de Minas Gerais e com a Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel (ABTCP), pela primeira vez, promoverão um curso de capacitação técnica para o setor no município de Bragança Paulista, a partir de abril/2011.
Com o tema sobre Fabricação de Papel, ênfase em tissue, o curso vem atender à demanda por conhecimento técnico do capital intelectual da empresa. Hoje, embora possua um quadro bastante estruturado, a renovação do conhecimento de seus colaboradores é fundamental para a execução de todos os processos com exatidão, conforme apontado por André Emilio Mozer, da área de Recursos Humanos da Santher.
A primeira turma terá 30 participantes, com duração de dois dias e carga horária de 16 horas. Edson Campos, consultor da ABTCP, ministrará as aulas. Já com vagas esgotadas, o curso iniciará no dia 05 de abril. No entanto, para quem trabalha no setor, é sindicalizado, e ainda queira participar, outras quatro novas turmas serão formadas ao longo do ano.
Para a coordenadora da área de Capacitação Técnica da ABTCP e responsável por intermediar o acordo entre as entidades, Patrícia Féra, as expectativas não poderiam ser melhores. “É a primeira vez que três entidades trabalham em prol da cadeia produtiva pelo objetivo da capacitação técnica. É um grande passo para o desenvolvimento deste setor.”
Também reconhece positivamente a ação, o Sindicato que prevê o início de um processo para garantir uma região preparada para atender à demanda de mão-de-obra das empresas de papel da região.
Capacitação Técnica é o mais indicado
Um estudo de benchmarking, encomendado pela ABTCP sobre as fábricas de papel e celulose, lançado em dezembro de 2010, indicou que, em geral, as empresas participantes demonstraram que seus profissionais têm boa escolaridade.
Hoje, o maior volume da força de trabalho (60,2%) tem o ensino médio completo e somente três, das 17 empresas da pesquisa, têm menos de 50% da equipe com ensino médio completo. Oito fábricas têm mais de 20% da equipe com curso superior, e o percentual de profissionais com pós-graduação alcança média de 7,4%, sinalizando que as empresas estão investindo na absorção e no desenvolvimento de tecnologias e, principalmente, capacitação técnica.



