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G20: por que as mudanças climáticas têm relação direta com os países membros

A complexidade das negociações climáticas entre os países membros, especialmente devido a questões geopolíticas e divergências de interesses, é o maior desafio, aponta iCS

O G20, um grupo composto pelas maiores economias do mundo, é um palco essencial para as discussões sobre mudanças climáticas, especialmente devido ao fato de que esses países são responsáveis por uma parcela significativa das emissões globais de gases de efeito estufa (GEE). Com mais de 85% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, mais de 75% do comércio internacional e cerca de 80% das emissões de GEE, o G20 emerge como uma força influente no debate climático global. (Climate Analytics, World Resources Institute 2021)

Estudos mostram que, caso todos os países membros do grupo adotassem compromissos de emissões zero até 2050 e alinhassem suas NDCs com a trajetória de 1,5°C, o aumento da temperatura da terra poderia ser limitado a 1,7°C até o fim do século. O grupo reúne países desenvolvidos e em desenvolvimento, que respondem por cerca de 80% das emissões de Gases de Efeito Estufa do planeta.

(iCS)
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A análise é do Instituto Clima e Sociedade (iCS), em sua publicação intitulada G20 e o clima, trazendo um panorama geral sobre a relação entre o G20, um dos mais importantes fóruns globais de cooperação econômica internacional, e as mudanças climáticas. Neste ano de 2024, a presidência é do Brasil e de seu enorme potencial de conduzir a liderança com foco no tema.

Nesse contexto, com um mandato de um ano, o Brasil tem se destacado como uma liderança capaz de conduzir pautas climáticas para debates mais profundos. De acordo com o documento do iCS, sob a presidência brasileira, temas como inclusão social, enfrentamento das mudanças climáticas e reforma das instituições de governança global têm ganhado destaque. Esses temas refletem o compromisso do Brasil em promover uma agenda integrada e sustentável no âmbito do G20.

Um dos pontos centrais das iniciativas lideradas pelo Brasil no G20 é o alinhamento da arquitetura financeira internacional aos compromissos climáticos. Por meio do Grupo de Trabalho sobre Finanças Sustentáveis, o Brasil tem promovido estudos e recomendações para embasar decisões dos líderes do grupo, demonstrando um compromisso claro com a promoção da sustentabilidade e o enfrentamento dos desafios ambientais.

Entre os principais pontos abordados, o documento destaca:

  1. Alinhamento da arquitetura financeira internacional aos compromissos climáticos.
  2. Ampliação e facilitação do acesso a fundos multilaterais.
  3. Estratégias para ampliar a mobilização do capital privado.
  4. Aceleração do financiamento para transições justas

Além disso, a realização da COP30 pelo Brasil em 2025 oferecerá uma oportunidade única de liderar as discussões sobre mudanças climáticas em nível global, influenciando decisões e compromissos internacionais.

Neste contexto, o iCS tem desempenhado um papel fundamental, contribuindo para promover a conscientização sobre a importância da agenda climática, seja por meio de análises, dados e recomendações que embasam as decisões dos líderes e influenciam políticas públicas relacionadas ao clima. O iCS tem participação ativa no G20, especialmente apoiando iniciativas como o Grupo de Trabalho sobre Finanças Sustentáveis e a agenda no âmbito do grupo e apoiar as ações do Brasil no enfrentamento das mudanças climáticas.

No entanto, a falta de consenso sobre ações climáticas concretas permanece como um desafio ampliado para o Brasil no contexto do G20. Marianna Albuquerque, professora e pesquisadora do iCS, destaca que os esforços propostos pela Índia durante sua presidência do fórum em 2023 foram limitados por questões geopolíticas e divergências temáticas e setoriais. “Isso ressalta os desafios enfrentados pelo Brasil e outros países no G20 para avançar em ações climáticas concretas diante de obstáculos geopolíticos e divergências de interesses”, diz em sua análise na publicação recém-lançada.

Capa da publicação do iCS

Em suma, a presidência do Brasil no G20, sua participação ativa no debate sobre mudanças climáticas e a realização da COP30 em 2025 refletem um compromisso sólido com a promoção da sustentabilidade e a liderança em ações concretas para enfrentar os desafios ambientais globais. No entanto, enfrentar os obstáculos geopolíticos e alcançar consensos sobre medidas eficazes permanecem como desafios cruciais para a comunidade internacional.

CONFIRA O DOCUMENTO –

O papel do G20 para o futuro

O G20, ou Grupo dos Vinte, é um fórum internacional composto por 19 países e pela União Europeia. Foi estabelecido em 1999, em resposta à necessidade de uma plataforma que reunisse as principais economias industrializadas e emergentes para discutir questões econômicas e financeiras globais.

Os membros do G20 representam uma parte significativa da economia global, incluindo países como Estados Unidos, China, Alemanha, Japão, Índia, Brasil, Rússia, entre outros. Juntos, esses países respondem por mais de 80% do produto mundial bruto e por mais de 75% do comércio internacional.

O principal objetivo do G20 é promover a cooperação econômica internacional, abordando desafios como estabilidade financeira, crescimento econômico sustentável, comércio internacional e desenvolvimento. Além disso, o G20 também discute questões relacionadas à governança global, incluindo mudanças climáticas, desenvolvimento sustentável, saúde global e segurança alimentar.

As reuniões do G20 são realizadas regularmente em diferentes países membros, com a presidência rotativa sendo passada anualmente para outro país. Durante essas reuniões, os líderes discutem e negociam políticas e estratégias para enfrentar os desafios econômicos e financeiros globais, buscando consensos e cooperação entre os membros.

Com informações do documento publicado pelo iCS

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